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A intenção é oferecer aos provedores de conteúdo de TV e vídeo uma
alternativa tecnológica para chegar ao assinante.
Para conhecimento desta turma boa.
[]Orestes

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Cisco oferece transmissão de televisão por linha telefônica
Quando lançaram os primeiros serviços de acesso à internet em alta
velocidade, baseados na tecnologia de cable modem, as operadoras de TV por
assinatura saíram na frente da disputa pelo mercado de banda larga no Brasil
- que, segundo estudo do Yankee Group, deverá chegar a 604 mil assinantes
neste ano e a quase 2 milhões em 2003. 
Nesse caso, a rede de cabos coaxiais montada originalmente para transmitir
filmes e programas de televisão passa a ser utilizada também no acesso à
Web, dispensando o assinante da necessidade de usar o telefone para isso - e
com a vantagem da velocidade superior à da conexão dial-up convencional.
Agora, a Cisco Systems está oferecendo às operadoras de telecomunicações a
oportunidade de transmitir programas de TV pela infra-estrutura de fios de
cobre, atualmente utilizada nas ligações telefônicas e na comunicação via
internet.
'Estamos transformando o par de cobre em ouro', comparou Carlos Carnevali,
diretor de Operações da Cisco do Brasil. O anúncio foi feito em conjunto com
a Telefônica Empresas, a primeira operadora interessada em adotar a solução
da Cisco. 
'A intenção é oferecer aos provedores de conteúdo de TV e vídeo uma
alternativa tecnológica para chegar ao assinante', explicou Yon Moreira da
Silva, vice-presidente da Telefônica Empresas. 
A opção é a Rede IP da Telefônica, por onde os sinais de vídeo, convertidos
para o Protocolo da Internet (IP), vão trafegar até chegar ao equipamento do
usuário.
Para isso, a operadora vai instalar, no backbone da Rede IP, um equipamento
chamado Cisco Video Networking (VN). Na verdade, esse é o novo nome da
família VDS - Video Data Streaming, desenvolvida pela empresa canadense
PixStream, comprada em setembro pela Cisco. 
'Esse equipamento digitaliza, comprime e transforma em pacotes IP os sinais
analógicos de vídeo, recebidos via satélite, cabo ou microondas', explica
Luis Carlos Moraes Rego Jr., diretor de engenharia de vendas da Cisco do
Brasil.
Os pacotes são, então, transportados pela Rede IP da Telefônica, hoje com
102 pontos de presença, que cobrem praticamente todo o Estado de São Paulo. 
'Cada equipamento tem capacidade para comprimir e encapsular até 150 canais
de TV', afirma Rego Jr. Segundo ele, a principal vantagem do uso da
tecnologia IP na distribuição (streaming) de vídeo está na interatividade. 
'O usuário pode escolher no menu o filme que quer assistir, disputar um jogo
on-line e até comprar, pela internet, um produto relacionado ao programa que
está vendo na TV', acrescenta. 
Afinal, o sistema permite receber os sinais de televisão e acessar a Web ao
mesmo tempo. Isso pode ser feito usando o computador ou o próprio aparelho
de TV.
No primeiro caso, o usuário só precisa do modem e de um software de
descompressão dos sinais digitais. Se quiser receber os sinais na televisão,
contudo, terá de comprar um set top box, aparelho semelhante ao instalado
pelas emissoras de TV paga. 
Além de fazer a descompressão, esse dispositivo transforma os sinais
digitais (que chegam pela Rede IP) em analógicos, para que possam ser
exibidos na televisão. 
Yon Moreira afirma que todos os usuários dos dez milhões de telefones
instalados no Estado de São Paulo são clientes potenciais do novo serviço,
que deverá estar disponível entre os meses de outubro e novembro. 
Antes, a Telefônica vai testar a tecnologia e fazer acordos com os
provedores de conteúdo - emissoras de TV aberta ou por assinatura e até
provedores Web -, que serão responsáveis pela oferta do serviço aos
assinantes.
Rego Jr. ressalta, contudo, que o ideal é que o usuário possua uma conexão
de alta velocidade (banda larga), para que possa assistir aos programas com
qualidade digital e em tela cheia. 
Por isso, o novo serviço deverá ser oferecido, inicialmente, apenas aos
assinantes que utilizam tecnologias do tipo ADSL (caso do Speedy), Frame
Relay ou, ainda, anéis de fibra óptica - o que deverá aumentar a demanda por
conexões de banda larga.
A disputa por esse mercado, aliás, tende a esquentar ainda muito mais com a
convergência das redes e serviços de telecomunicações, que oferecerá ao
usuário a transmissão de voz, dados, imagens, vídeo e som por um único meio.

A desregulamentação do serviço de telefonia, prevista para 2002 (quando
deixará de ser exclusividade das operadoras de telecomunicações), permitirá
que as emissoras de TV paga, por exemplo, passem a também transmitir voz por
suas redes de cabos. 
Para atender essa demanda, a Motorola apresenta dois novos gateways de
comunicação, que integram os sistemas de telefonia e de internet em uma
única plataforma, utilizando a rede híbrida de cabos e fibra (HFC) das
emissoras de televisão.
GAZETA MERCANTIL - 17/04/2001


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