ainda bem q isso não significa nada hehheheh o ilich não tem culpa de inspirar um picareta bjks
2008/9/2 eiabel lelex <[EMAIL PROTECTED]>: > illich é um dos escritores preferido do claudio prado. > > beso > > 2008/9/2 Tatiana Prado <[EMAIL PROTECTED]> >> >> >>> >>> Link para bibliografia: >>> >>> http://habitat.aq.upm.es/boletin/n26/nlib.html >> >> >> E parte de uma matéria sobre ele (link do texto completo logo abaixo) >> >> "Um visionário que é preciso reler- >> Ivan illich" >> >> >> >> >> Nos anos 70, o austríaco Ivan Illich era muito lido e discutido. As suas >> obras influenciavam todos os que queriam pensar a escola e problematizar >> a educação. Hoje, está quase completamente esquecido. E, no entanto, as >> suas ideias são, em muitos aspectos, mais actuais do que nunca. >> Para uma conversa sobre o legado e a actualidade de Ivan Illich, >> reunimos os professores Rui Canário, da Faculdade de Psicologia e >> Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, e Olga Pombo, da >> Faculdade de Ciências da mesma Universidade >> Olga Pombo: O primeiro traço que gostava de sublinhar em Ivan Illich é a >> questão da utopia. Há duas espécies de utopias e Illich pertence à >> espécie mais bonita. A primeira espécie é constituída por aquelas >> utopias que conjugam os verbos no futuro: "será", "amanhã será." Estas >> utopias têm por base a crença no progresso e é a partir dessa crença que >> idealizam a sociedade futura. Ivan Illich pertence ao segundo grupo, que >> eu aprecio mais, aquele que conjuga os verbos no imperfeito do >> condicional. Aqui, não se diz "será" mas sim: "poderia ter sido", >> "poderia vir a ser". Em vez de partir da crença num desenvolvimento mais >> ou menos linear, Illich tem aquilo a que eu chamaria uma apurada >> sensibilidade à alteridade. As coisas são assim mas poderiam ter sido >> outras, ou podem ainda vir a ser de outra maneira. Daí a sua capacidade >> para, ao olhar o mundo, descolar rapidamente do real para o possível. >> Isto é assim mas não é inevitável que assim seja. Nada na história >> justifica que assim tivesse sido. E não é necessário que assim continue >> a ser. Podemos sempre admitir a possibilidade de que as coisas possam >> ser de outra maneira. >> Neste ponto, Illich está ao lado de um outro grande utopista, >> Jean-Jacques Rousseau. Rousseau antecipou a Revolução Francesa. Ivan >> Illich construiu a sua vida como uma militância que, muitas vezes, tocou >> as raias da missão enquadrada religiosamente. Actividade militante essa >> que teve efeitos interessantes na América do Sul e um pouco por todo o >> mundo. Illich acabou por ser uma voz escutada e não apenas um solitário >> a pregar no deserto. No meu tempo, ele tinha imenso impacto. É certo que >> hoje é desconhecido. Mas, hoje, só se conhece aquilo que acontece hoje. >> Há uma memória muito curta. Estamos num período muito grave, de perda da >> memória.(...) >> >> (...)O que a desescolarizaçã-o de Illich vem dizer, não é que não >> interessa adquirir conhecimento mas sim que é possível adquiri-lo sem >> perda de autonomia. O que Illich pretende mostrar é que é possível >> promover a aquisição de conhecimentos sem que, quem aprende, tenha que >> pagar o preço que os nossos sistemas escolares exigem, o preço da >> subordinação das vontades.(..-.) >> >> >> "http://www.direitodeaprender.com.pt/revista04_03.htm" >>> >>> ---------- Mensagem encaminhada ---------- >>> From: mbraz <[EMAIL PROTECTED]> >>> To: "Lista do projeto MetaReciclagem" <[email protected]> >>> Date: Tue, 2 Sep 2008 00:17:07 -0300 >>> Subject: Re: [MetaReciclagem] AUTODIDATISMO: A LIVRE APRENDIZAGEM HUMANA >>> EM UMA SOCIEDADE INTELIGENTE >>> As propostas deste autor ja´ foram tema de uma longa discussao na >>> metareciclagem: >>> >>> http://www.mail-archive.com/[email protected]/msg01624.html >>> >>> e gerou um texto a quatro maos, junto ao meu grande amigo Diego: >>> >>> http://rede.metareciclagem.org/wiki/RedeLivreEducadorxs >>> >>> ainda, confusao comum, o nome coreto do autor e´ Ivan Illich - >>> http://pt.wikipedia.org/wiki/Ivan_Illich , ok? ;) >>> >>> abcs >>> >>> m´braz >>> >>> 2008/9/1 Fabianne Balvedi <[EMAIL PROTECTED]> >>>> >>>> Augusto de Franco (30/08/08) >>>> >>>> Já está passando da hora de recuperar Ivan Illicht, que publicou, há >>>> quase quatro décadas – em uma época em que as pessoas não podiam >>>> captar plenamente o alcance de sua visão inovadora –, o célebre >>>> Deschooling Society (1971) (1). >>>> >>>> Trata-se hoje de investir nos processos e programas educacionais extra- >>>> escolares – como o homeschooling, o communityschooling, o unschooling >>>> e o autodidatismo (2). >>>> >>>> As razões são quase óbvias e já foram expostas na minha 'Carta Rede >>>> Social 170' (14/08/08) (3). Retomo