Gustavo,
A minha pequena sugestão é dizer para verificar em /etc/rc.d, os serviços
que não são utilizados (ou pelo menos, são utilizado raramente), e
desabilitá-los, tirando a execução.
Vale a análise de rc.modules, para passá-los como built-in no kernel, o que
deve garantir ganhos. O processo de boot com o kernel huge, ou generic é
basicamente o teste insano de driver x hardware, pra ver qual deles não
retorna inválido. Os que retornarem algo válido, são carregados. Diminuindo
a quantidade de testes, aumenta-se o ganho (obviamente).
Verifique se o seu dispositivo de HD está sendo reconhecido apropriadamente,
através de um hdparm -tT /dev/{s,h}d{a,b,x}. Caso não estiver, o desempenho
da transferência pode estar bem abaixo do normal, o que compromete o tempo
de carga de processos. A receita aqui é parâmetros especiais no lilo, ou
recompilar o kernel. Pode estar havendo algum conflito de driver.
Há outros aspectos a serem avaliados:
Se estiver com a instalação de algum porte do Gnome, dependendo da
distribuição, os temas GTK, e configurações de localização, são
re-atualizados e sobrescritos a cada boot, atrasando o tempo de carga.
Além disso, há alguns comandos como o ldconfig, que podem ser passados para
background, com a colocação do último parâmetro &, em rc.4 (caso seja 4 o
seu nível de init - /etc/inittab)
Há alguns detalhes do boot que eu ainda desconheço, e peço desculpas se
falei alguma besteira aos colegas da lista. Mas não vai conseguir chegar a
algum lugar muito longe, afora esses passos.
Além do tempo de boot, há outras questões a serem observadas em relação a
usar o Slackware no notebook.
Eu acompanho o Slackware desde a versão 10, em notebooks, e tenho observado
alguns avanços. A minha dica é: se tem tempo, paciência, perseverança,
curiosidade, e vontade de aprender, ótimo! Continue com o Slackware que você
vai longe! Quem sabe utilizá-lo, opera qualquer distribuição Linux.
Caso não, faça um dual boot com o Ubuntu, openSuse, ou Fedora, por exemplo,
que oferecem algumas vantagens em relação a facilidades de utilização,
através de scripts e subprogramas que rodam em background, que garantem a
facilidade e agilidade do uso.
Apesar das desavenças com softwares não estáveis e pouco testados, ainda
assim, ganham com a economia de tempo.
Bruno.
2009/5/12 Fabrício <[email protected]>
>
> Ele não deve ter exagerado no tempo de boot não, aqui o Ubuntu da boot
> em 25 segundos isso com a instalação padrão sem nenhuma configuração ou
> otimizalção, meu PC é um Sempron 2400+ com 1GB de RAM, em configurações
> mais atuais o tempo com certeza fica ainda menor.
> > Caros,
> >
> > Ultimamente tenho percebido que o tempo para meu notebook bootar no
> > Slack está um tanto longo demais para meu gosto. Fiz uma instalação full
> > do slackware-current por um pen drive (yeah!).
> >
> > Não me entendam mal! Eu adoro o Slackware, mas minha impressão é a de
> > que o Slackware tem se tornado uma distribuição cada vez mais "pesada"
> > e demorada de carregar. Hoje um colega de trabalho perguntou quanto
> > tempo o meu Slack levava para bootar e eu confessei que isso estava me
> > incomodando. Não creio que o notebook dele seja algo extra-terrestre (e
> > também creio que ele exagerou bastante) mas disse que o Ubuntu dele
> > boota em 15s. Antes de procurar um "buraco portátil" sugeri que o
> > Slackware acaba levando um tempo maior no boot por que sua intenção não
> > é a de ser utilizado em um notebook (sujeito a ligar/desligar várias
> > vezes por dia) mas em um servidor onde (teoricamente) se liga uma vez e
> > se esquece quanto tempo está ligado...
> >
> > Como estou usando um notebook tem um monte de serviços que eu não
> > preciso, como o openldap, o apache, o php, etc. Mas fica então a
> > pergunta: como reduzir significativamente o tempo de boot para uso em
> > notebook?
> >
> > Aguardo comentários!
> >
> > Gustavo
> >
> > >
> >
> >
>
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> >
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