Artur do Bem disse:

Não é o fato de cantar axé, que tomara Deus, meu Deus tomara que não aconteça, mas o fato de incluir gente que não é do samba...
Tá ficando igual ao Casa de Bamba...

Você quis dizer o projeto "Casa de Samba"? Se for, confesso que achei legal!
Divulgou pro grande público uma infinidade de sambistas que de há muito ninguém
ouvia, sem falar nos sambas, lindos e esquecidos.

Eu não sei o que se passa na cabeça desses uns e outros que resolvem lançar um cd de samba sem sambistas... Nunca vi lançarem um cd de reagge com forrozeiros, ou um cd de embolada com rockeiros...
Pq que fazem isso logo com o samba???

Acho que você já viu, sim, certamente. Há duas semanas fui para a gravação de DVD de Margareth Menezes,

Putz, tô limado na tribuna! :-)

"não sei quantos anos de samba-reggae", e ela convidou Mateus, último integrante vivo dos Tincoãs, já bem coroa, para homenagear o grupo que marcou sua geração. Foi emocionante! Cantaram "atabaque chora" e outras.

Aliás, ainda bem que não usaram esse critério de vocês, "lé-com-lé-cré-com-cré", quando foram escolher uma cantora para defender "Andança" no festival de 1968. Não era samba, mas botaram uma sambista que ganhou projeção e graças a isso Beth Carvalho está até hoje defendendo nossa música. O que poderia ter sido bastante diferente pro conhecimento do grande público de Cartola, Nelson Cavaquinho, Zeca Pagodinho e por aí vai.

Meu lema é: Mistura que eu gosto.

Abraço,
Cícero


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