Faltam programadores no Brasil, diz Fenainfo
Terça-feira, 18 de dezembro de 2007 - 09h55

RIO DE JANEIRO - Avaliação de entidade de TI é que falta mão de obra
qualificada no Brasil.

Na avaliação do presidente da Federação Nacional das Empresas de
Informática (Fenainfo), Maurício Laval Pina de Sousa Mugnaini, o maior
problema no setor de brasileiro de software se refere à mão-de-obra.

"Entrar no mercado da mão-de-obra terceirizada estrangeira disputando
com a Índia é querer vender o suor do capital intelectual, quando o
Brasil pode vender o capital intelectual em si, sendo remunerado por
direitos autorais, com altíssimo valor agregado".

Segundo ele, a falta dessa compreensão acarreta um déficit anual de
mão-de-obra de 30 a 35 mil trabalhadores. Ele acrescenta que o mercado
para a contratação de mão-de-obra terceirizada estrangeira requer 200
mil profissionais por ano.

"Não temos essa oferta de mão-de-obra. E não teremos a mesma
competitividade da Índia a não ser que a gente tire totalmente a
incidência tributária e sobre folha de pagamento desse segmento".

Nesse sentido, ele diz que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
517 pode ser uma das soluções. "Porque ela equipara o software ao
livro, ao jornal e ao papel jornal, nos termos do artigo 150 da
Constituição, que prevê a imunidade tributária para esses suportes do
conhecimento".

Segundo ele, a matéria não avançou em 2007.

"Mas aproveitamos bem as preparações com a remontagem da Frente
Parlamentar de Informática, agora com 195 deputados e senadores, e
muitas negociações no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia".

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