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*From:* Eduardo Pereira Habkost <[EMAIL PROTECTED]>
*To:* Lista de Usuarios do Slackware Linux <[EMAIL PROTECTED]>
*Cc: *
*Subject: * Re: [slack-users] �rvor e "oficial" d(mais longo)
*Date: * Thu, 26 Jun 2003 11:50:49 -0300

Misfit! Bom rev�-la!  :D

E � bom ver uma resposta com alguma argumenta��o  :)

On Wed, Jun 25, 2003 at 08:22:28PM -0300, [EMAIL PROTECTED] 
</scripts/mail/Outblaze.mail?compose&misfit:linuxmail.org&a&&composeto=misfit%40linuxmail.org>
 wrote:
> Essa � uma boa discuss�o!

Com certeza.  :)


> 
> E isso � �timo! KISS, se quiser mais aplique patches.
> 
> O Slackware n�o imp�e nada ao usu�rio, ao contr�rio de outras
> distros. A liberdade tamb�m faz parte da ess�ncia do Slackware,
assim
> como a simplicidade. Liberdade no sentido em que o administrador
tem o
> total controle sobre o sistema, n�o h� nada obscuro, nem nada
imposto
> por terceiros. Sem amarras.

�timo. Eu acho que dizer que coisas s�o "impostas" e com
amarras � um
pouco de exagero, mas isso � uma discuss�o totalmente diferente na
qual
n�o quero entrar.  :)

Tem coisas que, adicionando ou n�o, n�o fazem muita diferen�a, como
atualiza��o
de drivers, features n�o intrusivas. Isso pode ficar dispon�vel
no meio de um -pre da �rvore do kernel, ir� sair s� no pr�ximo
release est�vel,
mas uma distribui��o pode resolver incluir, enquanto isso.

> 
> >Se o mantenedor de uma distribui��o insiste em utilizar
sempre um 
> kernel
> >desta �rvore, que � um modo de integrar e centralizar o
trabalho 
> feito
> >por v�rios mantenedores, e quer jogar toda a
responsabilidade de que
> 
> Um modo de integrar os trabalhos? Bem, acredito que quando um
release
> � feito na �rvore est�vel do kernel, ele � feito com inten��o de
ser
> usado em produ��o. Pelo que entendi, vc est� negando este fato.

N�o, n�o estou falando que o kernel stock n�o deve ser usado em
produ��o,
mas em casos em que uma a��o r�pida � necess�ria, como fixes de
seguran�a,
que aparecem no meio do desenvolvimento de uma vers�o est�vel, n�o d�
para
ficar soltando releases novos s� pra isso. O kernel est� cada vez
maior,
e quanto mais c�digo, maior a probabilidade de aparecer um problema em
algum ponto em um momento inesperado. E n�o d� para todas vez ser
feita
mais uma vers�o s� com isso. Sendo que � extremamente simples de:

- Se voc� usa um kernel compilado por voc� mesmo, � bom manter-se
informado
  das atualiza��es que tem aparecido, por mais r�pido que o Marcelo
pudesse
  ter sido e liberado um 2.4.21 s� com o fix do kmod, o patch estava
dispon�vel
  h� muito mais tempo, e com certeza voc� j� teria atualizado o
sistema
- Voc� usao kernel de sua distribui��o, e n�o compila o seu pr�prio
kernel. Aguarde
  a atualiza��o de seguran�a da sua distribui��o

Reconhe�o que essa � uma quest�o bem aberta, e que as opini�es podem
ser diferentes.  Muita gente acha que *deve* ser feito um release para
corrigir coisas como esta, reconhe�o que t�m seus argumentos. Mas o
ponto que tento mostrar, � que sempre fazer assim n�o funciona, al�m
do fix do kmod, houveram v�rias vulnerabilidades divulgadas. A� seria
necess�rio
um 2.4.22, depois um 2.4.23. E o desenvolvimento do 2.4.21 que vinha,
vai sendo
jogado para mais tarde?

