Fertirrigação em Pivots.

 

O assunto é pertinente, especialmente no Brasil que assume agora que a média
da productividade é baixa, muito baixa comparada com a que se admite ser
aceitável, de mínima viável de 12 ton/hectare sob pivot em Portugal, onde
para ganhar algum dinheiro tem de alcançar14 ton/ hectare.

Ao se abordar o assunto parece se esquecer que a fertilização através de via
seca, retrograda 4/5 do P e 2/3 do K além da volatilização e percolação dos
nitratos.

Bastaria levar em conta estes conhecimentos, patentes em todos os livros de
adubação para esperar á partida que fertilização a seco é menos  productiva.

O contrário também é conhecido quando se sabe que a aplicação de nutrientes
por via liquida se aproxima do fenómeno hidropônico que em parte ocorre no
solo por via de uma liberação imediata para as raízes e porque a invasão das
partículas do solo pela água, impede parcialmente a retrogradação do P e K ,
ou pelo menos dificulta pela água a fixação dos nutrientes.

Então, esta explicação não deveria ser omitida. Acresce que no Brasil, se
liga quase nenhuma importância á reposição da matéria orgânica do solo ,
caminhando-se para a desertificação a passos largos e conhecidos e mal
divulgados. É por aí que se tornam os terrenos férteis e sustentáveis em
productividade.

Falar em viabilidade económica sem envolver esses dados, mais parece que os
não se conhecem ou que se os procura esconder.

Tem ainda a ser incluída a destruição que causa a inclusão de substâncias
químicas altamente reactivas ao zinco e ao ferro das estruturas dos pivots,
que podem levar á corrosão dos mesmos em escassos 7 anos, para casos de mais
grave concentração salina ou elevadas acidez ou alcalinidade. Tudo leva ao
desfecho antecipado da queda do pivot. Não se pode ignorar.

O mais impressionante é que todos os pivots poderiam ter durabilidade acima
de 50 anos  aplicando toda e qualquer quimigação, e continuam sendo
fabricados para durarem 10 anos, sem que alguém se motive a esclarecer os
porquês.

[email protected]

 

 

De: [email protected]
[mailto:[email protected]] Em nome de Fernando Braz
Tangerino Hernandez
Enviada em: terça-feira, 26 de junho de 2012 12:28
Para: "IRRIGA-L (Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada)"
Assunto: [Irriga-l] Fertirrigacao em analise e CONIRD

 

Bom dia!

Ainda são poucos ou não a parcela desejável de irrigantes que otimiza seus
sistemas de irrigação coma técnica da quimigação.

Aí fizemos o seguinte, pegamos a injetora mais cara do mercado, a colocamos
para trabalhar em pivos de áreas diferentes, pegamos a produção real,
assumimos que não haveria nenhum aumento de produtividade pelo uso da
fertirrigação e fizemos apenas a análise economica baseada na comparacao com
a adubacao feira tradicionalmente.

Concluímos que a adubação via fertirrigação, para a cultura do milho
proporcionou vantagens econômicas traduzidas em maior lucratividade e
rentabilidade, quando comparada com a adubação tratorizada, sendo que em
pivôs maiores o retorno do investimento é alcançado em menor tempo.

Este artigo - estudo de caso - acaba de ser publicado por KANEKO, F.H.;
HERNANDEZ, F.B.T.; SHIMADA, M.M.; FERREIRA, J.P. 

Se interessar, aqui está:
 Estudo de caso - Análise econômica da fertirrigação e adubação tratorizada
em pivôs centrais considerando a cultura do milho. Agrarian, Dourados, v.5,
n.161, p.161-165, 2012. 
http://www.periodicos.ufgd.edu.br/index.php/agrarian/article/view/1528/1034 

Aproveitando...

O XXII CONIRD - Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem que acontecerá em
Cascavel - Paraná entre os dias 04 e 09 de novembro de 2012 tem deadline no
dia 30 de junho. Informações estão disponíveis no sítio da ABID que tem
também um BLOG que trata dos congressos anuais promovidos. Visite-os!
Participe! Envie o seu trabalho!
http://abid.org.br <http://abid.org.br/> 
 http://abid.org.br/blogs/

Tenhamos uma otima semana!

Fernando



-- 
Fernando Braz Tangerino Hernandez
Área de Hidráulica e Irrigação (Hydraulics and Irrigation Division)
DEFERS - Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos
Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
UNESP - Universidade Estadual Paulista (São Paulo State University)
Caixa Postal 34 (P.O. Box 34)
15.385-000  -  ILHA SOLTEIRA - SP - BRASIL
Phone: (0##18) 3743-1939 / 3743-1959
www.agr.feis.unesp.br/irrigacao.php (Institucional)
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