aqui, de forma resumida. >>>> >>>> Embora se declarem instituições laicas, as escolas são, no fundo, >>>> igrejas; ou seja, ordens hierárquicas (sacerdotais) que decidem o que >>>> as pessoas devem (saber) reproduzir. Graus de aprendizagem (na >>>> verdade, de ensino) são ordenações: medem a sua capacidade de replicar >>>> uma determinada ordem. Não é por acaso que a educação a distância >>>> encontrou fortíssima resistência na academia. Pelos mesmos motivos, os >>>> citados processos e programas educacionais extra-escolares são >>>> duramente combatidos pelas corporações de professores, que argumentam >>>> – sem se darem conta de que, com isso, estão apenas revelando seu >>>> caráter sacerdotal – que não se pode deixar a educação nas mãos de >>>> leigos... >>>> >>>> Todo aprendizado depende da capacidade de estabelecer conexões e >>>> reconhecer padrões. Nos dias de hoje, uma criança com acesso à >>>> Internet em casa e noções rudimentares de um ou dois idiomas falados >>>> por grandes contingentes populacionais (como o inglês ou o espanhol, >>>> por exemplo), já é capaz de aprender muito mais – e com mais >>>> velocidade – do que um jovem com o dobro da sua idade que, há dez >>>> anos, estivesse matriculado em uma instituição de ensino altamente >>>> conceituada. Se souber ler (e interpretar o que leu), escrever, >>>> aplicar conhecimentos básicos de matemática na solução de problemas >>>> cotidianos e... banda larga, qualquer um vai sozinho. Ora, isso é >>>> terrível para os que querem adestrar as pessoas com o propósito de >>>> fazê-las executar certos papéis predeterminados. Isso é um horror para >>>> os que querem formar o caráter dos outros e inculcar seus valores nos >>>> filhos alheios. >>>> >>>> Em uma sociedade-rede, a educação é uma conseqüência dos meios >>>> interativos disponíveis na rede. São esses meios que conformam >>>> ambientes sociais (clusters) capazes de ensejar aquele tipo de >>>> interação caracterizada como educativa. Ou seja: a escola é a rede! >>>> >>>> Dominar a leitura e a escrita, saber calcular e resolver problemas, >>>> ter condições de compreender e atuar em seu entorno social, ter >>>> habilidade para analisar fatos e situações e ter capacidade de acessar >>>> informações e de trabalhar em grupo, são geralmente apresentados como >>>> objetivos do processo educacional básico. No entanto, para além, muito >>>> além, disso, os novos ambientes educativos em uma sociedade-rede >>>> tendem a valorizar outras competências ou habilidades, como a de >>>> identificar homologias entre configurações recorrentes de interação >>>> que caracterizam clusters (e, conseqüentemente, reconhecer potenciais >>>> sinergias e aproveitar oportunidades de simbiose), saber não apenas >>>> acessar, mas produzir e disseminar informações e conseguir não apenas >>>> trabalhar em grupo, mas fazer amigos e viver e atuar em comunidade. >>>> >>>> Sociedades em que as redes são as escolas serão sociedades >>>> desescolarizadas, como queria o visionário Ivan Illitch. >>>> >>>> De certo modo, tudo o que parece realmente necessário para a >>>> convivência ou a vida em rede, como a educação para a democracia, a >>>> educação para o empreendedorismo e para o desenvolvimento ou a >>>> sustentabilidade, não comparece nos currículos das escolas. Não pode >>>> ser por acaso. Isso talvez corrobore a constatação de que a escola é >>>> uma das instituições que mais resistem ao surgimento da sociedade- >>>> rede. >>>> >>>> Sobre o homeschooling, o communityschooling e o unschooling, o leitor >>>> pode encontrar mais detalhes na nota (2). >>>> >>>> Vou falar agora da necessidade de investir em uma velha-nova >>>> modalidade educativa: o autodidatismo. Velha porque foi assim que tudo >>>> começou. Nova porque, nos dias que correm, uma criança, uma pessoa >>>> adulta ou idosa navegando, lendo e publicando na Web é, >>>> fundamentalmente, um autodidata. >>>> >>>> Não adianta torcer o nariz. Na sociedade que está vindo, todos serão >>>> autodidatas, por mais que queiramos condicionar a empregabilidade à >>>> formação escolar e acadêmica. >>>> >>>> Como escrevi recentemente, em Escola de Redes: Novas Visões (2008), na >>>> sociedade-rede "você é importante na medida de sua capacidade de >>>> exercer uma dessas três funções [hub, inovador ou netweaver] e não de >>>> seu exibicionismo, de sua desenvoltura em usar os semelhantes como >>>> instrumentos para sua projeção ou de sua auto-reclusão estudada, >>>> baseada em uma opinião muito favorável sobre si mesmo ou baseada em >>>> seu currículo" (4). >>>> >>>> Colecionadores de diplomas e títulos acadêmicos não terão muitas >>>> vantagens em uma sociedade inteligente. Suas vantagens provêem da >>>> idéia de que a sociedade é burra (e eles, portanto – que compõem