Mais um pitaco:
Mesmo admirando tua sinceridade ao reconhecer que não gosta da pegada (no bom
sentido) da turma do Cacique de Ramos, arrisco dizer que esta turma ilustra a
grande capacidade de renovação que o samba possui, o que é a garantia de sua
longevidade. Se ouvirmos com mais atenção os sambas mais líricos de Luis Carlos
da Vila ou de Jorge Aragão, veremos como esta cadência se encontra presente,
ainda que com um "tempero" diferente.
Um grande amigo que muito abrilhantou esta lista, o saudoso Fernando Toledo,
certa vez definiu a bossa-nova como "samba de apartamento"; e ele era um fã
declarado de João Gilberto. Muitas músicas compostas e gravadas por Fundo de
Quintal e Zeca Pagodinho trazem em sua essência o partido alto, gênero que,
segundo o grande Nei Lopes, é o que há de mais nobre no samba.
Agora uma opinião minha: a grande roda de samba é aquela que sabe dosar um
pouco de todas estas tradições, indo das velhas guardas à turma do Cacique,
passando pelo samba urbano de Aldir Blanc, PC Pinheiro e outros mais, sem
deixar de lado o sincopado de Geraldo de Pereira e as novidades da turma da
Lapa, e fazendo reverência ao partido-alto e aos seus mestres, cada vez mais
raros. Salve Aniceto, Geraldo Babão, Xangô e Tantinho !!!
Um abraço,
Wallace
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