Boa noite!
Eis a materia publicada na revista Globo Rural de março que está sendo
encaminhada abaixo.
Água para todos
No Globo Rural de 17/03/2013 matéria sobre o projeto em Extrema, MG, que
reconhece e paga por serviços ambientais e em 2013, que é o Ano
Internacional de Cooperação pela Água, Extrema abriga um dos projetos
mais importantes de conservação onde nascentes alimentam riachos que
formam o Jaguari, rio que é bebido inteirinho pela população da região
metropolitana de São Paulo. O trabalho de recuperação que acontece nas
encostas já valeu vários prêmios.
<http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/03/projeto-em-extrema-mg-reconhece-e-paga-por-servicos-ambientais.html>O
mais recente foi entregue na semana passada em Dubai, Emirados Árabes,
um importante prêmio da ONU, que reconhece o projeto “Produtor de Água”
como uma das melhores práticas mundiais de conservação.Assista a matéria
completa
<http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/03/projeto-em-extrema-mg-reconhece-e-paga-por-servicos-ambientais.html>!
http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/03/projeto-em-extrema-mg-reconhece-e-paga-por-servicos-ambientais.html
Abraços a todos!
Fernando
-------- Mensagem original --------
Assunto: {REDE IRRIGAÇÃO:211} Água na dose certa
Data: Mon, 18 Mar 2013 21:08:35 -0300
De: FÓRUM AGRICULTURA IRRIGADA <[email protected]>
Responder a: [email protected]
Para: [email protected]
Nova lei traz incentivos para quem quer aumentar produtividade com
uso sustentável da irrigação
Há um motivo novo para comemorar o *Dia Mundial da Água* – 22 de março –
este ano. Em janeiro, o governo federal deu fim a uma espera de 17 anos
e sancionou a lei 12.787, que institui a *Política Nacional de
Irrigação*. Com isso, pretende incentivar o aumento da área de
*agricultura irrigada*, reduzir o *risco climático* e favorecer um
incremento substancial de produtividade, com o cuidado de conter
prejuízos aos recursos hídricos e à qualidade do *solo*. Os termos
“eficiência” e “*manejo* *sustentável*” dão o tom do marco regulatório,
satisfazendo *agricultores*, *engenheiros agrônomos *e *ambientalistas*.
A nova lei reforça as estratégias de incentivo anteriores com novidades
atraentes. O barramento destinado à irrigação privada poderá ser
considerado obra de utilidade pública, o que deve encurtar o processo
burocrático no órgão ambiental. O *crédito rural* será facilitado para
compra de equipamentos eficientes, modernização tecnológica e
implementação de sistemas necessários ao manejo da irrigação. Haverá
ainda incentivo à contratação de *seguro rural*, tarifas especiais de
energia elétrica e incentivos fiscais para projetos em regiões de baixos
índices de desenvolvimento social e econômico. Pequenos produtores
familiares, em especial os do *Semiárido* *nordestino*, deverão receber
apoio especial. Para acessar os incentivos, é preciso ter outorga de uso
de recurso hídrico e licença ambiental (quando exigidos), a
justificativa necessária para irrigar e um bom projeto de irrigação.
As áreas a ser priorizadas nos futuros *Planos de Irrigação*, com suas
respectivas fontes de financiamento, serão definidas conforme as
necessidades e os recursos de cada região e em consonância com os
*Planos de Recursos Hídricos*.
Segundo *Guilherme Orair*, secretário nacional da Irrigação no
*Ministério da Integração Nacional*, o crescimento da técnica no Brasil
está abaixo do possível. Hoje, apenas 5,5 milhões de hectares são
irrigados e há potencial para se chegar a 30 milhões. Nas estimativas do
governo, é possível ampliar a área irrigada em pelo menos 10 milhões de
hectares até 2030, gerando uma produtividade várias vezes maior que a
atual. “Um aumento de área irrigada de 8% geraria aumento de produção de
20% em média”, diz o secretário.
A *Região Centro-Oeste *concentra grande potencial hídrico não
aproveitado. Só o *Tocantins* tem mais de 4 milhões de hectares
disponíveis. Mas há bons exemplos, como *Cristalina* (*GO*), cujas
plantações de *sorgo* representam a maior área do país irrigada por pivô
central. A produção de grãos pode crescer muito com a irrigação, sem que
seja necessário abrir novas áreas de plantio. O *feijão* é um dos grãos
que mais se beneficiam da água na medida certa, podendo render quase
500% mais. *Arroz* e *milho* irrigados também têm potencial de aumento
de produtividade acima de 100%. Um dos intuitos do incentivo à irrigação
agora, diz o secretário, é reduzir a pressão para a abertura de novas
fronteiras agrícolas por meio do *desmatamento*. “A tecnologia é o
caminho”, diz.