a >>>> burocracia sacerdotal do conhecimento – são os inteligentes). Para se >>>> destacar dos demais – quando o desejável seria que se aproximassem dos >>>> semelhantes – os sábios precisam que a sociedade continue burra. >>>> >>>> Estamos vivendo há séculos sob o controle de uma burocracia sacerdotal >>>> do conhecimento. Permita-se-me uma outra auto-citação, ainda do Escola >>>> de Redes: Novas Visões. "Você fez um estudo interessante sobre >>>> determinado assunto, mas a burocracia sacerdotal do conhecimento >>>> acadêmico não lhe dá crédito; você tenta ler (ou escrever) alguma >>>> coisa inédita, mas não consegue entender (ou ser entendido) por razões >>>> estranhas à racionalidade formal (lógica e metodológica) ou >>>> substantiva (semântica incluída) do texto: certamente está havendo >>>> algum tipo de intervenção hierárquica, que seleciona alguns caminhos >>>> na rede em detrimento de outros. Algum programa particularizou uma >>>> região da rede instaurando códigos de reconhecimento e permissões. Se >>>> você não possui as credenciais (um título, por exemplo, com o qual os >>>> mesmos de sempre se condecoram mutuamente em um circuito fechado de >>>> quem leu as mesmas coisas, participou das mesmas conversas, quer >>>> dizer, compartilhou voltas em torno do mesmo assunto ou da mesma >>>> maneira de abordá-lo), seu acesso é proibido. Para esse tribunal >>>> epistemológico — que se arroga o direito de dizer o que é e o que não >>>> é válido em termos de pensamento — todos são culpados de heresia em >>>> princípio. Você tem que ser absolvido por ele, de antemão, para ser >>>> aceito" (4). >>>> >>>> É assim que a escola, nos últimos séculos, não foi um meio de >>>> inclusão, mas de exclusão. Nesse tipo de platonismo (como todo >>>> platonismo, autocrático), o "doutor" (o sábio) era um representante do >>>> mundo dos incluídos, que se destacava do mundo dos excluídos (os >>>> ignorantes). Até hoje, no Brasil, se for pego cometendo um crime, quem >>>> tem curso superior merece prisão especial: seu diploma lhe confere o >>>> direito de não ficar na mesma cela que os sem-diploma (os ignorantes). >>>> Sim, o seu suposto conhecimento atestado por títulos lhe dá uma >>>> condição superior e é a própria lei que lhe reconhece o direito de se >>>> destacar dos semelhantes. Barbaridade! >>>> >>>> É claro que hoje as coisas devem – e já podem – ser colocadas de outra >>>> maneira, envolvendo redes ou comunidades de aprendizagem, sobretudo no >>>> que se refere à educação em casa (homeschooling) e à educação >>>> comunitária (communityschooling), esta última em um sentido mais >>>> abrangente do que o da comunidade sócio-territorial, envolvendo >>>> clusters de aprendizagem (ou seja, comunidades como redes com alto >>>> grau de distribuição e conectividade). Fala-se até, por analogia com >>>> os APL (arranjos produtivos locais), de "AEL" (arranjos educacionais >>>> locais), mas o sentido de local aqui deve ser estendido para abarcar, >>>> além de comunidades territoriais, todos os tipos de redes >>>> identitárias. >>>> >>>> A sociedade sem escola de Illicht deveria ser, assim, renomeada como a >>>> sociedade-escola, desde que fique claro que se trata da sociedade- >>>> rede; ou seja, estamos falando da cidade educadora, ou, mais >>>> precisamente ainda, das comunidades educadoras que se formam na >>>> sociedade-rede. >>>> >>>> Nesse sentido, não são os aparatos educativos hierárquicos, >>>> enquistadas dentro da sociedade, que educam basicamente: na medida em >>>> que a sociedade de massa vai dando lugar à sociedade em rede, é a >>>> própria sociedade (local, no sentido ampliado) que educa, por meio das >>>> comunidades (clusters) que necessariamente se formam em seu seio. >>>> >>>> Comunidades educadoras são, antes de qualquer coisa, comunidades de >>>> aprendizagem, quer dizer, comunidades-que-aprendem. E a pessoa, como >>>> continuum de experiências pessoais intransferíveis e, ao mesmo tempo, >>>> como série de relacionamentos, aprende por estar imersa (conectada) em >>>> um ambiente educativo (5). >>>> >>>> A educação básica não deveria ser baseada na transferência de >>>> conteúdos temáticos secundários e sim na disponibilização de >>>> ferramentas de auto-aprendizagem e de comum-aprendizagem. Para >>>> reprogramar a educação básica deveríamos começar perguntando o que é >>>> necessário para que um indivíduo e uma comunidade possam fazer o seu >>>> próprio roteiro de aprendizagem. Do ponto de vista do autodidatismo, >>>> temos então uma resposta em 10 pontos: >>>> >>>> 1 – Reconhecer padrões >>>> 2 – Estabelecer conexões >>>> 3 – Ler na sua língua natal >>>> 4 – Interpretar o que leu >>>> 5 – Escrever na sua língua natal >>>> 6 – Fazer contas (as operações matemáticas básicas) >>>> 7 – Aplicar os conhecimentos básicos de matemática na sua vida >>>> cotidiana >>>> 8 – Ler em outra língua (da globalização, quer dizer, falada por um >>>> grande contingente populacional espalhado por vários países e mais de >>>> um continente) >>>> 9 – Argumentar (rudimentos de lógica) >>>> 10 – Navegar e publicar na Internet >>>> >>>> Esses são os requisitos e as ferramentas contemporâneas da inclusão >>>> educacional. Quem dispõe deles pode caminhar sozinho; ou seja, de >>>> posse de tais instrumentos, cada um, em função de suas opções >>>> pessoais, pode traçar seus próprios itinerários de formação e >>>> compartilhá-los com suas redes de aprendizagem. Esses são os >>>> requisitos para o autodidatismo. >>>> >>>> A chamada pré-escola (ou melhor, a educação da primeira infância) >>>> deveria se concentrar nos dois primeiros itens (além da fala, é >>>> claro). E o passo seguinte deveria ser – quer por meio da escola >>>> básica, quer por meio da educação extra-escolar: na educação em casa >>>> (homeschooling) e na educação comunitária (communityschooling) – >>>> promover o aprendizado dos oito itens restantes. Mas mesmo que a >>>> escola básica se dedicasse precipuamente a isso, mesmo assim não se >>>> poderia abrir mão da educação em casa (a primeira rede na qual o ser >>>> humano se conecta), nem da educação comunitária (a primeira expansão >>>> dessa rede, envolvendo os vizinhos, os amigos e conhecidos mais >>>> próximos). >>>> >>>> Para além da escola, essas duas redes serão também indispensáveis na >>>> próxima etapa curricular, na qual devem comparecer os primeiros >>>> conteúdos temáticos substantivos. Não, não se trata de nada (ou quase >>>> nada) do que atualmente compõe os currículos escolares. Trata-se, por >>>> incrível que possa parecer, da educação para a sustentabilidade, quer >>>> dizer, para a vida (em um sentido ampliado, envolvendo os >>>> ecossistemas, inclusive o ecossistema planetário) e para convivência >>>> social. Isso compreende duas "disciplinas" (se for possível falar >>>> desse modo) interligadas: a educação para a democracia e a educação >>>> para o desenvolvimento. >>>> >>>> A educação para a democracia (em um sentido deweyano do termo) >>>> compreende a educação para vida comunitária, para os modos >>>> cooperativos de resolução de conflitos e para as formas de >>>> relacionamento que ensejam a regulação social emergente (as redes). >>>> >>>> A educação para o desenvolvimento (humano, social e sustentável) deve >>>> compreender, por sua vez, o empreendedorismo (e a chamada pedagogia >>>> empreendedora) e o desenvolvimento local (ou comunitário). >>>> >>>> Todo o restante é suplementar. Pasmem! Mas é isso mesmo. Saúde >>>> (incluindo educação física, alimentação e nutrição), artes e >>>> literatura, ofícios, história, ciências, filosofia e espiritualidade – >>>> são conteúdos importantes, mas não são educação básica em um sentido >>>> sistêmico, de acesso a ambientes favoráveis a aprendizagem. Isso não >>>> quer dizer que as pessoas não devam aprender essas coisas. Cada um >>>> deve aprender o que quiser, o que for necessário para o >>>> desenvolvimento de suas potencialidades e para a execução dos papéis >>>> sociais que optou por desempenhar. Mas à educação societária (ou >>>> comunitária) – à educação como domínio público – cabe se concentrar >>>> naqueles dez requisitos para a auto-aprendizagem e naquelas duas >>>> dimensões temáticas da educação para a sustentabilidade (democracia e >>>> desenvolvimento) que têm a ver com os padrões de vida e de convivência >>>> social. >>>> >>>> A educação para o autodidatismo deve se preocupar basicamente com >>>> isso, com a educação como domínio público. Essa a "formação básica" do >>>> autodidata – que constituirá o ser humano inteligente em uma sociedade >>>> inteligente do futuro – que deveria ser priorizada pela rede familiar, >>>> pelas redes comunitárias e pelas hierarquias escolares básicas (a >>>> escola fundamental nos seus primeiros anos). >>>> >>>> E depois? Bem, depois serão os autodidatas que – eles próprios tendo >>>> condições de caminhar com suas próprias pernas, desde que aprenderam a >>>> aprender – vão dizer o que querem aprender e o que não querem. Em uma >>>> sociedade livre, não podemos ficar enfiando conteúdos na cabeça dos >>>> outros para cumprir os papéis que desejamos que eles cumpram. >>>> Sobretudo não deveríamos, com base na falta de possibilidade (em geral >>>> econômica e social) da maioria da população, de fazer escolhas em um >>>> leque mais amplo de alternativas, ficar ensinando corte-e-costura para >>>> as meninas e carpintaria ou mecânica para os meninos. Isso pode >>>> interessar ao dono da fábrica de confecções, de móveis ou da fábrica >>>> metalúrgica e da montadora de