Hoje não sou mais um fã do Fundo de Quintal como já fui em outras épocas.
Dificilmente entraria numa loja de CD's e compraria algum deles. Respeito a
instituição de Samba que é o FDQ, mas deve-se conhecer sambas ainda mais
antigos que justificam e explicam a origem de muita coisa que o Fundo fez e a
eles foram dados os créditos de descobridores ou inventores. Ao conhecer
Cartola, João Nogueira, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho,
Nelson Gonçalves, Noel Rosa, Nei Lopes, analisar profundamente os trabalhos do
Zeca e entender as obras do Arlindo, muito inspiradas em Candeia torna-se
possível perceber que o "novo" (coisas "criadas" pelo FDQ) não são tão
novidades assim. É apenas uma reedição. Traduzindo: é como se descobríssemos
algo (no caso um grupo) que inventa coisas novas e lindas que nos enchem de
encanto e no auge de nossos devaneios, descobrimos antecessores que faziam o
que é feito, e muito melhor. Axés do FDQ como Mistura de Pele, Não tá nem Aí
denigrem
a imagem de um grupo que se diz de samba e atualmente não grava mais eternos
sambas como Romance dos Astros, Minhas Andanças, Lucidez, Palco Iluminado,
Enredo do meu samba, entre outros. Temos que nos contentar com um partido como
Pela Hora, carro chefe e melhor faixa deste CD de mesmo nome.
DIEGO MACHADO
GRUPO 4 TONS
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