A quem interessar possa Essa analogia é totalmente improcedente. Pessoas e objetos são categorias totalmente distintas e como tal devem ser tratadas. Nenhuma pessoa de bom senso ou caráter abandonaria a mãe ou o pai por que eles ficaram velhos. Não se abandona um filho ou um amigo pelo fato de se saber que ele tem uma doença que o levará à morte.
Ademais não é improvável que uma pessoa se apaixone por outra, que ela saiba estar condenada à morte, e mesmo assim ligue sua vida à dela. Isso já aconteceu. Como dizia Pascal, "O coração tem razões que a propria razão desconhece". Pessoas constituem uma categoria tão especial cujas vidas são regidas por estatutos tais como a "Declaração Universal dos Direitos do Homem", "Direitos Civís", "Estatuto da Criança e do Adolescente", entre outros. Objetos os abandonamos por se tornarem velhos ou obsoletos. Podemos destruí-los até, desde que nos pertençam. Não há declaração universal de direitos de objetos. Existe, sim, o direito de propriedade, mas o direito é de quem possui o objeto e não do objeto. Por outro lado, seria ética e moralmente injustificável se abandonar uma pessoa por esta estar velha doente. O mesmo se pode dizer do abandono de um filho. Você pode destruir ou jogar seu celular no lixo, mas não o seu filho, a sua mãe, a sua mulher, etc.. Finalmente, quanto à questão de se usar coisas consideradas velhas ou ultrapassadas, cada situação deve ser avaliada dentro do contexto próprio em que ela se insere. Eu tenho um tio que tem um Opala da década de 70 e dele não se desfaz. O carro serve-o bem. Um amigo usa um fusca de mais de 20 anos porque não tem dinheiro para comprar um carro novo. Ele considera que é melhor do que andar de ônibus. Eu fiquei dez anos com um mesmo computador e muitas coisas importantes aprendi usando-o, mesmo velho e ultrapassado. Algumas coisas passam muito rapidamente na vida. Outras nem tanto. O Teorema de Pitágoras, por exemplo, foi enunciado há séculos e continua tão válido e verdadeiro hoje quanto o era na época em que Pitágoras o descobriu. Em contrapartida, os livros de Clipper pelos quais eu paguei caro há mais de dez anos hoje nem os vendedores de livros velhos os aceitam para vender. Aparentemente, ninguém se interessa mais pelas coisas que eles dizem. Quem quer um livro de WordStar (se é que alguém se lembra ou sabe, dentre os mais jovens, o que é isso)? Precisamos avaliar bem essa questão do que está velho, obsoleto, ultrapassado. Cobol é uma das linguagens mais antigas. Não a uso mais, mais sei que existem muitas e muitas empresas que a usam. Naturalmente que, se uma empresa pretende ocupar espaços, ela precisa dispor dos recursos que irão lhe proporcionar a maior competitividade. Mas mesmo assim, nem sempre ficar atualizando software é a melhor alternativa. Há que se estudar cada caso. Desculpem-me pelo off-topic. Alfredo Pereira dos Santos Citando Andreas <[EMAIL PROTECTED]>: > On Wed, Dec 14, 2005 at 04:24:53PM -0000, Leonardo Pinto wrote: > > Então tá bom... Vou te apresentar uma linda garota com uma certa doença > > terminal. E ela tem apenas 6 meses de vida. Você casaria com ela?!! > > E se ela tivesse apenas 24 meses de vida, você casaria? É o tempo médio > de vida das distribuições... > --------------------------------------------------------------------------- Esta lista é patrocinada pela Conectiva S.A. Visite http://www.conectiva.com.br Arquivo: http://bazar2.conectiva.com.br/mailman/listinfo/linux-br Regras de utilização da lista: http://linux-br.conectiva.com.br FAQ: http://www.zago.eti.br/menu.html