automóveis, que quer que os filhos >>>> alheios aprendam tais ofícios, mas raramente se dispõe a matricular >>>> seus próprios filhos nessas escolas técnicas, reservando-lhes um lugar >>>> em alguma carreira acadêmica, "superior", na qual eles vão aprender a >>>> mandar nos outros ou a ter melhores condições de auferir altos >>>> salários, lucros e benefícios. Como se pode ver, aqui não estamos mais >>>> no terreno da educação como domínio público, ainda que muitas das >>>> escolas (estatais) que se dedicam ao adestramento da força de trabalho >>>> sejam (ditas) públicas. >>>> >>>> Alguns retrucam que esse tipo de educação para o autodidatismo não >>>> pode ter avaliação da aprendizagem, mas isso é falso. A avaliação >>>> passa a ser feita em coletivos mais amplos, passa a ser uma avaliação >>>> da sociedade – uma avaliação pública stricto sensu – e não a avaliação >>>> privada de uma confraria sacerdotal. Em vez das notas e dos títulos >>>> conferidos por uma corporação de professores, por uma banca acadêmica, >>>> os autodidatas serão avaliados pelo que produzem. É a árvore avaliada >>>> por seus frutos e não pelos certificados que recebeu da organização >>>> dos botânicos. >>>> >>>> Isso já acontece com os escritores. Escritor é quem escreve e quem é >>>> reconhecido pelos leitores (que lêem seus livros e os recomendam) e >>>> não quem recebe autorização para escrever de uma corporação qualquer >>>> de escribas ou um conjunto de opiniões favoráveis dos críticos >>>> literários. Somente em regimes autocráticos as pessoas têm que ter >>>> autorização para publicar o que escrevem. Mas mesmo em regimes >>>> formalmente democráticos existem quistos autocráticos (como >>>> corporações profissionais ou acadêmicas) querendo impor proibições >>>> para tal exercício (como ocorre hoje, por exemplo, com a >>>> obrigatoriedade do diploma de curso superior de jornalismo para >>>> exercer a função jornalística). >>>> >>>> As academias científicas também impõem restrições autocráticas. As >>>> revistas científicas reconhecidas são dirigidas por conselhos >>>> editoriais – que se constituem, como vimos, como verdadeiros tribunais >>>> epistemológicos (e freqüentemente também como alfândegas ideológicas) >>>> – aos quais cabe dizer o que um estudioso pode ou não pode publicar (a >>>> começar pela exigência de diplomas do autor como condição prévia para >>>> aceitar sequer receber e examinar o seu paper). Muitas vezes um jovem >>>> estudante de astrofísica fica meses esperando um parecer favorável à >>>> publicação de um artigo em que relata importantes descobertas que fez. >>>> >>>> Tudo isso faz parte da organização sacerdotal do conhecimento >>>> (etimologicamente, uma hierarquia), que não é mais compatível com a >>>> sociedade em rede que está emergindo. >>>> >>>> Mas na sociedade-rede que está emergindo, nosso astrofísico já >>>> encontrou uma saída: agora ele publica suas descobertas imediatamente >>>> em seu próprio blog, sem pedir autorização a ninguém. Outros >>>> astrofísicos, que também têm seus blogs, lêem o que ele escreveu e >>>> interagem com ele. O único resultado é que enquanto o tribunal >>>> espistemológico dos pós-PHDs em astrofísica estão pensando se aceitam >>>> ou não aceitam seu artigo, a ciência avançou pela polinização mútua >>>> das idéias e dez novos artigos sobre o mesmo tema apareceram >>>> sucessivamente. Formou-se uma rede. E a rede avaliou a aprendizagem >>>> daquele jovem astrofísico por meio de um processo criativo, gerando >>>> mais aprendizagem coletiva. >>>> >>>> Se não houver retrocesso no processo de emergência da sociedade-rede, >>>> tudo será assim. As notas, os certificados, os diplomas e os títulos >>>> continuarão existindo, mas as pessoas que realmente importam – quer >>>> dizer, que se conectam para aprender e produzir juntas – darão cada >>>> vez menos bola para essas autorizações hierárquicas. >>>> >>>> Já há bastante gente pensando assim. Headhunters inteligentes se >>>> impressionam muito pouco com a coleção de diplomas apresentados por um >>>> candidato a ocupar uma vaga em uma instituição qualquer.Querem saber o >>>> que a pessoa está fazendo. Querem saber o que ela pode ser a partir do >>>> que pretende (do seu projeto de futuro) e não o que ela é como >>>> continuidade do que foi (da repetição do seu passado). Está certo: >>>> como se diz, o passado "já era". O novo posto pretendido não será >>>> ocupado no passado e sim no futuro. Então o que é necessário avaliar é >>>> a linha de atuação ou de pensamento que está sendo seguida pelo >>>> candidato. >>>> >>>> Em breve, as avaliações de aprendizagem serão feitas diretamente pelos >>>> interessados em se associar ou em contratar (latu sensu) uma pessoa. >>>> Redes de especialistas de uma área ou setor