Respondendo a Fatima:
> " Quando a melhor qualidade de um filme é a sua fotografia, há algo de
> errado nele. É o caso de "300", adaptação de Zack Snyder para a graphic
> novel de Frank Miller e Lynn Varley, que me pareceu ser uma espécie de
> "Gladiador" turbinado e estilizado. Como diversão, é um filme ok. Se bem
> que mais engraçado é este vídeo que usa uma trilha sonora alternativa (e
> bem mais adequada) para "300". "
>
> It's raining 300 men
> http://www.youtube.com/watch?v=pi2t58CRmbU&e
A tentativa foi boa...
Mas o resultado ficou aquém do esperado, um pouquinho mais de
pesquisa e menos preguiça do autor teria feito um clip realmente
legal em termos de sacanagem, imagens pra isso não faltam no filme.
Quando a maior qualidade de 300 ser a fotografia só posso dizer que
há um equívoco em quem chegou a esta conclusão pois o que 300 tem
de melhor é a Computação Gráfica, provavelmente se chegar a ser
indicado para o Oscar irá concorrer nesta categoria pois o filme é
quase que completamente montado em estúdio e neste caso a
"fotografia" em si perde até um pouco do mérito.
Em termos de interpretação não há o que dizer, Santoro está
canastríssimo em seu papel que pretende ser principal mas é mero
coadjuvante num filme onde a violência é a marca, se for para
comparar com algo que se compare com o Braveheart de Mel Gibson,
pois 300 é basicamente um filme de guerra.
O pouco de roteiro fica por conta da adaptação histórica mas que
levou em conta apenas a romantização de um fato histórico, feita na
HQ 300 e que o diretor assume ter sido seu objetivo, fazer um filme
sobre a Graphic Novel e não sobre a batalha de Termópilas.
A idéia é mostrar como os espartanos cultuavam a guerra e a glória
que sentiam ao dar a vida para defender seu estilo de vida.
No Brasil a participação de Santoro parece ser o ponto alto do
filme e só consegue fazer um conquistador tão caricato que me faz
pensar se alguém assim ia ter moral pra comandar aquela legião.
Já a comparação com Gladiator procede, ambos falam da mentalidade
do homem que se dedica a guerra, de traição e de hipocrisia x
honra, onde a honra ganha disparado no final.
Não tive como ver no cinema e ver a versão da telinha me fez ficar
satisfeito, não é nenhum filmaço mas cumpre seu papel.
Grande abraço,
Divino Leitão
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Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem)
Ninguém deve ser elogiado pela sua bondade quando não tem forças para ser
mau. (La Rochefoucauld)