> Em sex, 06 jul 2001, Lisias Toledo escreveu:
> > � um fen�meno mais social que t�cnico.
>
> S�o os fen�menos sociais que transformam o mundo n�o �?
Sem d�vida. Mas � bom lembrar que nem sempre d� certo. Adoro o exemplo da
Revolu��o Francesa...
> O que voc� acha que mais trouxe impacto, a parte t�cnica ou social da Internet?
A Social, sem d�vida. os aperfei�oamentos t�cnicos da Internet desde ent�o
est�o, acima de tudo, satisafazendo as demandas sociais da dita cuja...
> > O Linux empolgou a plat�ia, o resto ainda n�o...
>
> Quem � o resto?
Olha, s� pra ficar em algo que eu achei super bacana, o REACT-OS - uma
reimplementa��o Open Source do Win NT 4... Do ponto de vista puramente leigo,
seria uma alternativa mais interessante ao Linux, afinal, o cara j� t�
acostumado com o NT, e seu pessoal j� est� treinado... 8-P
Mas o projeto n�o resiste � uma cr�tica mais s�ria.
http://www.reactos.com/
[...]
> Seu projeto naufragou por falta de lideran�a. Voc� n�o conseguiu mostrar a seus
> colaboradores como eles poderiam atingir o objetivo que ELES queriam.
Foi o que eu disse... Tentei organizar o caos ao inv�s de us�-lo...
> Carisma voc� tem de deixar para o Xit�ozinho e o Xoror�.
Hummm... Vou procurar outro termo pra definir o que eu quero dizer. S�
lideran�a n�o � o suficiente, at� porque muitos colaboradores n�o gostam de
ser "liderados".
[...]
> Eu estou encarando da seguinte maneira:
>
> O GNU/Linux � feito de um monte de pe�as intercambi�veis cujas especifica��es
> est�o amplamente publicadas.
>
> Voc� mesmo afirmou que o GNU come�ou pelo telhado e que rodava sobre v�rios
> kernels. Veja um "quote" da sua linda frase:
[...]
> Ent�o qual � o problema de eu aparecer amanh� de manh� �s 8:00 (hora de
> Bras�lia) com um kernel totalmente novo com uma tecnologia mais avan�ada?
Nenhuma.
F*d@ � fazer o diabo do bicho sem quebrar os bilh�es de linhas de c�digo j�
existentes dos demais componentes. E nem sempre d� pra vc avan�ar sem quebrar
o c�digo j� existente (conforme os pequenos exemplos que eu dei em outro
email). Ali�s, poucas vezes d�...
Quando o Thiago diz ser imposs�vel "micro-kernar" o Linux, � nisto que ele se
baseia. E eu quase concordo com ele (apenas prefiro o termo "improv�vel").
[...]
> > Outro exemplo interessante a ser estudado � a Eazel. Eles s�o o exemplo padr�o
> > de como as coisas podem ser dif�ceis. E dar errado...
>
> O que deu errado foi a empresa n�o o programa. E este � um ponto forte do
> software livre. O programa sobrevive � empresa.
>
> No modelo antigo, as empresas sucumbiam e l� ia o programa junto. Hoje n�o �
> assim, para benef�cio de todos n�s.
Isto � inquestion�vel. Mas vou bater de novo na tecla - e o Investidor
Tradicional (99.999% dos capitalistas de hoje), ele fica satisfeito com isto?
"N�o, tudo bem... Meus 10 milh�es viraram p�, mas o importante � que o produto
que esta m&erd@ de empresa fez com meu dinheiro n�o morreu, ele ser�
aperfei�oado por outros, que ganhar�o algum dinheiro com isto, mas n�o me
pagar�o um centavo"....
� aqui que a coisa vai pegar, Edgard...
[...]
> O insucesso das empresas que tentam ganhar dinheiro com software livre
> comprovam uma coisa: Linux n�o � um produto, � uma tecnologia.
Entendo o que vc quer dizer, s� n�o sei se concordo com a sintaxe... Creio que
Linux � um produto, e o Open Source uma tecnologia de produzir softwares,
tendo como o Linux um de seus produtos.
> A ind�stria de software nos fez crer que software � um produto como arroz e
[...]
> banido o direito de ter acesso � tecnologia. A �nica coisa que fica sendo seu
> mesmo � a caixa de papel�o.
L�gica impec�vel. Manda esta pro RMS, que ele vai gostar.
[...]
> > Vivemos tempos novos na comunidade GNU. Pela primeira vez, existem mais leigos
> > palpitando que t�cnicos gabaritados... 8-)
>
> Eu acho que voc� quis dizer pessoas entendidas de outras �reas n�o �?
>
> O mundo n�o � feito de programadores.
>
> O que h� � que o trabalho dos programadores chamou a aten��o de especialistas
> de outros campos da ci�ncia e tecnologia: soci�logos, economistas, juristas,
> administradores, etc.
Que s�o leigos em Tecnologia da Informa��o. Todos somos leigos em 99% do
conhecimento humano. vc n�o precisava me dar esta puxada de orelha... 8-/
> > Empresas n�o vivem de esperan�a... Vivem de lucros...
>
> Mas fazem apostas.
Que n�o ser�o feitas se elas n�o conseguem calcular o risco!!! 8-)
[...]
> > A FSF n�o consegue emplacar o HURD. Seus carros chefes s�o softwares
> > desenvolvidos � 10 anos. Ela n�o � pouca m&erd@, mas ela tbm n�o consegue mais
> > direcionar sozinha os rumos do movimento.
>
> Mas por que a FSF tem de ser A l�der? Por que ela n�o pode pode simplesmente
> ser um player no processo?
Mas � o que eu estou dizendo - a coisa cresceu muito, tanto que o pessoal que
iniciou o movimento n�o consegue mais usar o leme sozinho.
[...]
> A ind�stria S� trabalha assim. Veja o caso emblem�tico do BetaMax x VHS, ou do
> padr�o TDMA e CDMA da telefonia celular.
>
> Ou dos padr�es NTSC, Secam e PAL.
Mas foram apostas individuais.
Agora, as apostas s�o comunit�rias, as decis�es de como empregar recursos em
tecnologias n�o s�o mais centralizadas, s�o dispersas. Isto complica as
coisas.
--
[]s,
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Quote of week: The day Micro$oft makes something that doesn't suck is the day
they start selling vacuum cleaners.
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