Andreas Hasenack <[EMAIL PROTECTED]> writes:

> O CVS possui "pegadinhas", não lacunas :) Que me lembre, tem um jeito todo 
> especial para lidar com diretórios, por exemplo. Este é um tipo de exceção 
> que o usuário não espera encontrar pela frente.

Você se lembra errado.  O CVS não manuseia absolutamente nada dos
diretórios. :-)  Ele não os gerencia como o Subversion faz. 

> Ninguém disse que CVS não escala, veja o sourceforge. E sim, há muitas 
> ferramentas externas para CVS, mas, como você mesmo disse, nada substitui a 
> linha de comando, então... :)

Pois é. :-)  Eu apenas acho que afirmar que o CVS é ultrapassado sem nenhum
argumento técnico e sem uma análise da situação específica é uma falha.  Há
situações onde outras ferramentas são mais interessantes?  Com certeza!  Aqui
na empresa, por exemplo, migramos nosso sistema de gestão de versões de CVS
para Subversion e obtivemos vários benefícios -- e algumas outras
complicações, mas menores -- que justificaram o projeto.  Em outros locais, o
sistema de trabalho do subversion não era adequado e o do CVS era.  Cada caso
é um caso e como profissionais devemos avaliá-los sem preconceitos.  Temos
nossas preferências?  Com certeza!  Somos humanos.  Mas tecnicamente temos
também nossas responsabilidades.

> Ele utiliza conceitos antigos e não parece que isto vai mudar (porque 
> quebraria zilhões de ferramentas). Enquanto isto, o tempo anda.

E novos projetos continuam diariamente a usá-lo, mostrando que é uma solução
atual para muitos problemas. :-)  Não há uma galinha dos ovos de ouro, uma
ferramenta que resolve todos os problemas.

> Uma das coisas que mais me incomoda no CVS é a dificuldade enorme de se 
> rastrear todos os arquivos que foram alterados em um diff e ver que alteração 
> foi esta. Isto porque cada arquivo ganha uma revisão diferente. Tenho que 
> torcer para encontrar uma mensagem de log que liste os arquivos modificados. 
> No subversion, como o número de revisão é global, isto é trivial.

Se você usar TAGS no CVS você encontra a mesma coisa.  O versionamento
realizado pelo subversion é similar ao uso de TAGS no CVS.  Você tem uma
granularidade menor com o CVS.  Foi o que comentei, por exemplo, de contar o
número de alterações em um único arquivo e no repositório como um todo: um é
mais fácil com o CVS e o outro com o Subversion.

Há ainda diversos outros VCS para analisar, se a escolha destes for
extremamente relevante para o projeto.  Para o caso atual, eu usaria, sem
dúvida nenhuma de que será efetivo, CVS (já que não há nenhum ambiente
configurado).  Para projetos mais complexos eu analisaria qual vale mais a
pena e dependendo do tipo de conteúdo poderia partir para o Subversion.

-- 
Jorge Godoy      <[EMAIL PROTECTED]>
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