Ter�a-feira, 16 de julho de 2002
Of�cio de Festa de Nossa Senhora do Carmo,  cor lit�rgica branca
Dia do Comerciante

Leitura:
Zc 2, 14-17
C�ntico:
Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55
Evangelho:
Mt 12, 46-50

Santos do dia:
Nossa Senhora do Carmo (ou N.Sr� do Monte Carmelo), Maria Madalena Postel, Vitalino, Hilarino, Atenog�nio (bispo de Sebaste, na Arm�nia), Sisenando (C�rdova), Bartolomeu dos M�rtires

Ora��o do dia:
Venha, � Deus, em nosso aux�lio a gloriosa intercess�o de Nossa Senhora do Carmo para que possamos, sob sua prote��o, subir ao monte que � Cristo.


Leitura
Zc 2, 14-17
EIS QUE VENHO HABITAR NO MEIO DE TI, SI�O

14"Rejubila, alegra-te, cidade de Si�o, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15Muitas na��es se aproximar�o do Senhor, naquele dia, e ser�o o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saber�s que o Senhor dos ex�rcitos me enviou a ti. 16O Senhor entrar� em posse de Jud�, como sua por��o na terra santa, e escolher� de novo Jerusal�m. 17Emude�a todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habita��o".

   

C�ntico
Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55 (R/.49)
O poderoso fez por mim maravilhas, e santo � o seu nome

A minha alma engrandece ao Senhor, e se alegrou o meu esp�rito em Deus, meu salvador. 

Pois ele viu a pequenez de sua serva, desde agora as gera��es h�o de chamar-me bendita. O poderoso fez maravilhas, santo � seu nome.

Seu amor, de gera��o em gera��o, chega a todos que o respeitam. Demonstrou o poder de seu bra�o, dispersou os orgulhosos.

Derrubou os poderosos de seus tronos e os humildes exaltou. De bens saciou os famintos e despediu, sem nada, os ricos.

Acolheu Israel, seu servidor, fiel ao seu amor, como havia prometido aos nossos pais, em favor de Abra�o e de seus filhos para sempre.


Evangelho
Mt 12, 46-50
EIS A MINHA M�E E MEUS IRM�OS

Naquele tempo, 46enquanto Jesus estava falando �s multid�es, sua m�e e seus irm�os ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47Algu�m disse a Jesus: "Olha! Tua m�e e teus irm�os est�o a� fora e querem falar contigo". 48Jesus perguntou �quele que tinha falado: "Quem � minha m�e e quem s�o meus irm�os?" 49E, estendendo a m�o para os disc�pulos, Jesus disse: "Eis minha m�e e meus irm�os. 50Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que est� nos c�us, esse � meu irm�o, minha irm� e minha m�e".

Comentando o Evangelho(1)
QUEM � MINHA M�E E QUEM S�O MEUS IRM�OS?

A ruptura com os la�os familiares foi uma das exig�ncias do servi�o ao Reino, com as quais Jesus se defrontou. Tamb�m por exig�ncia do Reino, foi evado a constituir, sobre novas bases, uma comunidade cujo relacionamento interpessoal deveria ter a profundidade do relacionamento familiar. A comunidade dos disc�pulos de Jesus pode ser definida como a fam�lia do Reino, cuja caracter�stica s�o os la�os fraternos que unem seus membros. Nesta perspectiva, fica em segundo plano a consang�inidade. Doravante, ser m�e ou irm�o de sangue n�o tem import�ncia. O crit�rio de perten�a � fam�lia do Reino consiste em submeter-se � vontade do Pai, sendo-lhe obediente em tudo. Importa mostrar, com a��es concretas, esta submiss�o. A� o agir do disc�pulo identifica-se com o agir do Mestre, a ponto de Jesus poder consider�-lo como irm�o: a vontade do Pai � o imperativo na vida de ambos.

Assim, a liga��o entre Jesus e os seus disc�pulos era muito mais profunda do que a sua conviv�ncia f�sica com eles. Havia algo de superior que os unia, sem estar na depend�ncia de elementos conjunturais, quais sejam, a perten�a a uma determinada fam�lia, ra�a ou cultura. Basta algu�m viver um projeto de vida fundado na vontade do Pai, para que Jesus o reconhe�a como pertencente � sua fam�lia. Para ele, estes s�o seus irm�os, suas irm�s, suas m�es. S�o irrelevantes outros t�tulos de rela��o com Jesus, quando falta este pr�-requisito.

Santo do Dia(2)
NOSSA SENHORA DO CARMO

Hoje � a grande festa da Ordem dos Carmelitas e da grande fam�lia dos devotos de Nossa Senhora do Carmo. O monte Carmelo era c�lebre no Antigo Testamento pela sua rica vegeta��o, mas, sobretudo, porque foi teatro de grandes acontecimentos ao tempo do profeta Elias. Fugindo do �mpio rei Acab, Elias escondeu-se numa gruta do monte Carmelo e de l� viu a nuvenzinha da qual devia chover abundante �gua sobre a terra �rida. Pela ora��o de Elias, no monte Carmelo caiu fogo do c�u sobre seu holocausto, como prova evidente que Deus estava com ele e n�o com os falsos profetas (1Rs 18,1-40).

Segundo uma antiq��ssima tradi��o, l� se formou um mosteiro de profetas � espera da vinda do Messias. Verdade � que no monte Carmelo vivia uma comunidade de eremitas que, pelo cruzado Bertoldo, por volta do ano 1150, foi transformada em Ordem religiosa melhor adaptada aos costumes do Ocidente. Fugindo �s persegui��es dos sarracenos, os monges emigraram mais tarde para a Europa.

Na noite de 15 para 16 de julho de 1225 a Sant�ssima Virgem ordenou ao Papa Hon�rio III que aprovasse sua Ordem. Como as persegui��es n�o deixassem de molestar esses religiosos, S�o Sim�o Stock, seu sexto superior geral, implorou da Sant�ssima Virgem um sinal particular de sua prote��o. Em 16 de julho de 1251, a Virgem Maria lhe indicou o escapul�rio como ins�gnia especial de seu amor maternal. Da� o nome de Festa do Escapul�rio dado � solenidade deste dia.

O escapul�rio � uma veste comum a muitas congrega��es religiosas mas particularmente distintiva da Ordem dos Carmelitas. Imp�e-se hoje tamb�m um escapul�rio de formato pequeno a pessoas do mundo para lhes permitir que participem das grandes gra�as que a ele est�o ligadas; entre outras, o privil�gio sabatino.

Em sua bula chamada Sabatina, o Papa Jo�o XXII afirma que aqueles que usarem o escapul�rio ser�o depressa libertados das penas do purgat�rio no s�bado que se seguir � sua morte. As vantagens do privil�gio sabatino foram ainda confirmadas pela Sagrada Congrega��o das Indulg�ncias, em 14 de julho de 1908.

A devo��o a Nossa Senhora do Carmo � das mais antigas e espalhadas pelo mundo, sobretudo nos meios de origem espanhola. 

 

(1) Jaldemir Vit�rio � sacerdote jesu�ta, professor das Sagrada Escritura no Centro de Estudos Superiores, em Belo Horizonte, MG. Este coment�rio foi extra�do do livro O EVANGELHO NOSSO DE CADA DIA, Ano A, �Paulinas, 1998; (2) O SANTO DO DIA, Dom Servilio Conti, pg 307 �Vozes, 1997

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