Caro Artur,

também acho curiosa essa classificação de um determinado tipo de música ser 
chamada de MPB. Não sei exatamente quando isso começou, mas acredito que a MPB 
tenha sido a sucessora de um "estilo" chamado Música de Festival.

Tinha também um negócio de status. O pessoal da MPB olhava o samba meio de 
cima. Quando pintava um grupo de sambistas num festival, era uma coisa meio 
folclórica, músicas engraçadas e performances "simpáticas". O próprio Paulinho 
da Viola, um dos maiores sambistas de todos os tempos, furou o bloqueio 
mercadologicamente empacotado como MPB. Essa distinção pode ser percebida ainda 
hoje. Existem emissoras de rádio que têm como slogan "cem por cento MPB" e não 
tocam samba. Cem por cento o quê, cara-pálida?

Tem uma história curiosa que eu ouvi. Parece que, durante um dos festivais 
(acho que já era o da Globo), Beth Carvalho foi escalada para defender um samba 
e que aceitou com relutância. O motivo é que ela já era uma conhecida cantora 
de MPB, tendo feito muito sucesso com Andança. Alguém já ouviu falar disso?  

Abraços a todos,

Ronaldo



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