Pessoal, segue um artigo do Prof. Jayme que vale a pena refletir.

Infelizmente em um assalto estupido a 2 meses nos deixou. Este artigo esta
publicado no site da Sucessu e foi preparado para o Semin�rio Gestao de
Projetos (
http://www.sucesusp.org.br/gestaodeprojetos/artigo_jayme_teixeira_filho.html
 ) o qual ele seria um dos palestrantes.


Boa leitura.


O que mais se ouve dizer � que a tecnologia est� mudando o mundo."Tudo est�
mudando" deve ser a frase best seller dos �ltimos anos. Nos questionamos
continuamente sobre mudan�as em nossa vida pessoal, profissional e
organizacional. Os mais filos�ficos se perguntam: mas o que � a mudan�a?
Muitos n�o entendem de onde vem tanta mudan�a. Os acomodados de pronto
protestam: por que � preciso mudar? Aqueles mais competitivos se perguntam
logo: como aproveitar a mudan�a? Muitas pessoas nas empresas est�o sendo
atropeladas pelo pragmatismo e s� tem uma preocupa��o: como fazer a mudan�a?
Os mais c�ticos e amedrontados, por sua vez, s� querem saber como sobreviver
� mudan�a. Mas como lidar com a mudan�a na empresa quando estamos realizando
um projeto de Inform�tica?

Toda �nfase que se v� hoje, na subistitui��o do trabalho manual pelo
intelectual � uma grande mudan�a. Estamos passando da repeti��o pela
inova��o. Se queremos aplicar novas tecnologias na empresa, temos que saber
lidar com mudan�as organizacionais. � uma condi��o que se imp�e, um fator
cr�tico de sucesso. Para a tecnologia ser realmente uma ferramenta de
competitividade para a empresa, � preciso haver mudan�as fundamentais na
forma como a organiza��o operam internamente, e na forma como faz neg�cios
com seus clientes e parceiros. Essas mudan�as essenciais s�o justamente o
que torna dif�cil a transi��o.

Podemos abordar a mudan�a por v�rios �ngulos. Filosoficamente, por exemplo.
O que muda, afinal: � o mundo ou somos n�s? Podemos olhar a mudan�a com os
olhos da Sociologia. Como a mudan�a afeta o nosso grupo e os outros? O que
est� mudando nas nossas rela��es com os outros? Podemos questionar a mudan�a
pela Antropologia. Como essa mudan�a se articula com a nossa cultura? O que
muda nos nossos valores e cren�as? Podemos ainda pensar a mudan�a
politicamente. Que novas rela��es de poder vir�o com a mudan�a? Como a
mudan�a afeta as estruturas de poder atuais? Podemos tamb�m pensar a mudan�a
pela via da Psicologia. Como a mudan�a afeta cada indiv�duo? Quais os
impactos na motiva��o de cada um? Que novas lideran�as ir�o surgir a partir
da mudan�a? Enfim, podemos encarar a mudan�a por diferentes lados. Mas, em
todo caso, a mudan�a � real e n�o pode ser ignorada.

O conceito de mudan�a � central ao entendimento da evolu��o que a sociedade
e as organiza��es est�o passando nessa segunda metade do s�culo. Este
conceito tem sido usado e abusado nos diversos meios de comunica��o, bem
como na literatura recente de Administra��o, Inform�tica, Marketing, etc. A
mudan�a se tornou uma categoria central no mundo atual, intimamente
associada com o comportamento das pessoas na sociedade e nas organiza��es.
Essas mudan�as s�o particularmente incisivas no mundo do trabalho. A
tecnologia est� automatizando cada vez mais atividades, reduzindo as
necessidades de pessoal. As empresas est�o terceirizando cada vez mais
atividades. Os servi�os p�blicos est�o sendo privatizados. Nessas novas
condi��es, o emprego est� desaparecendo e as pessoas est�o buscando novas
maneiras de trabalhar. A organiza��o est� se transformando de uma estrutura
composta de cargos em um campo de "trabalho que precisa ser feito". O que
talvez torne o momento atual in�dito, sob a �tica das organiza��es, � o fato
de que enquanto terra, trabalho, mat�rias-primas e at� o capital podem ser
considerados recursos finitos, o conhecimento � inexaur�vel. A moeda est�
perdendo seu car�ter material, transformando-se em uma mensagem: a moeda
eletr�nica. Nessa perspectiva, todas as �reas da organiza��o precisam ser
repensadas.

Tendo isso em vista, hoje parece que estamos come�ando, ou recome�ando, algo
novo a cada dia. As mudan�as se sucedem e temos que nos adaptar a elas para
sobreviver, para progredir e prosperar. E para isso precisamos de energia,
de �nimo, de motiva��o, de vontade de aprender, de curiosidade pelo novo, de
auto-confian�a e de confian�a nos outros. N�o � f�cil. Talvez as pessoas que
t�m a inova��o como um valor, a curiosidade como um tra�o da personalidade e
a busca do aprendizado como uma disciplina, tenham mais facilidade de
adapta��o. Mas nem todos s�o assim.

As mudan�as que est�o ocorrendo hoje no ambiente de neg�cios muitas vezes
parecem inspiradas num cruel "darwinismo social": a lei da sobreviv�ncia do
mais apto. Em certos ambientes, isso pode levar a uma competi��o interna
exacerbada. Isso � ruim para todos. Para a empresa, ao longo do tempo, essa
competi��o vai resultar em dispers�o de energia desfocada. Para as pessoas
isso vai significar um desgaste desnecess�rio. A verdadeira competi��o,
aquela que vale a pena, � pelo melhor atendimento ao cliente. Ningu�m �
perfeito, ningu�m � completo, e � no esp�rito de equipe que se deve buscar a
transforma��o das dificuldades individuais em compet�ncia coletiva.

