Leonardo Pinto escreveu:
Sem dúvida o Mandriva é fantástico. E bem similar ao Fedora nesses aspéctos que você falou. Mas convenhamos principalmente em documentação é que eles divergem e muito. A Mandriva adotou uma estratégia com que os usuários ao menos adquiram um plano básico no club, para poder ter acesso a documentação etc. Coisa que com o Fedora não. Não existem ao menos contenção de informação, em prol da estratégia mercadológica.
Realmente os guias de usuário, instalação e administração disponibilizados (e em português do Brasil) como PDF só estão disponíveis para membros do Clube ou quem compra uma das caixinhas. Na realidade são bem grandinhos e do tamanho de um livro médio de informática. Eu particularmente vejo isso como se estivesse comprando um livro e paguei por achar o preço justo.
Mas o restante da documentação (concordo que ainda está um pouco bagunçada e nem tudo está traduzido) na forma de wiki está aberta para qualquer um
http://club.mandriva.com/xwiki/bin/KB/
Devo estar confundindo mesmo as coisas no seguinte: Quero um desktop para desenvolvimento e ao mesmo tempo vislumbro um desktop para oferecer aos clientes abandonarem de vez o rwindows. E nesse aspecto talvez o Mandriva ganhe. Como estação desktop para usuário final. Como estação de desenvolvimento certamente o Fedora ganha. Nele temos tudo o que há de mais novo. Sempre temos o kernel mais novo, a biblioteca C mais nova, tudo de ponta. Enquanto o Mandriva dorme a cada versão o Fedora lança uma ou duas na frente. Realmente me vejo num dilema terrível, e gostaria de usar uma distro só e me especializar nesta. Porém acho que a partição reservada que tenho no HD para testes, vai ter lugar para o Mandriva enquanto ela não fecha de vez o cerco. Assim como a Microsoft fez ao perceber que a omissão contra a pirataria estava se tornando inviável para os negócios.
O Fedora é feito mesmo para ser uma distribuição de teste para a Red Hat com diversas inovações que a grande maioria das distribuições categorizaria como unstable (Debian), cooker (Mandriva), etc.
Você pode perfeitamente optar por usar um Debian unstable ou um Mandriva Cooker por exemplo e também ter pacotes de desenvolvimento com versões recentes e últimas tecnologias. Ou melhor ainda, pode usar um Gentoo da vida e ter sempre a versão mais recente de tudo. Eu particularmente acho isso razoável para o desktop de um desenvolvedor ou de um usuário doméstico mais avançado mas não é uma boa escolha para usar em um grande número de desktops. O windows XP é de 2001 e ninguém reclama muito disso.
Eu não sou contra o Fedora não e até uso de vez em quando. Gosto de alguns pontos e de outros não. A principal vantagem do Fedora é que o Red Hat virou um padrão dentro do mundo linux e realmente é bem fácil encontrar rpms prontos para a maioria dos aplicativos feitos pelos proóprios desenvolvedores (isto é, que não estão nos repositórios oficiais). Conheço muita gente da área acadêmica que se iniciou no mundo linux pelo Red Hat e até hoje não quer sequer olhar para outras distribuições, tal como muita gente hoje ainda se recusa a olhar para o linux porque aprendeu a usar computadores com o windows.
Eu particularmente uso várias distribuições para várias tarefas mas tenho tido mais sucesso com o Mandriva justamente pra desktops usados por pessoas que geralmente não sabem nada de linux. Acho que o Suse também é uma boa alternativa para quem gosta de distribuições Red Hat-like e precisa de um desktop KDE amigável e com ferramentas administrativas de fácil uso (eu normalmente preciso dessas coisas porque tenho que delegar certas tarefas a outras pessoas que não têm o mesmo conhecimento de linux para editar certas coisas na mão).
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