Caro Jorge, obrigado pelos esclarecimentos. Interessante essa sua observação 
sobre o binómio opção/obrigação. Em Portugal ainda não chegámos à dificuldade 
da escolha; já ficaria bem contente se a Administração Pública (central, 
regional, local) conhecesse pelo menos o leque de opções disponíveis antes de 
"entrar em despesas" (com o nosso $), o que ainda não é manifestamente o caso. 
Por outro lado, nem a dimensão nem o enquadramento sócio-político-económico do 
Brasil são os mesmos que cá, portanto torno a realçar a ideia mais do que o 
conceito de aplicabilidade da ideia. Adaptar sim, copiar não (até porque uma 
cópia rígida está sempre condenada ao insucesso). Na minha opinião, as 
associações de municípios seriam as entidades adequadas para a gestão e 
dinamização de um processo similar em Portugal, sendo por exemplo a AMDE 
(Distrito de Évora) um bom exemplo disso. A questão das opções estratégicas por 
decreto
 também é controversa, mas vamos lá ser sérios: já bastaria pôr em igualdade de 
circunstâncias ambas opções na hora de elaborar cadernos de encargos, não acha? 
Pelo contrário, o que se vêem são cadernos de encargos que são cópias exactas 
de fichas técnicas de aplicações comerciais. Assim é impossível se não houver 
um movimento de fundo e um esforço sério na formação e capacitação de recursos 
humanos.

Que continue o debate!
AG



----- Mensagem original ----
De: Jorge Gustavo Rocha <[email protected]>
Para: Artur Gil <[email protected]>
Cc: [email protected]
Enviadas: Segunda-feira, 16 de Março de 2009 14:35:24
Assunto: Re: [Portugal] Projecto "Prefeitura Livre" (Brasil)

Caro Artur,

Neste caso, a novidade não é tão brasileira quanto isso.
A OpenGeo é uma empresa americana iniciada pelo Chris Holmes, sedeada em New 
York. Usa um modelo de negócio à volta do open source, e usa developers 
espalhados por todo o mundo que podem dar assistência mais próxima aos 
utilizadores. É, em certo sentido, uma "multinacional" do open source.

Penso que cá, quem deveria assegurar a "Perfeitura Livre" deveriam ser as 
próprias câmaras com o suporte de várias empresas. E quantas mais empresas, 
melhor. Acredito mais na diversidade do que no tamanho dos elefantes. E 
acredito tanto na diversidade que, ao contrário do que muitos brasileiros 
acham, a opção por soluções open source tem que ser uma OPÇÃO e não uma 
obrigação. Liberdade significa mesmo eu poder escolher. Se me obrigarem por 
decreto a optar por open source... eu ficaria bem chateado.

Abraço,

Jorge

Artur Gil escreveu:
> Projecto "Prefeitura Livre" (Brasil): http://www.prefeituralivre.com.br/
> 
> Uma ideia de projecto simples e brilhante, perfeitamente adaptável à 
> realidade portuguesa. Quem sabe uma grande ideia de negócio nos tempos que 
> correm!
> 
> Parabéns aos nossos colegas brasileiros, cada vez mais na dianteira do FOSS!
> AG
> 
> 
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