A mudan�a n�o � uma quest�o particular apenas da empresa em que trabalhamos
nem do momento atual. Em todo o mundo est�o ocorrendo profundas
transforma��es na forma de organizar o trabalho, e a experi�ncia tem trazido
alguns insights interessantes.

Em primeiro lugar, a pessoa tem que gostar do que faz, do trabalho que
executa, do servi�o que presta e do produto que vende. Nesses tempos de
muita competi��o, em que todos t�m que dar o melhor de si, n�o h� mais lugar
para aqueles que apenas "cumprem o hor�rio" ou fazem estritamente o que �
pedido. � preciso paix�o por aquilo que se faz.

Outra quest�o: resultados s�o mais importantes do que a imagem. N�o basta
dizer para os clientes, internos ou externo, simplesmente: "Mudamos!". �
preciso fazer a mudan�a acontecer no dia a dia, e isso tem que se refletir
em resultados pr�ticos, concretos, vis�veis para todos. A imagem de
compet�ncia - que � fundamental - vem como consequ�ncia dos resultados para
o cliente. � fundamental sair do mero discurso e partir para a pr�tica. N�o
basta apenas discutir a mudan�a internamente, falar da mudan�a para as
ger�ncias ou fazer apresenta��es a respeito para os usu�rios e clientes. �
preciso partir para a pr�tica o mais cedo poss�vel. Quanto mais tempo se
fica s� em discuss�es intermin�veis, pior para o �nimo da equipe e para a
imagem perante o cliente. Mesmo que por prot�tipos, mesmo que de forma
experimental, � preciso partir para mudar as coisas na pr�tica.

Mas, implementar uma mudan�a tamb�m n�o � simplesmente "sair fazendo", cada
um por si, sem planejamento, sem organiza��o, sem controle. Em uma empresa
sempre � preciso um gerenciamento eficaz. Uma meta sem um plano � apenas um
sonho.N�o se trata de burocracia, de controles pesados, nem de uma
parafern�lia de gr�ficos e diagramas. Mas � preciso organizar o trabalho,
definir pap�is e responsabilidades, estabelecer objetivos, criar indicadores
e canais de comunica��o, al�m de implantar mecanismos de controle.
Instrumentos simples, pr�ticos e eficazes.

Um outro ponto fundamental : as pessoas. Toda a mudan�a gira em torno das
pessoas. N�o adianta mudar de sistema, de layout ou de forma de organiza��o,
se as pessoas n�o mudarem. As pessoas t�m que estar convencidas da nova
forma de trabalho, t�m que mudar a maneira de encarar seu pr�prio papel na
organiza��o. Se as pessoas n�o mudarem, tudo o mais ser� apenas superficial,
apenas desperd�cio de tempo, energia e dinheiro.

Como toda mudan�a � dif�cil, mesmo que �s vezes n�o pare�a, motiva��o �
fundamental. Cada um deve enxergar o seu caminho na nova situa��o, deve se
ver em posi��o de sucesso na mudan�a, deve focar nas oportunidades que est�o
se abrindo, mais do que nas amea�as. E com uma perspectiva c�tica de curto
prazo n�o se inspira ningu�m.

� preciso tamb�m ter uma filosofia de trabalho clara, compartilhada e
discutida por todos permanentemente. Isso envolve um determinado tipo de
postura profissional, uma forma de tratar os clientes, um grau de respeito
pelos companheiros de equipe, uma determinada �tica para tratar de situa��es
dif�ceis, enfim, essa filosofia de trabalho traduz a forma como o grupo
encara sua raz�o de ser e a forma como age nos neg�cios.

Por outro lado, � crucial ter capacidade de improvisa��o. � fundamental a
habilidade e agilidade para atuar criativamente em situa��es inesperadas.
Porque planejar � tra�ar um roteiro para a viagem atrav�s da mudan�a, mas
todo caminho tem seus sobressaltos inesperados. No ambiente competitvo
atual, criatividade e imagina��o s�o um poderoso diferencial.

Um �ltimo item, muito importante: divirta-se! Todos passamos uma parte
substancial de nossas vidas no trabalho. O ambiente de neg�cios exige
compromisso, seriedade de prop�sitos e muita dedica��o. Mas se n�o formos
capazes de achar prazer naquilo que fazemos, n�o teremos a paix�o necess�ria
para dar o melhor de n�s. Para o equil�brio psicol�gico necess�rio para
trabalhar sob tanta press�o, todo ser humano precisa ver significado e ter
prazer no que faz. Afinal, a vida � muito curta para ser desperdi�ada
naquilo que n�o damos realmente valor.

Naturalmente, n�o h� f�rmula garantida para o sucesso. � importante ter o
bom senso e a paci�ncia de ouvir. H� muita experi�ncia �til nos livros. As
revistas especializadas e a Internet s�o uma fonte quase inesgot�vel de boas
id�ias. H� uma multid�o de consultores com pontos de vista muito
interessantes. Saber ouvir e ter humildade para aprender � essencial. Mas �
igualmente importante ter a coragem para, depois de tudo, trilhar seu
pr�prio caminho.

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Jayme Teixeira Filho ([EMAIL PROTECTED]) � consultor da Informal
Inform�tica (www.informal.com.br) e colunista da Decidir On Line.


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"Se voc� n�o tem fracassos na sua vida � porque deixou de assumir os riscos
que devia."

Jos� Carlos Schmidt
Analista de Sistemas S�nior
Cel: +55 11 9673-6925

A criatividade � a capacidade de ver algo "comum" de uma forma diferente (
By Denise Linn )
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