Em Thursday 06 December 2001 13:48, Mentat escreveu:
> [TALHO]
>
> > Veja algumas p�rolas de sua entrevista e que podem servir de li��es
> > para quem escreve c�digo para software livre:
>
>       Voc� foi sarc�stico, n�? :)

Pelo contr�rio. Achei super-interessante a entrevista do cara. Mostra 
como pensam estrategicamente as empresas de software.

>       O cara pode ser extremamente c�nico, mas � sincero. DOS = Win3.11 =
> Win95 = Win98 ?=? WinME. Ali�s, se reescrever um produto do zero � um
> erro, porqu� diabos fizeram o NT e o XP?

Na realidade, ele fala sobre isso na entrevista toda.

Ele afirma que reescrever um produto do zero s� vale a pena se voc� 
mudar completamente a plataforma, mas o desenvolvimento do novo c�digo 
s� dever� ser feito em paralelo com o j� existente.

Voc� deve continuar a desenvolver sobre o c�digo antigo, enquanto ele 
lhe d� dividendos (no jarg�o de MKT isso se chama "vaca leiteira").

Assim, se o novo c�digo n�o vingar, o erro ser� apenas financeiro, n�o 
estrat�gico.

Um erro financeiro, pode deprimir suas contas, mas um erro estrat�gico 
tira voc� do mercado.

>       Se o que est� dispon�vel n�o � bom, reescreve-se do zero. Claro que
> isto n�o significa que voc� n�o possa pegar alguns conceitos e c�digo
> j� existentes...

Ele afirmou que essa � uma caracter�stica muito comum nos 
programadores, e as empresas que souberam administrar essa press�o dos 
programadores sobre os gerentes de desenvolvimento para convenc�-los a 
reescrever c�digo do zero, conseguiram ir em frente.


> > Joel: "Se voc� � uma empresa de software, h� muitas raz�es
> > comerciais para gostar de bloatware."
>
>       Novamente: estranha combina��o de cinismo e honestidade.

� evidente que ele � um programador que est� vendo as coisas do ponto 
de vista de uma empresa cujo fim � ganhar mercado e, principalmente, 
dinheiro.

Ele afirma que uma empresa de software deve contratar bons 
programadores, mas que estejam afinados com os objetivos comerciais da 
empresa.

Ele diz que o programador que insistir na pureza do c�digo em 
detrimento do resultado financeiro da empresa deve ser mandado embora.

> > Joel: [...] a lei de Moore torna rid�cula a reclama��o sobre
> > "bloatware".
>
>       Ah, que gra�a este rapaz! Vamos l�, pessoal, todo mundo ganha o
> sal�rio dele, ent�o t� com dinheiro sobrando para comprar mais
> mem�rias e HDs. Eu diria que esta lei poderia ter o nome mudado para
> "A lei da atualiza��o for�ada". H� anos atr�s eu podia usar um
> processador de texto com apenas 16 MB de ram, hoje eu preciso de 64
> s� para o SO. E francamente, n�o foi tanta coisa que mudou assim, nem
> tantas funcionalidades foram adicionadas...
>
>       � engra�ado que ele cita a lei de moore, mas se formos combinar com
> a "lei do bloatware" a vari�vel "mem�ria dispon�vel" quase sempre �
> constante. (que viagem, fala a verdade! ;P)

O grande problema com a atualiza��o do hardware � as empresas decidirem 
isso por voc�.

Hardware mais potente nunca � demais, afinal produzir um Pentium XVII 
100GHz ou AMD Zeus 500.000+++ custa tanto ou menos que produzir um 486.

N�o vejo problemas nos upgrades desde que EU possa decidir quando 
faz�-lo. E desde que eu n�o seja FOR�ADO a faz�-los.

Neste aspecto, Linux joga em v�rios times. Gera "bloat" esperando o 
hardware acompanhar (KDE, Gnome, Mozilla, X, etc.), ao mesmo passo que 
lhe d� chance de continuar com seu 486SX25 com uma vers�o antiga, ou 
atual mas depenada.

[]s

-- 
Edgard Lemos 
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Usu�rio Linux n� 135479


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