Em Seg, 2003-03-10 �s 05:07, Thiago Pimentel escreveu:
> On Mon, 10 Mar 2003 03:06:15 -0300
> <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > companheiro Daniel Mello sugeriu a cria��o de uma associa��o de
> > software livre nacional, e deu a refer�ncia da Associa��o Nacional
> > para o Software Livre - ANSOL, de Portugual (www.ansol.org).
> 
> O que mata todas as iniciativas pro-software livre daqui do Brasil e
> joga todas elas no mesmo buraco de mediocridade eh que eles acham que
> software proprietario eh necessariamente igual a Microsoft, esquecendo
> que existe uma industria de SP aqui no Brasil que movimenta milhoes
> (bilhoes?) por ano e emprega milhares de pessoas. Se nao fossem tao
> narrow-minded e tivessem um minimo de bom senso ateh daria para leva-los
> a serio.
> 
> Na maioria das vezes (nao estou dizendo q eh o seu caso ou o do seu
> grupo, mas eh o que tenho observado) os organizadores desses
> "movimentos" e organizacoes sao refugiados de ideologias falidas que
> encontraram no software livre a oportunidade de pregar a sua politica
> libertaria equivocada, jah que em todos os demais aspectos da sociedade
> ninguem quer mais escutar suas aberracoes ideologicas e discursos
> falaciosos. (mesmo no governo brasileiro, que em menos de 3
> meses estah fazendo um hibrido de populismo e neoliberalismo debaixo dos
> panos, sem falar nas aberracoes do dia-a-dia, como o Gilberto Gil, seu
> camarote no carnaval e sua viagem pelo circuito Rio-Recife-Salvador
> feito com avioes da FAB).  
> 
> <desabafo>
> Sinceramente, a cena Linux aqui no Brasil era melhor antes destas
> pessoas aparecerem.
> </desabafo>
> 
> thiago

Me desculpe Thiago, mas acho que vc esta copletamente errado... primeiro
vc precisa conhecer as pessoas, a filosofia, os ideais... n�o porque
outras pessoas ou iniciativas n�o conseguiram exito em suas atitudes �
que outros movimentos que se iniciam tb seguiram o mesmo rumo... procure
conhecer o movimento que se inicia antes de "desabafar", procure
conversar e conhecer as pessoas envolvidas nele, pois n�o s�o pessoas
frustadas no meio politico que abra�aram a causa do linux, para
conseguir algo, muito pelo contrario..!!! s�o pessoas envolvidas em
causas socias lindas e fortes.

Vivemos em um mundo t�o mercantilista que, ao ouvirmos a express�o
acima, nosso primeiro pensamento � que estamos perante algum tipo de
programa para computadores isento de �nus monet�rio, nossos olhos,
usualmente, se arregalam, pois gr�tis vale at� inje��o na veia.

Temos que deixar de lado nossas aspira��es mat�rias para entendermos,
adequadamente, o significado da express�o "software livre".

A id�ia por tr�s desta express�o � muita mais ampla do que imaginamos.
Livre � a ess�ncia da liberdade: liberdade de express�o, liberdade de
propriedade, liberdade de criar e recriar. Livre est� ligada a id�ia de
liberdade intr�nseca do ser humano e n�o meramente a id�ia de gr�tis.

O ideal que norteia os softwares livres est� baseado na possibilidade
dos usu�rios poderem executar, copiar, distribuir, estudar, modificar e
aperfei�oar estes softwares.

Um software pode ser considerado livre quando atende aos seguintes
requisitos:

* Oferece ao usu�rio a liberdade de execu��o do programa para qualquer
prop�sito;

* O usu�rio pode estudar o funcionamento do programa e modifica-lo para
adapta��o as suas necessidades, para tanto o acesso total ao c�digo
fonte do programa se faz necess�rio.

* A total liberdade de distribui��o ou redistribui��o do software para
outros usu�rios, de forma que estes tamb�m possam compartilhar o uso do
programa.

* A liberdade de aperfei�oamentos do programa e tamb�m o
compartilhamento dos mesmos com a comunidade de forma que o coletivo se
beneficie junto com o individual.

Pode-se perceber que a quest�o monet�ria n�o est� colocada nos ideais
que norteiam a oferta do software livre; pelo contrario, talvez para ter
acesso a um programa livre voc� tenha que dispender algum vil metal. O
b�sico � quanto � quest�o dos direitos autorais, da id�ia de
propriedade. O software livre n�o se prende a quest�o de "copyrigth",
n�o se prende a pagamentos de "royalties", n�o, basicamente, trata da
quest�o mais ampla de liberdade de uso.

Fazendo frente � id�ia do software livre encontramos o software
propriet�rio, onde a quest�o do direito autoral cria a figura do "dono"
dos programas. Estes programas s� s�o modificados ou copiados por seus
�nicos donos e os benef�cios s�o mantidos longe do publico a n�o ser que
haja uma troca vantajosa para os seus propriet�rios.

Os autores alegam uma liga��o especial com os programas que escrevem e
de forma maci�a procuram demonstrar que a copia ou modifica��o de
quaisquer de seus programas � um ato criminoso. Os contratos de licen�a
para utiliza��o destes softwares s�o por demais lesivo ao usu�rio final,
criando diversas restri��es � liberdade de uso e distribui��o. Por tr�s
da id�ia de software propriet�rio encontramos, sempre, a quest�o de
beneficio material para o autor do programa.

