E Neguinho da Beija-Flor?! O sujeito canta Angela e eu fico até sem onde enfiar 
a minha cara. Afinal, homem que é homem só chora de conjuntivite...
   
  Um abraço,
  Jorge Moraes

Gabriel Gomes <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
                Jorge, 
   
  Aqui nas rodas de Brasília tenho notado que esse pessoal tem ganhado espaço 
nos repertórios. Ainda que esporadicamente, é comum ouvir alguma coisa desses 
artistas, principalmente Agepê, Benito de Paula e Luís Airão. Pena que só se 
tocam as músicas de maior sucesso, mas já é um começo, principalmente na 
tentativa de se quebrar o preconceito que alguns ainda demonstram com essa 
outra faceta do nosso samba.
   
   
    Abraços,
   
  Gabriel Gomes
   
   

  -----Mensagem original-----
De: Jorge Moraes [mailto:[EMAIL PROTECTED] 
Enviada em: terça-feira, 24 de outubro de 2006 08:24
Para: Eduardo S. Martins; Gabriel Gomes; Tribuna
Assunto: Re: [S-C] Pagode= Jazz + Bossa
   
    Edu, Gabriel:

     

    Outro dia, aqui no Rio, tive o privilêgio de ir a um samba (do Mosaico 
Urbano no Verti Verde em Botafogo) e me sentar na mesa ao lado de dois 
compositores bem diferentes: o Nélson Rufino, cheio de sucessos na voz de 
Roberto Ribeiro, e o Antônio Carlos, daquela dupla com Jocafi.

     

    No final do samba, depois de tomar todas e ainda tomar coragem, fui 
cumprimentar os dois pela conversa que trocaram o tempo todo (e que eu tive a 
indelideza de ficar escutando, seja pelo interesse, seja por falta de espaço 
mesmo) e insiste com o Antônio Carlos: a obra dele e do Jocafi merece uma 
releitura.

     

    Sei, por discussões anteriores, que tem gente nessa lista que vai dizer que 
eu estava muito bêbado mesmo, pra propor reler Antônio Carlos e Jocafi. Mas é 
que eu acho isso mesmo. Acho que aquele povo que manteve o samba nas rádios no 
final da ditadura e início da abertura ficaram um tanto quanto rotulados. Mas 
assim como vocês lembraram o Agepê, tem o Luiz Airão, tem o Benito de Paula, 
tem a dupla Antônio Carlos e Jocafi, que tudo bem não eram da raiz baiana de um 
Nélson Rufino, e eram crescidos demais para virarem um pouco depois afilhados 
de Beth Carvalho, mas fazem parte da família do samba. Roqueiros é que não 
são...

     

    Abraços,

    Jorge Moraes

    

"Eduardo S. Martins" <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

    Bem lembrado Gabriel, eis aí um belo exemplo de um sambista que fazia 
sucesso comercial sem ser chumbrega como o SPC e quejandos.
valeu!
Eduardo Martins

"...Moro onde não mora ninguém
onde não passa ninguém
onde não vive ninguém
e lá onde moro...."


----- Original Message ----- 
From: "Gabriel Gomes" 


Agora uma coisa é certa:

Se o Agepê tivesse gravado "... aí eu me afogo num copo de cerveja...", sucesso 
do SPC, ia ter muita gente aqui na tribuna dizendo que gosta!!!!!!!!!!


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