Al�m do mais, "fazer um release", � apenas criar um tarball
e um patch e
enviar para o ftp.kernel.org.  � por isso que � algo t�o pol�mico,
muita
gente acha s� o fato de criar um tarball "aben�oado" pelo
mantenedor,
mesmo com um fix *pronto* que muitas outras pessoas sabem e s�o
capazes
de aplicar, � essencial. Outros, como eu, acham que isso n�o faz tanta
diferen�a assim, pelas raz�es que coloquei acima.

E estou falando do processo de atualiza��es de seguran�a, n�o da
estabilidade do sistema.  O 2.4 � para ser est�vel e usado em
produ��o,
mas h� casos em que uma a��o r�pida � necess�ria, e ningu�m precisa de
um tarball sendo enviado para o ftp.kernel.org para poder tomar essa
a��o.

> 
> >Acho que falta entender como o processo funciona, que n�o h�
um Deus 
> onipotente
> >que faz as decis�es, que h� v�rios mantenedores que opinam,
que o 
> mantenedor
> >� apenas um integrador dos trabalhos, e que:
> 
> Um integrador? Mas o mantenedor n�o � aquele que *decide* o que
vai
> ou n�o entrar no pr�ximo release? Se � isso, ele n�o � *apenas*
coisa
> nenhuma, ele � grande coisa e muita gente est� aguardando quais
ser�o
> as *suas* decis�es.

�, ele decide, sim. Mas ningu�m nunca disse que precisam ficar
dependendo
dele para ficar liberando fixes que est�o amplamente divulgados por
a�. (�, a quest�o pol�mica do "apenas um tarball enviado para o
ftp",
novamente).

Mas apesar disso, ele n�o � um Deus que vai fazer todas as decis�es. �
uma equipe, e opini�es s�o ouvidas, e pessoas decidem em conjunto. E
eu
nem sei o quanto a decis�o de n�o fazer um release novo, por exemplo,
foi feita apenas por ele, ou foi decidida em conjunto por v�rias
pessoas.

O trabalho maior dele � de integrador. Ele toma decis�es sim, mas a
maior parte das decis�es vai vir ouvindo o que o resto da equipe de
desenvolvedores acha.

> 
> >A responsabilidade de manter atualiza��es de seguran�a � da 
> distribui��o.
> >O mantenedor upstream, seja do que for, n�o s� do kernel,
n�o tem a 
> tarefa
> >de lan�ar mais um release de um tarball, no meio do
desenvolvimento, 
> s�
> >por isto. 
> 
> Mais uma vez vc nega que o kernel "vanilla" foi feito
para ser usado em
> ambientes de produ��o. O Kernel do Linus sempre foi tido como um
kernel
> seguro e est�vel. Isso � a quebra de dogmas.

� o mesmo que falei ali em cima. O kernel "vanilla" � para
ser usado em produ��o,
mas tem casos em que uma a��o r�pida � necess�ria e [...] [coloque a
explia��o
do "apenas um tarball enviado para o ftp", aqui =].

> 
> Quer dizer, dessa forma n�o h� um Linux que "preste",
mas sim uma
> "boa distribui��o Linux". O sistema depende da
distribui��o, do
> distribuidor... O Linux n�o foi feito para ser usado em
produ��o. Se
> isso � verdade, ser� um triste fato.

Sim, � o ponto que falo, e que v�rios discordam: o sistema depende do
distribuidor.  O distribuidor � um modo de reduzir trabalho
duplicado. Se
todo usu�rio fosse pegar o software atualizado direto dos
desenvolvedores,
e se encarregasse de atualizar o mesmo e deixar funcionando no seu
sistema, do mesmo jeito que estava na vers�o anterior, que pode ter
certos par�metros espec�ficos, que voc� escolhe na hora de compilar,
a� sim, ia ser esfor�o duplicado.


> 
> Eu pergunto: se isso � verdade, qual o sentido de se chamar a
�rvore
> de est�vel? Afinal, ela n�o � confi�vel e depende de patches
para se
> tornar alguma coisa pr�xima a isso.

Ela depende em casos inesperados que acontecem, que precisam ser
corrigidos imediatamente, que s�o atualiza��es de seguran�a, que
qualquer
um capaz de pegar o fonte e compilar tem que ser capaz de fazer, e n�o
precisa exigir uma vers�o nova.

