2011/4/18 Carlos São Paulo <[email protected]>:
> Gustavo,
> É verdade o que você diz, mas por comodismo, ignorância ou para manter
> compatibilidade com a maioria dos outros usuários, pelo menos aqui na minha
> empresa ninguém quer saber de um office diferente do MSOffice.
> O que de fato é como estivéssemos preso ao formato da MS.
> csp
>

É mais ou menos por aí mesmo, só que a situação vai depender em que
nível está este funcionário.

O que eu percebo nas empresas que utiliza apenas software proprietário
é o seguinte:

A direção da empresa, em geral, se passa por ignorante em não saber o
que é o software livre. Ou às vezes, possui uma idéia equivocada desta
modalidade de licença.

Os funcionários do setor de TI, por sua vez, em geral costumam ser
cômodos quando a maioria deles possuem apenas conhecimentos em
ambientes Microsoft. É meio óbvio. Eles vão preferir trabalhar apenas
com as ferramentas em que dominam. E aí, juntando com as opiniões
formadas dos diretores, esta empresa provavelmente nunca adotará o
software livre.

Sobram então os funcionários dos outros setores. Eles querem apenas
usar o computador e fazer o serviço deles. Clicar e usar, independente
se o programa utiliza licença proprietária ou livre. O software tem
que funcionar. E aí que está a questão: O que é funcionar?

A partir do momento quando os diretores passam a ter um conhecimento
sólido sobre o software livre e suas modalidades de licenças (seja por
pesquisas na internet, livros etc), a situação começa a mudar. Se
motivação de mudar não vir de cima, fica meio complicado. Eles, os
diretores, tem que ver alguma vantagem em se utilizar o software
livre. Não porque é cool, underground, e sim enxergar a economia que
aquele modelo pode trazer pra empresa dele. E aí, junto com o setor de
TI, terão que analizar caso a caso, ver os softwares que poderam ser
migrados etc etc etc. É uma ação em conjunto entre direção e o TI.
Claro que o TI também tem que estar disposto a realizar este trabalho.

Aí sim. Depois da empresa chegar a conclusão em quais setores e em
quais softwares podem realizar a mudança, partem para uma outra etapa,
que é de como realizar esta migração para causar o menor impacto
possível.

Toda mudança gera um incômodo no primeiro momento, e cabe à empresa
decidir o que é melhor para os seus funcionários. Um exemplo seria dar
uma gratificação salarial, já que a própria empresa irá economizar
bastante com as licenças que deixaria de pagar. Existem diversas
outras maneiras de se atingir o mesmo objetivo.



2011/4/19 Gilberto F da Silva <[email protected]>:
>
>  Nas empresas, os funcionários não tem muito o que quererem. Eles são
>  pagos para trabalharem com as ferramentas fornecidas pela empresa.
>
>

Mais ou menos...

A empresa deve fazer a parte dela de tentar causar o menor impacto
possível ao funcionário.
Tudo bem, concordo que a empresa paga para o funcionário trabalhar com
as ferramenas fornecidas. Porém estas ferramentas tem que funcionar
corretamente para o seu trabalho sair bem feito. Forçar o uso de um
software livre para o resultado final do trabalho sair uma porcaria,
aí é melhor continuar naquele software proprietário.

E tem mais: Demitir o funcionário atual e contratar outro demandaria
treinamento com o novo funcionario e custos de recisão com o antigo
funcionário. Ou seja, mais gastos. Portanto, é interessante pra
empresa tentar fazer o possível para achar um meio para que o
funcionário fique satisfeito com o novo ambiente "livre".


Este assunto é polêmico. E daria para fazer uma enorme thread.


-- 
[]'s
Rodrigo Luiz

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-- 
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