continuarão avaliando os >>>> especialistas da sua área ou setor. Mas essa avaliação será cada vez >>>> horizontal. E, além disso, pessoas avaliarão outras pessoas a partir >>>> do exame das suas expressões de vida e conhecimento, pois que tudo >>>> isso estará disponível, será de domínio público e não ficará mais >>>> guardado por uma corporação que tem autorização para acessar e licença >>>> oficial para interpretar tais dados. >>>> >>>> Cada pessoa terá a sua própria Wikipedia. Ao invés de aceitar apenas >>>> as oblíquas interpretações doutas, passaremos a verificar diretamente >>>> a wikipedia de cada um, aquilo que David de Ugarte (2007) chamou de >>>> contextopédia: o arquivo-vivo que contém as definições dos termos >>>> habituais, os pontos de vista, as referências, os trabalhos e as >>>> conclusões sobre os assuntos da sua esfera de conhecimento e de >>>> atuação (6). Quem gostar do que viu, que contrate ou se associe ao >>>> autor daquela contextopédia. Ponto final. >>>> >>>> >>>> Notas e referências >>>> >>>> (1) ILLICHT, Ivan (1971). Deschooling society. New York: Marion >>>> Boyars, 1971. O original está disponível on line no link abaixo: >>>> >>>> http://en.wikiversity.org/wiki/Ivan_Illich:_Deschooling_Society >>>> >>>> Existe tradução brasileira: Sociedade sem escolas. Petrópolis: Vozes, >>>> 1985. A íntegra já está disponível no link abaixo: >>>> >>>> >>>> http://www.4shared.com/file/57047554/c83bde51/Ivan_Illich_-_Sociedade_sem_Escolas.html >>>> >>>> (2) Sobre o homeschooling, saiba mais clicando no link abaixo: >>>> >>>> http://pessoas.hsw.uol.com.br/homeschooling.htm >>>> >>>> Sobre o communityschooling, saiba mais lendo o artigo de Erwin Flaxman >>>> (disponível em inglês apenas): "The promise of urban community >>>> schooling" em The Eric Review vol. 8, Winter 2001, que pode ser >>>> acessado pelo endereço abaixo: >>>> >>>> >>>> http://permanent.access.gpo.gov/lps50000/ERIC%20REVIEW%20ARCHIVE/vol8no2.pdf >>>> >>>> Sobre o unschooling, consulte o site: >>>> >>>> http://www.unschooling.com/index.shtml >>>> >>>> (3) Para ler clique no link abaixo: >>>> >>>> http://augustodefranco.locaweb.com.br/cartas_comments.php?id=255_0_2_0_C >>>> >>>> (4) FRANCO, Augusto (2008). Escola de Redes: Novas Visões sobre a >>>> sociedade, o desenvolvimento, a Internet, a política e o mundo >>>> glocalizado. Curitiba: Escola-de-Redes, 2008. >>>> >>>> (5) Como articulador do Comitê Científico do X Congresso Internacional >>>> de Cidades Educadoras (São Paulo, 24 a 26 de abril de 2008), propus um >>>> conjunto de 27 questões provocativa para o debate dos participantes, >>>> cujo sentido geral era explicitar duas dimensões ainda não >>>> suficientemente exploradas ao longo de quase duas décadas de >>>> experiências desse interessante movimento surgido em 1990 em >>>> Barcelona: a) as relações entre cidade educadora e democracia >>>> (democracia entendida aqui quer como regime político formal, quer como >>>> experiência de convivência social, na base da sociedade e no cotidiano >>>> do cidadão); e b) as relações entre cidade educadora e os processos >>>> individuais e coletivos de aprendizagem potencializados pela >>>> emergência das redes sociais distribuídas. >>>> >>>> Em uma proposta de resolução – que não foi objeto de apreciação pela >>>> plenária final do Congresso – propus, entre vários outros, os >>>> seguintes pontos como conclusões: >>>> >>>> 1) As cidades sempre foram educadoras, assim como o foram também os >>>> habitats considerados não-urbanos. Em todas as épocas e lugares a >>>> convivência social gerou processos de socialização de seus membros >>>> como elementos básicos da própria existência humana em sociedade. >>>> >>>> 2) Nem toda cidade que prioriza políticas públicas, programas e ações >>>> governamentais e não-governamentais de educação (ou voltadas à >>>> educação) pode ser considerada uma cidade educadora no sentido >>>> apontado pelos congressos de Cidades Educadoras. Se fosse assim, não >>>> haveria necessidade de construir um novo conceito. Cabe, portanto, >>>> identificar os elementos distintivos a partir dos quais se poderia >>>> caracterizar uma cidade como educadora. >>>> >>>> 3) O que é propriamente educador na Cidade Educadora é o ambiente >>>> favorável à interação educadora. Isso não significa que não são >>>> importantes as políticas, os programas e as ações governamentais de >>>> educação. Nem que não sejam importantes as escolas e universidades. >>>> Nem que não sejam importantes os programas e ações de educação não- >>>> governamentais. Tudo isso é importante, mas a sinergia entre essas >>>> diversas ações, processos e instituições formais, não-formais ou >>>> informais, depende de como elas interagem virtuosamente para produzir >>>> um efeito