Esta � uma discuss�o que remonta aos tempos iniciais da computa��o
pessoal, ou seja, duas correntes se originaram quando o computador
passou a ter um uso mais amplo e mais pratico.

Com a inven��o do microprocessador, qualquer pessoa, com algumas
centenas de d�lares, poderia ter seu pr�prio computador pessoal, n�o
mais dependendo de utiliza��o de mainframes ou mesmo mini computadores
existente na �poca.

O microcomputador Altair 8800 foi um lan�amento, em 1975, que
entusiasmou aos amadores da �rea de eletr�nica e de computa��o. Um dos
mais entusiasmados foi Paul Allen, programador da Honeywell. Convencido
que esta pequena maquina necessitava de alguns programas para uma melhor
aplicabilidade, convidou seu amigo William Gates, estudante de Harvard
para auxilia-lo na obten��o destes objetivos. Juntos conceberam um
interpretador BASIC para o Altair e, de uma forma quase folclore,
apresentaram e convenceram o fabricante desta maquina a implementa-lo e
adquirir este software.

Nesta mesma ocasi�o, os s�cios do rec�m Clube do Computador Feito em
Casa (Homebrew Computer Club), um grupo de entusiastas da regi�o de Palo
Alto, que se reuniam para trocas de informa��es t�cnicas ou para trocas
de pecas de computadores e programas, j� germinavam a id�ia que nenhuma
informa��o sobre hardware ou software deveria ser secreta e o BASIC de
Gates e Allen para o Altair vinha de encontro a estes ideais, pois,
embora por demais cobi�ado por este grupo, era disponibilizado pelos
autores do software a um custo de 500 d�lares a fita perfurada (fita de
m�quina de telex), quantia que, efetivamente, punha o BASIC para o
Altairr 8800 fora do alcance da maioria dos s�cios do Homebrew Computer
Club.

Em junho de 1975, foi realizado um semin�rio sobre o Altair em um hotel
de Palo Alto.O modelo em demonstra��o rodava o BASIC e uma copia de
reserva da fita, que por acaso, estava ao lado do teletipo, foi parar no
bolso de um dos s�cios do Homebrew Computer Club. Na primeira reuni�o
dos associados do clube ap�s este evento, diversas copias desta fita
foram distribu�das aos participantes, e logo depois, todos que
desejassem uma copia da fita podiam obte-la, bastando para isso
compromissar-se a distribuir mais duas copias da mesma. Desta forma, em
pouco tempo, o Altair Basic se espalhou rapidamente por outros clubes
cong�neres em todo o pa�s.

Allen e Gates haviam vendido seu programa para o MITS em troca de
pagamento de royalties por copia e n�o ficaram nada satisfeitos com o
procedimento adotado quanto � distribui��o gratuita de seu programa
pelos entusiastas da computa��o, hackers no sentido mais amplo da
palavra, e argumentaram que seu programa estaria sendo bem mais vendido
se n�o houvesse a vers�o pirata. Gates escreveu, ent�o, uma "Carta
Aberta aos Entusiastas", onde duras acusa��es eram feitas aos
entusiastas, inclusive de roubo de programas;sua principal quest�o se
resumia na pergunta que ele fazia: "Quem pode trabalhar
profissionalmente a troco de nada? Quem, entre voc�s, pode dedicar tr�s
anos-homem de trabalho programando, encontrando todos os defeitos,
documentando o seu produto para, depois, distribui-lo gratuitamente..

A disputa entre Gates e os hackers deu origem � controv�rsia do
software. Alguns programadores se ativeram a seus princ�pios de
escreverem e distribu�rem seus programas livremente, permitindo com que
os axiomas de software livre os norteassem e outros, ao perceberem que
os usu�rios de computadores aumentariam de forma fant�stica, acharam
melhor seguirem o ponto de vista de Gates, pois muito dinheiro se
ganharia com a nova ind�stria de software.
Durante d�cadas presenciamos a prolifera��o de softwares propriet�rios e
ficamos a merc� dos procedimentos, muitas vezes, n�o muitos justos dos
autores dos programas, mas gra�as ao surgimento de novas m�dias, entre
elas, a Internet, como a mais importante, iniciativas como a id�ia de
software livre poder� finalmente prevalecer.

O exemplo mais claro est� no sistema operacional LINUX, que se tornou
uma realidade mundial, baseando seu desenvolvimento nos axiomas que
regem a id�ia do software livre.

Empresas de peso como, por exemplo, IBM e SUN, apostam que a era da
computa��o propriet�ria est� acabando, que plataformas livres ser�o a
t�nica deste inicio de s�culo.

A tecnologia deve contribuir para o alivio das diferen�as entre ricos e
pobres, deve ser encarada como um implemento para uma melhor justi�a
social e com o advento do computador como ferramenta de desenvolvimento
n�o podemos fechar os olhos ao desenvolvimento e distribui��o de
softwares livres.

A hora � agora e o governo � esse..!!! Esta na hora de preservarmos a
probriedade 
intelectual deste pais, nossos estudantes universitarios, nossos
profissionais em
tecnologia da informa��o. O software livre n�o � uma amea�a para n�s
profissionais de
tecnologia, � sim a nossa liberdade e a nossa valoriza��o... que bem um
monop�lio 
pode nos trazer..??? Liberdade, respeito, incentivo, � isso que quero, �
por isso
que lutarei, por n�s... "profissionais de tecnologia da informa��o"... e
pela 
divulga��o e conscientiza��o do que realmente � o "Software Livre..!!!!

Um enorme abra�o Thiago.

master




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