---------- Forwarded message ----------
From: Francisco Antonio Doria <[email protected]>
Date: 2011/11/20
Subject: Re: [Logica-l] Prova no Direito e na Ciência
To: Décio Krause <[email protected]>


Décio, a prova do Wiles não cabe dentro de ZF. A questão é saber se há
independência...


2011/11/19 Décio Krause <[email protected]>

> JY
> Você dizer que Weil ou Wiilies não usaram a axiomática de Peano não me
> parece acertado. Se eles usaram aritmética, mesmo que implicitamente
> fizeram uso de *alguma* versão axiomática da mesma. Isso, claro, não pode
> ser dito presentemente por exemplo das coisas em gravitação quântica, mas
> neste caso ninguém sabe direito do que se está falando...
> Quanto ao Direito, como em geral, a área não tem contornos definidos, logo
> não vejo como aplicar o método axiomático exceto em porções da mesma, o que
> propicia que cada pedaço possa ser atingido de um modo. (deixo para depois
> a inferência de que a aritmética teria contornos bem definidos - pace,
> Doria). Há por outro lado que se buscar as razões para tal empreitada.
> Penso que, como em ciência, não é algo absolutamente necessário proceder a
> axiomatização de um domínio, pois como você observou, dificilmente o
> cientista ou o jurista faz uso de tais técnicas. Mas, se pretendemos
> entender os, digamos, alicerces de uma possível formulação de um certo
> domínio do conhecimento (e admito que podem haver várias delas, inclusive
> incompatíveis entre si), o método axiomático é sem dúvida útil, mas ele não
> me parece ser, repito, a salvação da lavoura em todas as áreas (talvez nem
> mesmo valha a pena ser empregado em gravitação quântica).
> Abraços axiomáticos,
> Décio
>
> ------------------------------------------------------
> Décio Krause
> Departamento de Filosofia
> Universidade Federal de Santa Catarina
> 88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
> http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
> ------------------------------------------------------
>
>
> Em 19/11/2011, às 09:51, jean-yves beziau <[email protected]> escreveu:
>
> > Prezada Maria Francisca
> >
> > Nao parece que o conceito de prova tive uma grande evolucao
> > ate o nascimento da teoria da prova.
> > Alem disso, hoje nas ciencias e mesmo na matematica pessoas tratam antes
> de
> > tudo de sistema fatico,
> > nao deduzindo coisas a partir de axiomas.
> > Para muita gente o interesso e a possibilidade de axiomatizar nao estao
> > muito claro:
> > a teoria dos numeros funcionou 2000 anos sem ser axiomatizada e continua
> a
> > funcionar com sistema fatico,
> > nao parece que o Andre Weil tarabalhou usando os axiomas de Peano,
> > nem o Andrew Wiles.
> >
> > Infelizemente os grandes projetos axiomaticos foram deixados de lado.
> > Estamos longe do tempo onde Suppes organizou um grande congresso sobre
> > axiomatizacao em Berkeley em 1957:
> > L. Henkin, P. Suppes, & A. Tarski (Eds.), The Axiomatic Method with
> Special
> > Reference to Geometry and
> > Physics.  Proceedings of an international symposium held at the
> University
> > of
> > California, Berkeley, December 16, 1957 - January 4, 1958
> >
> > Do outro lado, o direito parece uma das ciencias mais facil axiomatizar.
> > A dificuldade e qual sistemo logico usar exatamente,
> > nao basta acrescentar modalidades deonticas,
> > um problemo fundamental e mais liga a transposicao da linguagem ordinaria
> > e/ou juridica
> > num sistemo propositicional e/ou de primeira ordem qualquer que seja.
> >
> > Um abraço,
> > Jean-Yves
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fad

ahhata alati, awienta Wilushati




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