Date: Sep 12 2000 08:58:34 EDT
From: "Lista de Discuss�o Rede Wan" <[EMAIL PROTECTED]>
Subject: [redewan] Internet sem fio

Denys

   Lembra que voc� me perguntou sobre acesso wireless, LMDS etc?
   Me mandaram um artigo estes dias bastante interessante que estou
repassando para a lista.

   Abra�os

   Gilberto
   Moderador

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

A hora de navegar na Web pelas ondas do r�dio 
Andr� Machado 


Preocupado com as horas que voc� passou navegando nas �ltimas semanas,
achando que a conta telef�nica vai � estratosfera? Livre-se de mais esse
estresse. Est� chegando a hora de sintonizar a Internet como se ela fosse
um dial: conectando-se via ondas de r�dio. No Rio, quatro empresas que
fornecem esse servi�o (tr�s com foco maior nos usu�rios, uma com foco mais
corporativo) v�m se destacando. Todas garantem conex�o cont�nua (24 horas,
sete dias por semana), embora suas velocidades e tecnologias variem. No
geral, entretanto, a navega��o � bem mais r�pida (veja quadros) e
eliminam-se os aborrecimentos na hora de conferir (e tentar entender) os
hierogl�ficos pulsos Web da conta. 

Segundo Henrique Furtado, diretor executivo da Wireless Net (WNet),
provedor via r�dio que atua na Barra, essa tend�ncia j� ganhou um nome nos
EUA: � o ''fixed wireless''. 

- O sistema aqui, na verdade, � semelhante ao de um provedor comum -
explica ele. - Obtemos um backbone com os provedores de backbone (no nosso
caso, a Embratel) e a �nica diferen�a � na sa�da para o cliente e na
velocidade oferecida a ele. O link sai daqui (do Centro Empresarial
Downtown), e uma rede wireless � distribu�da na Barra. Essa rede �
composta por uma s�rie de c�lulas (como as do sistema celular fixo) e, no
topo dos pr�dios sob o ''guarda-chuva'' gerado por elas, colocamos r�dios
e antenas. Fazemos um cabeamento dentro do pr�dio e a conseq�ente
distribui��o para o usu�rio. 

A velocidade com que a Wireless Net trabalha � de 3 Megabits por segundo
(Mbps), assegurada por r�dios da Breeze.com, homologados pela Anatel. 

- Mas os 3 Mbps s�o distribu�dos pelos usu�rios do pr�dio. - diz Furtado.
- Dependendo de quantos est�o usando a rede simultaneamente, isso cai. A
velocidade m�dia, ent�o, varia. Mas procuramos garantir 150 a 200 Kbps, o
que j� � considerado banda larga. 

Ele explica que cada pr�dio ''antenado'' � monitorado por seu respectivo
micro, devidamente instalado. E diz que esse sistema oferece vantagens em
rela��o a um ponto-a-ponto. (N. do R.: liga��es ponto a ponto apresentam
apenas dois pontos de comunica��o, um em cada extremidade do enlace ou
liga��o. Nas liga��es multiponto, h� tr�s ou mais dispositivos de
comunica��o que podem usar o mesmo enlace.) 

- O micro armazena no cache as p�ginas j� baixadas pelos usu�rios. Assim,
quando vai acessar certas URLs, a pessoa nem chega at� aqui. Isso d� um
ganho de conex�o entre 30% e 35%. �s vezes at� 50%. 

E por que a restri��o a um bairro? Segundo Furtado, o sistema da Wireless
Net opera apenas na freq��ncia de 2,4 GHz, liberada pela Anatel (n�o �
preciso licen�a). E os r�dios t�m limita��o de pot�ncia. 

- A �rea de abrang�ncia de um n�cleo como esse que a gente montou no
Downtown � um pouco restrita - diz. - No m�ximo, dez, quinze quil�metros.
E temos que ficar atentos � visibilidade, para que um r�dio possa
''enxergar'' bem o outro. Assim, o crescimento tem de ser modular. 

Os problemas que a conex�o via r�dio pode apresentar, est�o, num primeiro
momento, ligados ao clima. O diretor conta que, com as frentes frias nas
�ltimas semanas, vieram ventanias que derrubaram tr�s antenas do provedor.
Felizmente, segundo ele, o suporte est� preparado para essas situa��es: 

- Como nosso monitoramento � feito por software propriet�rio, mantemos um
scan cont�nuo e o sistema identifica logo que r�dio ou proxy caiu, -
explica. - Ent�o, um e-mail � encaminhado para c� e em seguida para um
pager do suporte. 

Al�m disso, como os r�dios t�m grande capacidade de autodetec��o, em geral
o sinal n�o cai inteiramente nesses casos. Ele passa da conex�o de 3 Mbps
para 1 Mbps. 

- Por outro lado, pode acontecer de o r�dio queimar, ou algu�m desligar o
disjuntor, faltar luz, etc. Por isso, temos um no-break no r�dio. Sen�o, o
r�dio que por sua vez o enxerga pode retir�-lo da fila. 

Outro ''pau'' pode surgir da pr�pria natureza do servi�o, explica Felipe
de Almeida, diretor comercial da Windnet: 

- Pode haver interfer�ncia de r�dios na mesma freq��ncia, ou cria��o
acidental de harm�nicas (interfer�ncias em freq��ncias mais baixas) -
observa. - Aconteceu conosco, e foi provocado por uma antena da Embratel.
Tivemos de mudar a posi��o da nossa. 

Almeida � um dos pioneiros da Web via r�dio na Barra, que implantou num
condom�nio no fim de 99. Embora operando na mesma freq��ncia de 2,4 GHz,
ele prefere usar r�dios da Lucent, que proporcionam uma conex�o de 11 Mbps
ao pr�dio (e de at� 1 Mbps, em m�dia, para os usu�rios, dependendo do
n�mero). 

- Para download, o m�nimo garantido � de 5 K. - diz ele. - E os r�dios
Lucent s�o atualiz�veis via cart�es PCMCIA. Por exemplo, a Lucent est�
lan�ando um cart�o de 30 Mbps. Bastar� trocar o cart�o de 11 Mbps por ele
e pronto. 

Como comparar o uso de uma conex�o via r�dio com as outras (fibra �ptica,
acesso discado)? Almeida ilustra a resposta com casos de clientes seus: 

- H� quem tenha em casa os tr�s tipos: a Windnet, a fibra e o ISDN. E eles
acabam usando mais a Web via r�dio. A fibra � utilizada principalmente
para jogos. Nesse caso, ela � mais r�pida porque d� IP verdadeiro (fixo),
e eu, n�o - diz. - O IP verdadeiro tem, � claro, suas limita��es. Com ele,
o internauta est� de cara virada para o mundo e, se ''der mole'', seu PC �
invadido. J� o nosso sistema permite ver o lado de fora, mas nada dentro.

Responder a