Vi v�rias mensagens sobre sugest�es de mat�rias sobre o linux em programas como o do J� Soares ou o Vitrine.
Depois daquela diminuta participa��o (o tempo foi reduzido) no programa Vitrine e do tom "exc�ntrico" ou "alternativo" com que j� pintaram o Linux neste programa e outras reportagens do g�nero mesmo em jornais e revistas de inform�tica, acho que o que menos precisamos agora � de aparecer em um programa como o do J� Soares. N�o que ele n�o seja uma pessoa esclarecida, mas cabe lembrar que ele � um humorista e sempre puxa as entrevistas para este lado ir�nico. N�o precisamos de piadas de Bill Gates nem de nerds usando linux ou ping�ins chamados Manuel ou Joaquim ... :-) Creio que precisar�amos de programas s�rios em uma TV s�ria como a TVE ou TV Cultura. Eu sugeriria em primeiro lugar o programa "Observat�rio da Imprensa". Quando o presidente da M$ (o Steve Balmer) esteve no Brasil para fazer o lobby da M$ para a licita��o do Fust, houve um programa inteiramente dedicado a ele, com a presen�a de varios jornalistas da �rea de inform�tica (embora muito sejam ruins seria menos pior; pelo menos j� ouviram falar de linux). Houve boas perguntas e tamb�m algumas bobas, como uma feita pela C�ra R�nai, do jornal "O Globo". Pelo menos ela atacou as pol�ticas da M$. Inclusive, no pr�prio site do programa saiu este artigo: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/eno071120011.htm --------------------------------------------------- trechos: "Com o crit�rio do menor custo fora do radar jur�dico, permitindo, em princ�pio, que o edital da Anatel dispensasse concorr�ncia na licita��o de um �nico sistema para quase todos os computadores, a t�tica da defesa da cidadania foi a de introduzir, na linguagem do PPA, o princ�pio da pluralidade para os fins a que se destinam os recursos do FUST. O PPA agora contempla investimentos do FUST no programa Internet na Escola, prescrevendo, em acordo pol�tico, dois sistemas nos seus computadores. Se for para a decis�o ser tomada agora por um comit�, entre o conhecido Windows e o praticamente desconhecido Linux, o custo da solu��o n�o � problema, e o mercado � soberano, perfeito e s�bio em uma de suas prefer�ncias. Lado um do disco. Se for para a decis�o ser exercida em liberdade pelas escolas, a cada vez que o computador � ligado, a cada vez que um projeto pedag�gico � contemplado, a cada vez que se pensar em or�amento, o custo da solu��o � problema, e os outros competidores no mercado tamb�m carregam seus sacos de velhacarias e malandragens. O plano pedag�gico do Sr. Popovic para o programa Internet na Escola se resume, at� aqui, a isso. Engessar a escolha cega e dirigida entre dois sistemas, empurrada �s secretarias estaduais, levando-se ao forno licitat�rio em f�rma de bolo edital. Se a massa misturada no Congresso n�o couber na f�rma, bata-se e amassa-se de novo. A bem da verdade, a escolha dos secret�rios foi quase cega, pois lhes foram mostrados alguns slides. Durante tr�s dias, em ambiente cultural controlado para manipular curiosidades e diverg�ncias. Slides de um sistema propriet�rio, que todos j� usam, e de um outro livre, que � o c�o chupando manga. Procurou-se Em contraste, a op��o pelo software livre n�o foi desdenhada, ridicularizada ou manietada pelos governos da China e do M�xico. Pelo contr�rio. Eles � que n�o s�o bobos, pois escolheram a op��o que melhor se adequa �s suas necessidades pedag�gicas, gerenciais, or�ament�rias e estrat�gicas na informatiza��o do ensino. Vencida a barreira cultural, tal op��o s� gera custos de manuten��o e suporte, enquanto o software propriet�rio gera custos adicionais de licen�a de uso, cada vez mais sufocantes e transmissores de depend�ncias legais e artificiais, destinadas a perpetuar estes custos adicionais. Atrav�s dessas licen�as se paga para se adquirir depend�ncia a padr�es e formatos propriet�rios, a servi�os e suporte quase sempre monopolizados, como no v�cio �s drogas. O Estado ingl�s j� passou todos os seus bancos de dados para a Microsoft, e agora ningu�m acessa o e-gov bret�o sem seus produtos. "� problema com a compatibilidade nos protocolos criptogr�ficos dos concorrentes", nos esclarece a empresa. Por essa e por outras ela j� foi condenada at� a terceira e �ltima inst�ncia, em 9/10/01, por pr�ticas monopolistas predat�rias, lesivas � sociedade onde est� sediada. Se��o 2 do Shermann's Act. Este tipo de not�cia precisa ser garimpada, em meio a uma blitz de propaganda que quer julgar a Justi�a. E quando encontrada, d� mais urtic�ria nos editores da grande imprensa do que p� de antraz. Em sua a��o pol�tica, o poder econ�mico monopolista toma como interesse p�blico o seu pr�prio, sacramentando a identifica��o entre ambos em leil�es de acordos de sustenta��o pol�tica, ungindo assim sua ideologia fundamentalista com o �leo sagrado da democracia. Se a m�o invis�vel do mercado, que tornou monopolista a Microsoft, tiver mesmo a sabedoria suprema que lhe atribuem Adam Smith e seus talib�s, estaria hoje nos instruindo a rasgar as conquistas humanistas da revolu��o francesa, que ainda cremos dar valor de face � democracia moderna. Como j� fez o talib� afeg�o. N�o se pode imaginar Plat�o contemplando nada mais antipedag�gico. Se os donos do edital t�m tanta certeza de que a escolha da China e do M�xico foi equivocada, por que n�o querem permitir aos educadores brasileiros chegar a esta conclus�o por si mesmos, no exerc�cio de suas fun��es? Antes do acordo pol�tico do PPA, o custo do software n�o era problema. Por que passou a ser? E por que a ficha criminal do �nico fornecedor antes escolhido nunca �? Para chegarmos a uma resposta plaus�vel no final deste artigo, seria �til vislumbrarmos antes algumas rela��es. Cl�udio Humberto, aquele que era porta-voz da aventura collorida, escreve no Jornal de Bras�lia de 24/10/10 sobre "uma corrida do ouro" (sic) no MEC: "O lobby do software livre, liderado pela Conectiva, empresa de capital estrangeiro... imp�e ao MEC o Linux, compartilhado com o Windows. Algu�m j� comprou algum micro com dois sistemas operacionais?" ----------------------------------------------------------- Conclus�o: Se este programa � s�rio e eles j� est�o por dentro do assunto e interessados no linux e na licita��o do Fust, por que n�o propomos um programa onde v�rias (e n�o somente uma, para n�o haver parcialidade) pessoas pudessem ser entrevistadas. Poderia haver um representante da Conectiva, um do CISPGA (� assim que se escreve), e um ou dois de entidades neutras de software livre (sugiro o Eduardo Ma�an). Manoel Pinho Assinantes em 13/11/2001: 2377 Mensagens recebidas desde 07/01/1999: 141501 Historico e [des]cadastramento: http://linux-br.conectiva.com.br Assuntos administrativos e problemas com a lista: mailto:[EMAIL PROTECTED]