sistêmico. O ambiente educador, portanto, é a chave da >>>> questão. >>>> >>>> 4) Somente seres humanos podem educar seres humanos, ou seja, a >>>> educação é o resultado de uma interação entre humanos. Cabe >>>> identificar quais os novos arranjos sociais capazes de favorecer tais >>>> interações, ensejando a multiplicação de atividades educadoras na >>>> cidade. >>>> >>>> 5) Toda cidade é educadora na medida em que seu tecido urbano é >>>> composto por múltiplas redes sociais que aprendem e promovem >>>> interações educativas entre as pessoas conectadas nessas redes. São >>>> essas redes que educam em uma cidade educadora. Para além dos >>>> necessários programas formais e das estruturas educativas, são essas >>>> redes que conformam o ambiente propício à função educadora do processo >>>> democrático. São essas redes que educam a própria cidade para que ela >>>> possa ser caracterizada como uma cidade educadora no sentido da Carta >>>> das Cidades Educadoras. >>>> >>>> 6) A proposta de Cidade Educadora implica a existência de novas >>>> institucionalidades educadoras na cidade. Essas novas >>>> institucionalidades serão de várias naturezas: governamentais, >>>> empresariais e sociais. Parte significa delas deverá ser pública, em >>>> um sentido mais amplo do que aquele compreendido pelo Estado. Deverão >>>> ser formadas por parcerias entre setores governamentais, empresariais >>>> e sociais para buscar extrair sinergias da interação entre esses >>>> diversos tipos de agenciamento. >>>> >>>> 7) Cidade Educadora não é uma cidade escolarizada. Ao focalizar >>>> prioritária e exclusivamente as escolas como instrumentos ou espaços >>>> educativos, pode-se estar contribuindo para uma indesejável >>>> escolarização da sociedade ao invés de promover uma necessária >>>> socialização das escolas e diminuindo a importância dos ambientes >>>> sociais coletivos que deveriam caracterizar uma Cidade Educadora. >>>> Cidades Educadoras são cidades nas quais proliferam, além de um >>>> sistema escolar eficiente e inclusivo, ambientes educadores extra- >>>> escolares. >>>> >>>> 8) O mais importante, porém, é a cidade como espaço de aprendizagem. >>>> Cidade Educadora, antes de ser uma cidade-que-ensina é uma cidade-que- >>>> aprende e enseja a aprendizagem contínua de seus cidadãos. Assim, >>>> antes de perguntar o que é uma 'Cidade Educadora', deveríamos >>>> perguntar o que é uma 'Cidade que Aprende'. Uma cidade não pode ser >>>> Educadora se não for, antes, uma cidade capaz de aprender ou uma >>>> cidade-que-aprende. >>>> >>>> 9) As Cidades Educadoras promovem a educação, transformando-a numa >>>> força da cidade na conquista de inclusão, equidade e direitos para >>>> todos. Todavia, a idéia de inclusão social não pode ser adequadamente >>>> expressada somente como o direito dos cidadãos a receberem algo do >>>> Estado. As pessoas devem fazer alguma coisa a mais em favor da sua >>>> própria inserção, além de exigirem os seus direitos do Estado >>>> protestando, demandando e monitorando as políticas governamentais. As >>>> pessoas devem assumir por si próprias responsabilidades com a promoção >>>> da sua real inclusão social. Isso faz parte do aprendizado dos >>>> cidadãos e do aprendizado da cidade como um todo, sem o qual a cidade >>>> não poderá se caracterizar como uma cidade educadora. Ao lado da noção >>>> de igualdade, sempre enfatizada quando falamos sobre as necessidades >>>> de inclusão social, também deve ser enfatizada a noção de liberdade >>>> para inovar, criar, arriscar e empreender e propor ações coletivas que >>>> resultem em uma maior participação democrática da sociedade para >>>> promover, por via de suas iniciativas endógenas, a inclusão dos >>>> excluídos. >>>> >>>> 10) As tendências atuais indicam que em um mundo cada vez mais >>>> interconectado culturalmente, terão uma inserção mais adequada às >>>> experiências de miscigenação (cultural) do que de multiculturalismo. >>>> Multiculturalismo sem interculturalidade não é desejável. O que é >>>> desejável, do ponto de vista das Cidades Educadoras, é uma relação >>>> entre pessoas e coletivos culturalmente diferenciados que implique a >>>> promoção sistemática e gradual de espaços e processos de interação >>>> positiva capazes de generalizar relações de confiança, reconhecimento >>>> mútuo, comunicação efetiva, diálogo e debate, aprendizagem e >>>> intercâmbio, regulação pacífica dos conflitos, cooperação e >>>> convivência. Iniciativas de prevenir conflitos (sejam estes de caráter >>>> distributivo, inter-geracional, inter-étnico ou inter-religioso) devem >>>> articular-se por meio da aplicação de políticas urbanas e iniciativas >>>> de instaurar modos democráticos de regulação de conflitos na base da >>>> sociedade e no cotidiano dos