*PROFISSIONALIZAÇÃO *
A expectativa dos especialistas é que a nova política contribua para
profissionalizar a irrigação, evitando amadorismos, que geram resultados
aquém do que o país é capaz. Segundo *Lineu Neiva Rodrigues*,
pesquisador da *Embrapa Cerrados*, a irrigação eficiente e sustentável
não gera desperdício nem lixiviação, não causa erosão no solo nem perda
de insumos ou energia. “A capacitação do agricultor será fundamental
para a política dar certo.” De fato, a lei prevê, entre outros
instrumentos, incentivos à formação de recursos humanos, à pesquisa
científica e tecnológica, à *assistência técnica *e *extensão rural*, o
que deve acontecer no longo prazo.
O *Censo Agropecuário de 2006 *mostrou que em mais de 50% das
propriedades com irrigação por aspersão o sistema foi instalado sem
nenhum tipo de orientação técnica. Segundo *Fernando Tangerino*,
engenheiro agrônomo e professor da *Universidade Estadual Paulista
*(*Unesp*) em *Ilha Solteira*, em nome da economia e devido à falta de
conhecimento ainda se cometem muitos erros. Ele diz que contratar uma
consultoria especializada que faça as devidas análises e planeje o
projeto do começo ao fim é indispensável para não errar. Um sistema de
irrigação deve ser projetado para: 1) distribuir água de maneira
uniforme na área; 2) atender às demandas da planta; 3) ser feito de bons
materiais; 4) ter boa montagem. Além de investir em especialistas e bons
equipamentos, é preciso também buscar conhecimento, pois a irrigação
correta requer cálculos e raciocínios precisos.
Os especialistas são unânimes em dizer que não existe um sistema de
irrigação que seja bom para todos: só existe um projeto perfeito para
cada fazenda, pois as condições nunca são iguais. Os *pivôs* *centrais*
têm sido usados em grandes propriedades para o cultivo de grãos. Para
hortaliças, são usados tanto o minipivô quanto o *gotejamento* e os
*aspersores*, conforme as características da lavoura. Na *citricultura*,
há quem use gotejamento e microaspersão combinados. O gotejamento
localizado costuma ser o sistema mais caro e difícil de manejar,
portanto, é mais indicado para culturas de maior valor agregado.
*Albano Araújo*, coordenador da estratégia de água doce da organização
internacional *The Nature Conservancy *(*TNC*), diz que a nova política
será um grande avanço se não resultar em aumento de áreas irrigadas com
sobrexplotação de *recursos hídricos*. “É necessário respeitar os
limites ambientais para captação de água dos *rios*, *lagos* e do
*lençol freático*”, afirma. Para isso, há programas de incentivo da
*Agência Nacional de Águas*. Outras medidas incluem a proteção das
*margens* *de* *rios*, *nascentes* e zonas de recarga de *aquíferos*,
cujo uso deve ser limitado e disciplinado por planos de manejo
adequados. “Caso contrário, poderemos ter de enfrentar impactos muito
sérios sobre a disponibilidade de água para outros usos, como o
abastecimento humano e o uso industrial”, diz Araújo. Na nova política,
o uso múltiplo do recurso hídrico deve ser privilegiado.
O planejamento de um sistema de irrigação deve considerar ainda todos os
prazos, serviços e custos envolvidos. Atualmente, a obtenção de licença
ambiental leva de seis meses a cinco anos. A entrega dos equipamentos,
segundo uma empresa paulista, demora de 90 a 120 dias, depois de
definido qual o sistema mais adequado. O investimento inicial na compra
dos equipamentos, estimado pelo governo, pode variar entre R$ 2 mil e R$
8 mil por hectare e é preciso prever ainda despesas com manutenção,
energia elétrica, auditoria para identificar falhas, equipe de manejo e
troca de equipamentos depois de 25 anos aproximadamente. Em bacias
hidrográficas em que há cobrança pelo uso da água, esse custo também
deverá entrar na conta.
Para um melhor retorno do investimento, recomenda-se combinar o melhor
aporte de água com cuidados complementares com o solo, como plantio
direto, fertilização adequada e correção da acidez. “Irrigação sozinha
não faz milagre”, diz *Regina Célia Pires*, do *Instituto Agronômico de
Campinas *(*IAC*). Como a irrigação aumenta o número de safras ao ano, é
preciso considerar também a rotação de culturas. É o que fazem os
produtores de grãos da *Associação do Sudoeste Paulista de Irrigantes e
Plantio na Palha *(*Aspipp*), na região da *Bacia do Paranapanema*. Eles
começaram a irrigar sem muito conhecimento 30 anos atrás, com base na
experiência de vizinhos, para se precaver contra o prejuízo nas épocas
de veranico, que chegam a 90 dias a cada dois ou três anos. Depois de
algumas safras consecutivas de *feijão irrigado*, surgiram problemas,
relata o agricultor *Alfonso Sleutjes*, posteriormente corrigidos com a
*rotação de culturas *e o *plantio sobre a palha*, que preserva o solo e
acumula mais *carbono*. Hoje, obtém uma produção de 3.300 quilos por
hectare, cinco vezes mais do que se produzia ali há 30 anos – e olha que
o índice de chuvas por lá alcança a média anual de 1.300 mililitros. “A
irrigação tornou-se nosso seguro.”
