Historiadores acreditam que  Ter 11 Dez 2001 12:51 foi a data na qual 
Everardo Ferreira Ara�jo escreveu o seguinte:

> 3. A padroniza��o e o usu�rio final
>
> Do ponto-de-vista do usu�rio final, a padroniza��o das distribui��es �
> irrelevante, posto que, ao instalar sua distribui��o, seja ela qual
> for, o mesmo tem um "universo" completo a sua disposi��o, n�o
> importando de que tradi��o seja a mesma (RedHat, Slack ou Debian).


Concordo com quase tudo o que vc disse, mas neste par�grafo discordo 
veementemente de quase tudo! O seu "universo completo" n�o � t�o completo 
assim. Nem sempre o usu�rio final tem a sua disposi��o exatamente o 
aplicativo que ele quer. Uma maior padroniza��o (mais do que a que voc� 
aparentemente deseja ou permite) deveria permitir que o usu�rio dom�stico 
pudesse usar "Linux" e n�o "RedHat Linux" ou "SuSE Linux" ou "Debian Linux".

N�o �, pois, irrelevante. � ABSOLUTAMENTE NECESS�RIA.

> Acredito que um m�nimo de padroniza��o seja necess�rio, pois �
> importante que as grandes corpora��es possam fazer pleno uso do Linux.
> Mas � preciso que seja realmente m�nimo; ou seja: s� se padronize o que
> for realmente essencial para garantir compatibilidade entre as v�rias
> distribui��es.

Ceto, concordamos nisso, a n�o ser quanto � express�o "grandes corpora��es". 
Minha opini�o � diametralmente contr�ria � sua: a quantidade de aplicativos 
que uma esta��o de trabalho em uma grande empresa precisa � muito inferior � 
quantidade de aplicativos e (humm, h�, vamo diz�..) "coisas" que o usu�rio 
dom�stico quer (observem o verbo) em sua m�quina.

Para uma grande empresa, � vi�vel escolher s� RH ou s� CNC ou s� Debian. Para 
o usu�rio dom�stico (novamente: o miolo-mole, n�o o linuxer contumaz) deveria 
haver uma padr�o estreit�ssimo de modo a qualquer coisa que ele queira 
instalar e usar em sua m�quina seja poss�vel, independente se � RH, SuSE ou 
Stampede (exagerei?).

> Ainda � preciso que se crie uma padroniza��o "de direito" (o LSB pode
> cumprir esse papel), pois se deixando o campo livre, � poss�vel que se
> criem "padr�es de fato" que sufoquem o dinamismo do software livre.

Sim, eu concordo plenamente com isso. Mas n�o foi justamente esses "padr�es 
de fato" que vc chamou l� em cima de "tradi��o das distribui��es"? 

IMHO, as distribui��es deveriam trabalhar e participar das discuss�es do LSB 
e ser resposn�veis (todos) pela reda��o final do documento (em vez de ter 
acessos de frescura e abandonar a mesa de discuss�es porque foi adotada a 
solu��o daquele outro e n�o a minha). Uma vez ratificado, deveria ser seguido 
completamente e cegamente. Ponto!

> Parafraseando o RMS: termos liberdade de uso de software hoje n�o �
> garantia de que a teremos amanh�. Essa liberdade � uma conquista
> permanente.

E o que isso tem a ver com padroniza��o e LSB?

> Para finalizar: padroniza��o sim, "pero no mucho". :)

Bem, eu tenho opini�o contr�ria. Padroniza��o sim. Total e irrestrita. Quem 
n�o adotar o padr�o que trate de mudar o nome do seu sistema. Em vez de 
XYZeta GNU/Linux, mude pra XYZeta GNU/meu_unix. :P


-- 
Henrique Cesar Ulbrich
Linux User #157134
Infolab
Revista Info Exame

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