Companheiros, ajudem-me a divulgar. É um trabalho candente, de um casal amigo 
meu, que fez um trabalho para mostrar o Angola do Pós Guerra. Começa esta 
semana.
   
  Exposição Fotográfica e Lançamento do Livro
  Angola – A Esperança De Um Povo
   
  Depois de 14 anos de guerra de independência e mais 27 de conflitos internos, 
finalmente Angola está em paz. As esperanças renascem nos corações e mentes dos 
angolanos.Dois fotógrafos e jornalistas brasileiros percorreram o país e 
mostram uma face diferente dos africanos na Exposição Fotográfica e Livro 
Angola – A Esperança De Um Povo
   
  Finalmente chega ao Rio de Janeiro a Exposição Angola – A Esperança de um 
Povo, de grande sucesso em suas temporadas em São Paulo, Salvador e Brasília. 
Devido ao grande vínculo cultural entre África e Rio de Janeiro, os fotógrafos 
não podiam deixar de levar esta importante mostra fotográfica à capital 
carioca, cidade com a maior colônia de cidadãos de origem angolana no País. A 
nova edição da exposição vai ocupar o segundo andar do Centro Cultural Justiça 
Federal, Av. Rio Branco, 241, Centro, de 27 de outubro a 26 de novembro de 
2006. De terça a domingo das 12 às 19 horas, com entrada franca.
   
  A Exposição e Livro Angola – A Esperança de um Povo são fruto do trabalho dos 
fotógrafos documentaristas Vinicius Souza e Maria Eugênia Sá que percorreram 
diversas cidades do país africano logo após o acordo de paz que deu fim à 
guerra civil. Por intermédio do apoio de entidades como Comitê Internacional da 
Cruz Vermelha, GBECA – Grupo Bíblico de Estudantes Cristãos de Angola, 
Schweizer Allianz Mission (Sole), The Halo Trust (desminagem) e Médicos Sem 
Fronteiras, os fotógrafos chegaram a várias regiões de difícil acesso, 
visitando campos de deslocados, hospitais, campos minados e escolas na capital 
e no interior. O resultado desta documentação fotográfica é revelado nas 60 
fotos em preto e branco e coloridas presentes na exposição e 48 no livro. São 
imagens de esperança, alegria e fé num futuro de paz que finalmente aparecem 
refletidas nos olhos de cada pessoa comum nas ruas das grandes cidades, em 
distribuições de alimento, nos cuidados médicos recebidos e no reencontro
 com familiares.
   
  “A África sempre foi a meca das expedições de fotografia documental. Imagens 
de crianças desnutridas e guerras fratricidas circulam pelos jornais, revistas 
e publicações de todo o mundo de tempos em tempos. Imagens de esperança, 
solidariedade e luta para reconstrução de vidas, entretanto, são bem mais 
raras. O desafio maior, nos parece, é penetrar na alma do povo sofrido para 
resgatar os valores, sentimentos e fé que não foram destruídos pela ganância, 
guerra e desespero. E, obviamente, traduzir tudo isso em imagens fotográficas 
de alto impacto.”
   
  Serviço  Exposição Angola – A Esperança de um Povo
  Quando:          Exposição: 27 de outubro a 26 de novembro de 2006.
                          Terça a domingo das 12 às 19 horas – Entrada franca
  Local: Centro Cultural Justiça Federal, Av. Rio Branco, 241, 2º andar
  Centro, Rio de Janeiro - RJ
  Livro Angola – A Esperança de um Povo
  Vendas: Nas melhores livrarias ou pelo site http://www.carosamigos.com.br
  Produção: Media Quatro – http://mediaquatro.sites.uol.com.br
  Apoio: Sindicato dos Servidores das Justiças Federais do Rio de Janeiro;
  Comitê Internacional da Cruz Vermelha; e TRF Segunda Região
  Sugestão para entrevista e Atendimento à imprensa::
  Vinicius Souza e Maria Eugênia Sá
  Tels. (11) 5093-2855 / 9631-0666
  [EMAIL PROTECTED]
  [EMAIL PROTECTED]

   
  Relato de bordo  “Amigo, Amiga! Me tiras um retrato?”
   
