pois é, a cada mensagem q envio,10 voltam,e isso tumultua muito a caixa de entrada dos 
emails.o pior, é q quem pos o spam,nao sabe o qto estamos incomodados,pq nao recebem 
nossos emails...é uma bola de neve.

Geraldo Neto <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:  pô, após séculos e seculóres, mandei uma 
msg pra esta tribuna.

Aí me deparo com zilhões de retornos, daqueles maleditos filtros de SPAM do 
Uol. O assunto já foi falado mil vezes aqui, mas as pessoas não se tocam e 
não desabilitam ou não liberam os emalis da Tribuna. Pô: senão quer receber 
emails da Tribuna, basta sair fora.

Já que já foi mais do que esgotado a possibilidade de negociação com essa 
turma, sugiro ao moderador que retire esse pessoal do grupo. Infelizmente 
não vejo saída.

A tribuna já deu uma morrida e, se continuar desse jeito, vai perder mais um 
usuário (eu) :/

----- Original Message ----- 
From: "Geraldo Neto" 
To: 
Sent: Monday, April 10, 2006 10:45 AM
Subject: [S-C] Noca da Portela elege Casa do Samba como a prioridade de sua 
gestão


Fonte: Folha de S. Paulo, de hoje

Músico é secretário da Cultura do Rio
Noca da Portela elege Casa do Samba como a prioridade de sua gestão

LUIZ FERNANDO VIANNA
DA SUCURSAL DO RIO

O samba chegou ao poder no Rio -ao menos por nove meses. A governadora 
Rosinha Matheus empossou na semana passada como secretário estadual da 
Cultura, até o fim de seu mandato, em dezembro, Osvaldo Alves Pereira, o 
Noca da Portela, 73.
Ex-comunista de carteirinha -foi militante do PCB por quatro décadas-, 
ex-seguidor de Leonel Brizola, ex-filiado ao PSB (Partido Socialista 
Brasileiro), Noca se torna secretário em um governo do PMDB, partido ao qual 
cedeu a música "Virada" ("Vamos lá, rapaziada/ Está na hora da virada/ Vamos 
lá, meu povo") na campanha de 1982 -quando apoiou Brizola para governador.
"Não ganhei um tostão e tive poucos agradecimentos do partido. Demorou 24 
anos para eu ter uma resposta satisfatória", diz Noca, que também cedeu "Não 
me Venha com Indireta" para Ulysses Guimarães usar na campanha das 
Diretas-Já, em 1984.
Ele frisa que sua gestão não será voltada apenas para o gênero do qual é 
mestre -53 anos de carreira, 350 músicas gravadas (incluindo sucessos como 
"A Alegria Continua" e "Caciqueando"), seis sambas-enredos vitoriosos na 
Portela. Mas, em uma hora de entrevista à Folha, o que ele mais falou foi de 
sua condição de sambista e de seu desejo de melhorar a situação do samba no 
Estado.
"[O cargo] significa muita coisa para mim e muito mais para o samba" foi a 
primeira frase. "Existem poucos sambistas politizados. E poucos são 
socialistas também. Sinto que os sambistas estão depositando muita esperança 
em mim", disse ainda.
Dados o pouco tempo e a pouca verba que tem para realizar algo, Noca quer 
deixar sua marca, pelo menos, no terreno que conhece bem. Sua prioridade 
maior é concluir a Casa do Samba, projeto que apresentou a Rosinha Matheus 
na campanha de 2002.
É um casarão tombado de quatro andares, na praça Tiradentes (centro), que 
está em obras e poderá ser aberto em agosto ao público como um centro 
cultural dedicado ao samba. "É um projeto para todos, do Paulinho da Viola 
ao Zé do Treco-Treco", afirmou ele, criando um personagem.
Corajoso à beira da subversão nesse quesito, Noca é conciliador à beira da 
ingenuidade em outro: quer pedir às grandes emissoras de rádio que toquem 
samba. "Como estamos dentro do poder, vamos conversar com os diretores de 
emissoras. Não vamos obrigá-los, é claro, mas fazer um apelo. Meia hora por 
dia já ajudava."
Mais viáveis são os projetos de dar algum tipo de apoio às velhas-guardas de 
escolas de samba e promover shows de samba em cidades do interior. "Se eu 
der trabalho para um monte de sambistas, todo mundo vai ficar feliz."
Outras prioridades listadas por Noca ainda dependem de recursos e esforços 
políticos. Uma delas é a criação do Museu do Futebol, no Maracanã. Outra é a 
transformação da antiga casa de shows Imperator, no Méier (zona norte), em 
um centro cultural.
Na última sexta, ele pôs terno e gravata para conversar com o ministro da 
Cultura, Gilberto Gil. "Seria importante ter apoio financeiro do governo 
federal. Aqui [no Estado], as coisas estão no guéri-guéri", disse, 
ironizando a escassez de verbas.


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