cidadãos. >>>> >>>> 11) Péricles, talvez o principal expoente da democracia grega, afirmou >>>> – segundo Tucídides, na oração fúnebre proferida no final do primeiro >>>> ano da guerra do Peloponeso – "que a cidade inteira é a escola da >>>> Grécia e creio que qualquer ateniense pode formar uma personalidade >>>> completa nos mais distintos aspectos, dotada da maior flexibilidade e, >>>> ao mesmo tempo, de encanto pessoal". Tal relação entre a educação e a >>>> vida democrática da polis, está na raiz do conceito de cidade >>>> educadora. Essa visão pode ser apresentada em termos contemporâneos, >>>> pois continua válida em essência. Poder-se afirmar hoje que o >>>> investimento na educação do indivíduo para melhorar a sua vida depende >>>> do investimento em ambientes coletivos favoráveis à boa governança, à >>>> prosperidade econômica e à expansão de uma cultura cívica capaz de >>>> melhorar suas condições de convivência social. No conceito fundante de >>>> Péricles, quem educa não é propriamente a Cidade-Estado e sim a >>>> koinomia (a comunidade) política (democrática). Na ausência de >>>> democracia (mesmo que limitada aos mecanismos e processos formais de >>>> representação, isto é, como regime político ou forma de administração >>>> do Estado), uma cidade não pode alcançar a condição de Cidade >>>> Educadora. >>>> >>>> 12) Cidades educadoras ensejam o surgimento de novos atores públicos >>>> para além dos atores estatais ou governamentais. O cidadão conectado >>>> em redes de participação cidadã pode, como tal, fazer política >>>> pública. A política pública não é mais monopólio do Estado, mas inclui >>>> também os atores sociais que operam com um sentido público. A >>>> sociedade civil pode, como tal, tomar iniciativas públicas coletivas, >>>> aumentando o seu protagonismo e o seu empreendedorismo. E nada disso >>>> constitui privilégio das formas de organização tradicionais e >>>> burocráticas (da chamada "sociedade civil organizada"). Os cidadãos >>>> desorganizados (segundo os antigos padrões de organização), porém >>>> conectados horizontalmente uns com outros em prol de objetivos comuns, >>>> podem participar da composição de uma nova esfera pública não-estatal. >>>> >>>> 13) Se cidades podem aprender, como elas podem aprender? Eis a grande >>>> questão colocada pela contemporaneidade para as Cidades Educadoras. >>>> Quem aprende na cidade não são apenas os cidadãos, individualmente, >>>> mas também as redes sociais nas quais tais cidadãos estão conectados. >>>> Podemos dizer que a comunidade se desenvolvendo é sinônimo de sua rede >>>> social aprendendo. Quando se diz que a cidade educa, o que se está >>>> dizendo, a rigor, é que são as diversas comunidades de aprendizagem, >>>> de prática e de projeto que se formam dentro da cidade que estão >>>> aprendendo. Apenas estruturas complexas que apresentam a morfologia e >>>> a dinâmica de rede podem aprender. Uma cidade será cada vez mais >>>> educadora na medida em que for também, cada vez mais, uma cidade-rede. >>>> >>>> (6) Cf. UGARTE, David (2007). O poder das redes. Porto Alegre: CMDC/ >>>> ediPUCRS, 2008. >>>> >>>> >>>> >>>> -- >>>> Fabianne Balvedi >>>> GNU/Linux User #286985 >>>> http://fabs.tk >>>> >>>> _______________________________________________ >>>> Lista de discussão da MetaReciclagem >>>> Envie mensagens para [email protected] >>>> http://lista.metareciclagem.org >>> >>> >>> >>> -- >>> --------------- >>> ava ñe'ë mβռăʒ >>> -------------------------------- >>> Sem semear, semente nao brota - Makanu tanewa haenu. (proverbio japones) >>> Nao e' bastante nao ser cego para ver as arvores e as flores. Nao basta >>> abrir a janela para ver os campos e os rios.(Alberto Caeiro) >>> O pensamento e' o espirito do tempo. Quem voce pensa que e'? -Paisagens, >>> isto e', ninguem.(Pedro Maciel) >>> ------------------------------------------------------------------ >>> >>> _______________________________________________ >>> Metarec mailing list >>> [email protected] >>> http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec >> >> >> _______________________________________________ >> Lista de discussão da MetaReciclagem >> Envie mensagens para [email protected] >> http://lista.metareciclagem.org > > > > -- > "Se você não concordar, não posso me desculpar..." > > pela sinistra "laotra", sempre! > > _______________________________________________ > Lista de discussão da MetaReciclagem > Envie mensagens para [email protected] > http://lista.metareciclagem.org > -- Hernani Dimantas WebLab.tk | Escola do Futuro - USP 3091 6366 | 3091 9107 http://weblab.tk http://comunix.org http://www.marketinghacker.com.br http://del.icio.us/hdhd http://lattes.cnpq.br/8744701505902266
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