> 
> Se realmente quebrarem meus dogmas, est� na hora de ir
acompanhar as
> BSDs e OpenBes pois o Linux est� todo errado (na minha modesta
opini�o).

Bom, eu prefiro o Linux, mas j� h� muuuuuito tempo (bem antes de
algu�m
ouvir falar em 2.4), uma cr�tica frequente do pessoal dos BSDs, ao
Linux,
� que ele � bagun�ado e desorganizado (para os padr�es deles). E isso
n�o
� de hoje, e n�o � s� com rela��o ao kernel. � um efeito do modo como
�
feito o seu desenvolvimento: de modo altamente distribu�do. A mesma
coisa
que faz com que o seu desenvolvimento seja *bem* r�pido, torna certas
coisas desorganizadas, no fim. De quem � a culpa? De ningu�m, ou
melhor:
de todo mundo, as coisas foram crescendo assim. N�o estou dizendo que
isso n�o pode mudar, ou algo do tipo, s� foi um coment�rio, mesmo.


> 
> >>> O pessoal do Debian teve que ir al�m j� que a
distribui��o � multi-plataforma
> >
> >vale o mesmo sobre mantenedores de susbistemas: a
responsabilidade de
> >manter a �rvore para uma determinada arquitetura na �rvore
"oficial"
> >funcionando direitinho, � do mantenedor da arquitetura.
<snip>
> >Para isso que existem mantenedores para cada peda�o, para
eles cuidarem para 
> >as coisas funcionar, e integrar isso na �rvore
"oficial".
> 
> Certo, cada um faz sua parte e assim tudo � integrado na �rvore
> oficial. E tudo fica bem assim.

Exatamente.

> 
> Mas, se � preciso haver um segundo integrador, ou um terceiro,
j� que
> a "�rvore oficial" n�o est� contando com vers�es
razo�veis do kernel,
> ent�o h� algum problema nos prim�rdios dessa integra��o.
Portanto, a
> responsabilidade � do mantenedor. Ele deveria ter integrado isso
direito
> no in�cio para evitar que terceiros tenham que assumir o papel
que cabe
> a ele.

Acho que � esse o ponto. Sempre h� v�rios integradores, gente que vai
pegando trabalhos de determinadas �res, e gente que tem ainda mais
responsabilidade de colocar esse trabalho na �rvore principal. Basta
olhar o arquivo MAINTAINERS.  (-:

E, � bom avisar: n�o estou dizendo que o Marcelo � perfeito, o
trabalho
dele sempre foi �timo, etc. S� estou tentando esclarecer e discutir
algumas coisas, principalmente quanto � vis�o de como o
desenvolvimento
funciona, e de quem � a responsabilidade sober certas coisas.

Por exemplo, o 2.4.21 demorou, mesmo, para sair, pode ser considerada
uma falha do mantenedor, ser lento desse modo. O pr�prio David Miller
tinha reclamado disso na linux-kernel, e parece que isso mudou,
agora.  ;)

Cr�tica � bom, mas n�o quando n�o vira ataque e FUD.

> 
> Quanto ao Alan Cox, acho que n�o faz muito sentido ele achar que
> a distro � a respons�vel pelo kernel, no sentido em que o post
dele
> foi colocado nesta discuss�o. S� se baixou o "espirito
corporativo"
> nele. Afinal, acredito que ele lance os patches do kernel para
deix�-lo da
> forma que ele acha melhor, quer dizer, ele faz um
"assemble" das features
> as quais ele considera mais importante, ou as programa ou o que
seja, para
> que assim a sua �rvore do kernel tenha o que ele considerar o
"melhor".

E tamb�m � um modo de ele colocar certas coisas que ainda n�o foram
bem testadas,
enquanto a �rvore principal est� num est�gio de desenvolvimento em
que n�o
d� para ficar adicionando toneladas de coisas novas e n�o t�o
testadas (sen�o
a vers�o est�vel nunca chega, de tanta coisa).