  Antes de embarcamos para Angola, tentamos nos informar o máximo possível 
sobre o país e seu povo. Falamos com refugiados no Brasil, expatriados, antigos 
missionários, afro-portugueses expulsos na década de 70, pessoal de entidades 
humanitárias internacionais e também com nossos contatos dentro do país. Se por 
um lado ouvíamos sobre as dificuldades burocráticas e logísticas do projeto, 
por outro soubemos do carinho e respeito que o povo angolano nutre pelos 
brasileiros. Algo no entanto nos inquietava e podia por em risco toda a missão: 
os angolanos seriam bastante arredios a serem fotografados.
   
  Depois de 27 anos de guerra civil que literalmente colocou milhares de irmãos 
nos exércitos opostos da UNITA e do MPLA, nos pareceu natural o temor de que 
uma fotografia pudesse ser usada para indicar quem é o inimigo e portanto fosse 
perigosa. É fato que principalmente para os mais velhos, pessoal militar e 
policiais, as fotografias continuam não sendo bem vistas. Mas entre os jovens, 
mulheres e sobretudo crianças, o sentimento é exatamente o contrário. Quando, 
com as câmeras a tiracolo, percorríamos as ruas de Luanda, a periferia da 
capital, os campos de deslocados em Huambo, as escolas e mesmo nos hospitais, a 
frase mais ouvida era “Amigo, Amiga! Me tiras um retrato?”
   
  Angola vive hoje um momento diferente, uma mudança completa em poucos meses. 
Seu povo quer mostrar sua cara, se identificar, se conhecer, se enxergar. Não 
como pobres africanos que necessitam de ajuda, mas como um povo orgulhoso que 
enfrenta de cabeça erguida sua difícil situação e tem esperança no futuro 
próximo. A fotografia e o vídeo são também instrumentos dessa mudança. E por 
isso é tão importante colocar seus rostos em película, papel, fita…Somos 
privilegiados em poder compartilhar desse momento histórico e “clicar” a nova 
face de Angola.
   
  Vinicius Souza e Maria Eugênia Sá
   
  Sobre os fotógrafos     Vinicius Souza e Maria Eugênia Sá ([EMAIL PROTECTED] 
e [EMAIL PROTECTED]) são fotógrafos com formação bastante eclética, tendo 
passado por diversas revistas, jornais, agências, etc. Seu maior interesse 
comum, entretanto, é por projetos pessoais de fotografia documental que mostrem 
a vida, as pessoas e os lugares por uma ótica diferente e por vezes não 
convencional. A fotografia de cada um se complementa no outro, somando ângulos 
e estilos. Em sua trajetória já correram o Brasil quase inteiro e também meio 
mundo.     Os fotógrafos já documentaram o cotidiano dos índios Xavantes no 
Mato Grosso e dos Guaranis em São Paulo; o carnaval em Santos (que resultou em 
prêmio e exposição no Banespa); a triste realidade das pessoas afetadas pela 
hanseníase na África e no Brasil; blueseiros de rua, artistas consagrados e 
público no Jazz Fest de New Orleans; a plasticidade das esculturas tumulares de 
vários cemitérios no Brasil, Europa e África; os
 esfumaçados bares de música de Praga; os trabalhadores na Romênia e Hungria; 
reminiscências do gueto judeu de Terezin, na República Tcheca, depois 
transformado em campo de concentração para alemães; o desejo de liberdade na 
parte da Caxemira ocupada pela Índia; a violência urbana na Colômbia que mata 
mais que a guerra civil e o tráfico de drogas; e muito mais.   
  Entre os seus projetos atuais estão a continuação do trabalho sobre o impacto 
das minas terrestres na América Latina, que já rendeu diversos artigos e 
exposições no Peru, Venezuela e Espanha; a publicação de um novo livro sobre 
este tema ainda em 2006; e uma documentação mais profunda de conflitos 
escondidos: guerras atuais esquecidas pela mídia e portanto ignoradas mundo 
afora.
   
  Mais informações no site: http://mediaquatro.sites.uol.com.br


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