On Wednesday, April 02 2014, edson duarte wrote: > Sergio: > Hoje em dia não tenho mais esse problema hahaha
Hehe, imagino :-). E eu sei que quando você era bixo, devia ter vergonha de falar :-P. Todo bixo tem! > e assim, as 4 liberdades são auto-explicativas sim... mas até hoje elas me > parecem mais ideais bonitos do que algo prático porque, tirando a liberdade > zero, nunca tive a necessidade de pegar um programa pronto e modificá-lo > para fazer algo diferente do proposto e ainda distribuir... e isso porque > vivo fuçando pela internet... imagina o pessoal que nem esse tipo de > curiosidade tem e usa o windows sem problema nenhum. Hmm, entendi. Engraçado, eu já usei vários programas bugados, e minha primeira reação ao utilizá-los é: vou corrigir. Isso só é possível se o software é livre, e, apesar de a maioria das pessoas não exercitar essa liberdade ativamente, elas (quando usam SL) a exercitam pelo menos de modo "passivo", porque eu aposto que você usa vários softwares livres que estão em constante evolução, e essa evolução só é possível de maneira comunitária por causa das tais liberdades. Uma coisa que eu gosto muito de falar é sobre a quantidade de softwares livres que as pessoas usam no dia a dia mas nem percebem, e, por consequência, a quantidade de pessoas que estão por trás desses softwares, muitas vezes de maneira colaborativa e sem ganhar dinheiro, e que fazem esses softwares serem o que são. Tenho conversado muito com o Cascardo sobre vários assuntos correlatos. Por exemplo, como os computeiros, mesmo aqueles que usam e são a favor do SL, em geral não botam a mão na massa pra corrigir problemas de softwares que eles usam. Às vezes eles nem reportam bugs! Precisamos mostrar que a evolução do SL não depende de uma força externa e desconhecida, mas sim de nós mesmos! E uma das maneiras é "esfregar" na cara das pessoas que elas usam muitos softwares livres, e que por isso usufruem dessas liberdades todas que elas tanto torcem o nariz... > portanto, elas são auto-explicativas mas distantes da realidade tanto dos > usuários leigos quanto de grande parte da graduação de computação. É complicado... Na minha experiência, as pessoas só começam a tomar consciência dessas coisas quando tem alguém perto delas falando sobre o assunto de modo quase ininterrupto. Falo por pessoas próximas a mim que, só depois de me ouvirem por dias, semanas ou meses, *começaram* a se tocar da importância do assunto. Ou seja, sem querer desanimar, mas acho bastante difícil causar um impacto grande com uma palestra apenas. Só fechando o que eu disse nos parágrafos acima, acho que, pra uma platéia leiga, eu adotaria o approach de mostrar a elas que todos usam software livre, e todos se beneficiam das liberdades. É claro que todos também usam software proprietário, mas aí o negócio é tentar dizer porque o SL é melhor *não em termos técnicos*, mas sim na sua principal feature, que é o *respeito ao usuário*. Putz, acho que não ajudou... Bem, depois de pensar mais um pouco, não consegui chegar num esquema bombástico de dar essa palestra... Ahh :-(. Vou continuar pensando aqui. -- Sergio