> 
> Bem, em mar�o surgiu essa discuss�o no LWN: http://lwn.net/Articles/26840/
> O que podemos ver � que com essa filosofia de kernels com bugs e
> o descaso a respeito das necessidade s da comunidade de nada
traz em
> positivo.
> 
> E porque essas compara��es com o mundo real? A Microsoft � o
mundo real
> hoje. E n�o � nada bonito. N�o queria trazer isso para o Linux.
Dizer
> "a realidade � essa" � uma opini�o bastante niilista.
A id�ia por tr�s
> do (GNU/)Linux � *ideol�gica*, e acredito que muitos est�o aqui
por
> raz�es filos�ficas e n�o apenas para fins comerciais. Isso � o
valor
> do Linux: a comunidade. E isso n�o deve morrer porque a
"realidade" n�o
> � essa. Se n�o � essa, vamos lutar para que seja! Lutar para
melhorar,
> pelo ideal do software livre e pela evolu��o da humanidade.
Disseminar
> o Linux n�o porque ele � mais barato, mas porque ele � melhor!
Mas essa
> � outra discuss�o... E est� mais para lista de Debians e
afins... :P

�, mas foi o principal ponto que quis mostrar quando respondi a
mesnagem
do Buick, vejo muito por a� a vis�o de que todo o trabalho com
software
livre � feito pela "comunidade", e que as empresas do
"mundo real" que
trabalham com isso n�o tem import�ncia alguma, isso quando n�o
consideram
que apenas sugam o trabalho feito apenas por volunt�rios.

Sim, a id�ia que come�ou o Linux � ideol�gica, come�ou h� 20 anos com
o Stallman, e o resto da hist�ria a gente conhece bem. Mas hoje grande
parte do que foi est� sendo desenvolvido, vem de empresas, �
financiado
por dinheiro de empresas (governos tamb�m podem entrar nesse grupo de
"empresas"), e vem do tal Mundo Real. E, sendo bom ou n�o,
n�o d� para
simplesmente ignorar isso.

O pr�prio Linus, agora, vai poder se dedicar exclusivamente ao
desenvolvimento do Linux, e por qu�? Porque a OSDL, que � formada por
empresas desse tipo, vai pagar para ele fazer isso. Por isso falei
de "pessoas precisam de dinheiro para comer". Se n�o
tivesse ningu�m
interessado em investir dinheiro nisso, n�o ia dar para o Linus, e
tamb�m
v�rios outros desenvolvedores que fazem muito pelo desenolvimento do
Linux, dedicar tanto tempo e esfor�o para isso.

Sim, o Linux ia sobreviver mesmo sem essas empresas, porque tem gente
que acredita em filosofia. Sim, se n�o fosse pela filosofia, isso nem
teria come�ado. Mas tamb�m, se n�o fosse o dinheiro do "mundo
real", o
Linux tamb�m n�o seria o que � hoje. A gente pode lutar por filosofia,
mas ignorar o modo como as coisas funcionam no nosso mundo pode tornar
essa luta in�til. Imagine que triste se fosse cada vez mais frequente
ver mensagens como esta, em que o mantenedor do Linux Router Project
deixa o projeto, justamente pelos motivos que falei: pessoas tem
certas
necessidades b�sicas para viver, e precisam de dinheiro para
atend�-las.

http://linuxrouter.org/

"I am also now semi-retired as a computer engineer. Aside from
my general
disgust at the computing industry and what the Internet has become,
scrambling around for scrapes of work and praying for the next good
money project that eventually ends suddenly in a few months, just
isn't
keeping food on the table. I've looked quite a bit for some stable
work,
but plumbers make more hourly then Sys Admins in South Florida. Either
I move to California (never!) or move on. I am now reserved to do the
latter. With LRP remaining an unachievable goal I don't even feel much
desire to work with computers anymore."

Confesso que quase d� vontade de chorar lendo algo assim.  :'(

> 
> Abra�os,

Abra�os, e espero que pelo menos alguma coisa, possamos tirar dessa
discuss�o  :)

-- 
Eduardo
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http://www.linuxmag.com.br/mailman/listinfo/slack-users

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