(...)Roberto Lyra Filho, citando Adam Schaff, a verdade é apenas um limite 
ideal, ".. como uma série matemática, um limite que efetivamente vai recuando 
cada vez mais à medida que avançamos". Além disto, o Mestre afirma que a 
ideologia se manifesta como crenças que, entorpecendo a capacidade crítica, 
representam opiniões pré-fabricadas, não correspondendo à realidade e 
condicionando o pensamento. (...) ...citando Ralf Dahrendo, identifica duas 
correntes de pensamento na Sociologia: a da "estabilidade, harmonia e consenso" 
e a da "mudança, conflito e coação". A Sociologia da estabilidade explicará o 
fenômeno do Direito como o resultado do seguinte processo: o espaço social, 
composto por relações estáveis de grupos social tendendo à harmonia, produz 
costumes que levarão a normas sociais consensuais e legítimas; estas normas dão 
origem ao Estado que efetua o controle social, aceitando somente as mudanças 
dentro das regras que ele mesmo cria. Este esquema, de acordo como a visão do 
autor, é falho pois não prevê a existência de forças desestabilizadoras e serve 
apenas como justificativa para a defesa das instituições estabelecidas através 
do fetiche da norma positivada. Por outro lado a Sociologia da mudança o espaço 
social é povoado por diversos grupos tendendo ao conflito, disputando, em 
relações instáveis, a supremacia dos seus valores. O Estado, neste contexto, é 
ambíguo, agindo, num sistema indefinido, de forma repressiva exercendo o 
controle social dominante. Para Roberto Lyra filho este panorama mantêm 
diversas incoerências pois retrata o Estado e as Contra-instituições como 
emanadoras do Direito sem indicar qual o padrão do Direito, escondendo a 
espoliação realizada pela classe dominante que detêm o controle sobre o 
Estado.(...)  http://pt.wikipedia.org/wiki/Roberto_Lyra_Filho


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