Sem segredos
O primeiro passo para aproveitar os novos incentivos com eficiência é
conversar com os vizinhos e informar-se na prefeitura sobre as demandas
e planos para a região. Se houver potencial para irrigação, o produtor
deve encomendar um estudo técnico de sua propriedade e das condições de
cultivo que leve em conta o tamanho da área de plantio, a *topografia*,
os índices pluviométricos, as condições de armazenamento de água, a
distância até a fonte hídrica e o *reservatório*, os demais usos e
usuários da *fonte hídrica*, as previsões climáticas, as obras de
infraestrutura necessárias, o fornecimento de energia, o tipo e as
condições do solo, o tipo de cultura, a idade e o porte das plantas, o
espaçamento entre elas e a *evapotranspiração*. Esta última, ressalta
Fernando Tangerino, da Unesp, tem de ser uma das palavras mais
importantes no vocabulário do irrigante. Depende dela o cálculo correto
de quanta água aplicar, quando, por quanto tempo e em qual ritmo, a fim
de que o aumento na produtividade seja o melhor possível e o impacto
ambiental o menor.
Futuramente, o *Sistema Nacional de Informações sobre Irrigação*, outro
instrumento previsto na nova política, dará suporte à tomada de decisão.
Enquanto isso, os interessados podem buscar dados históricos nos
registros da *Embrapa* ou indicadores atualizados em centros de
agrometeorologia, como o *Ciiagro*, do *governo de São Paulo
*(http://ciiagro.sp.gov.br ).
*Fonte:*
http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI332287-18283,00-AGUA+NA+DOSE+CERTA.html
*As novidades do setor em:*
*http://forumirrigacao.blogspot.com.br/
*
--
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "REDE
IRRIGAÇÃO" dos Grupos do Google.
Para cancelar a inscrição neste grupo e parar de receber seus e-mails,
envie um e-mail para [email protected].
Para postar neste grupo, envie um e-mail para
[email protected].
Visite este grupo em http://groups.google.com/group/redeirrigacao?hl=pt-BR.
Para obter mais opções, acesse https://groups.google.com/groups/opt_out.
--
Fernando Braz Tangerino Hernandez
Área de Hidráulica e Irrigação (Hydraulics and Irrigation Division)
DEFERS - Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos
Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
UNESP - Universidade Estadual Paulista (São Paulo State University)
Caixa Postal 34 (P.O. Box 34)
15.385-000 - ILHA SOLTEIRA - SP - BRASIL
Phone: (0##18) 3743-1939 / 3743-1959
www.agr.feis.unesp.br/irrigacao.php (Institucional)
Blog: http://irrigacao.blogspot.com
www.agr.feis.unesp.br/defers/docentes/tangerino (sítio pessoal)
Academia.Edu: http://unesp.academia.edu/FernandoTangerino
FAPESP - BV-CDI:
http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/4461/fernando-braz-tangerino-hernandez/
Lattes: http://lattes.cnpq.br/7276242706611764
Research ID: http://www.researcherid.com/rid/G-1782-2012
Google Acadêmico:
http://scholar.google.com.br/citations?hl=pt-BR&user=d73nywoAAAAJ
Linkedin:
http://www.linkedin.com/pub/fernando-braz-tangerino-hernandez/a/a55/4b5
Skype - fernando_tangerino
Google Talk - [email protected]
Facebook: https://www.facebook.com/fernandobth
YouTube: www.youtube.com/fernando092
Fan Page Facebook: https://www.facebook.com/ahiunespilhasolteira
Canal CLIMA: http://clima.feis.unesp.br
YouTube: www.youtube.com/fernando092
Pod Irrigar, o Pod Cast da agricultura irrigada:
http://podcast.unesp.br/podirrigar
Irriga-L: www.agr.feis.unesp.br/irriga-l.php
**********************
ATENÇÃO / ATTENTION
Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade e seu compromisso com o meio
ambiente.
As informações contidas nesta mensagem são confidenciais e protegidas pelo
sigilo legal. A divulgação, distribuição ou reprodução deste documento depende
da autorização do emissor. Caso V. Sa. não seja o destinatário ou preposto,
fica, desde já, notificado que qualquer divulgação, distribuição ou reprodução
é estritamente proibida, sujeitando-se o infrator às sanções legais. Caso esta
comunicação tenha sido recebida por engano, favor avisar o emissor
imediatamente. Obrigado pela cooperação.
**** Before printing, think about your responsibility and your commitment to
the environment.
The information contained in this message is strictly confidential. If you are
not the intended recipient of this message or an agent responsible for
delivering it to the intended recipient, you are hereby notified that you have
received this communication in error, and that any dissemination, distribution,
retention or copying of this communication is strictly prohibited. If that be
the case, please reply and notify the sender immediately. Thank you for your
cooperation.
_______________________________________________
Irriga-l mailing list
[email protected]
https://listas.feis.unesp.br/cgi-bin/mailman/listinfo/irriga-l