Sobre este assunto o que eu tenho a dizer é que foi por isto que eu sai do 
Windows e fui para o Linux, eu programei em Delphi por 7 anos, quando eu 
achei que estava chegando no estado da arte, aperfeiçoando meus programas ao 
máximo, veio este tal de .Net. Eu assinava uma revista de Delphi chamada 
"Clube Delphi" quando a Borland lançou o Delphi 8 para encampar o .Net  ai 
vieram os artigos na revista para explicar aos programadores como funcionava 
a tecnologia. Por exemplo, eu tencionava começar a construir DLL's, já que 
eu tinha muitas units de código fonte em pascal redundantes nos programas, 
então eu poderia compilar uma unit como DLL e torna-la disponível a todos os 
meus programas para não ter de copia-la individualmente em cada programa, 
mas no .net, sempre segundo os artigos da revista, as DLL's estariam 
extintas, nem mesmo abrir um simples arquivo texto com um programa por mim 
desenvolvido seria mais possível. Ai veio aquele papo de que a ferramenta de 
programação, a IDE, se torna irrelevante no .Net, o que conta de fato é a 
biblioteca subjacente de objetos da Microsoft. Também o que me decepcionou 
muito foi que a partir do Delphi 6 a Borland lançou o Kylix e ai eu vi a 
chance de entrar no mundo do Linux tornando meus programas em Delphi 
compatíveis com Linux através do Kylix mas este sonho logo se desvaneceu com 
o anunciou de que a partir do Delphi 8 esta compatibilidade não mais 
existiria por causa do .Net. Alias no Delphi 8 não da nem para compilar os 
programas escritos nas versões anteriores, eu tinha programas que eu comecei 
a desenvolver no Delphi 3 e recompilei sucessivamente no 4,5,6, e 7 e agora 
estava \"travado\" no 8. Também não vi nenhuma vantagem significativa no 
.Net que justificasse uma mudança tão brusca no Delphi 8. Ai vieram 
enxurradas de carta para a revista \"Clube Delphi\" de programadores 
insatisfeitos com o Delphi 8 e posteriormente a Borland lançou o Delphi 2005 
com a opção de escolher entre .NET e Win 32 para manter a compatibilidade 
com as versões anteriores só que para mim já era tarde, porque se eu 
continuasse no Win 32 estaria sempre \"defasado\" e já que era para 
recomeçar da estaca zero eu preferi adotar uma nova plataforma onde novas 
tecnologias fossem adotadas de forma mais democrática e que realmente 
signifiquem uma melhoria, um acréscimo.Resolvi então começar a usar o Linux 
e a estudar C++, já que o Kylix foi descontinuado e C++ me parece ser um 
padrão firme, sólido, não suscetível a modismos. Resumindo, a Microsoft 
cooptou a Borland, fazendo-a desistir de qualquer investimento no Linux, em 
troca a Microsoft passou a recomendar o compilador de C# da Borland como 
padrão para o .Net em detrimento do seu próprio compilador, já que foi a 
Microsoft quem criou o C#. O que devemos distinguir nesta história, 
separando o joio do trigo, é o que é realmente uma nova tecnologia que traga 
benefícios para o maior numero possível de pessoas, do que é um simples 
re-arranjo de tecnologias pré-existentes com o motivo claro de criar mais 
monopólio, aprisionar mais ainda os usuários como é o caso do .Net. Por isso 
acho estranho que tal tecnologia seja portada para o Linux, é no mínimo 
desnecessário, mas não vejo má fé da parte de ninguém na comunidade Linux e 
sim muita alienação de quem aposta neste mono. 


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