Pessoal!

A Marisa Monte não é sambista, portanto não deve ser apreciada como tal. Seus serviços prestados ao estilo, entretanto, são imensos e só quem não entende de música para questionar isso.

Mesmo não sendo sambista, qualquer disco dela com sambas dá de DEZ naquela mesmice dos discos de Beth Carvalho tipo "Beth interpreta Nelson Cavaquinho", "Beth interpreta Cartola", que mesmo dotados de autoridade sobre o assunto não acrescentam nada e são bastante conservadores nos arranjos, na proposta, no conceito. Isso sim é ser cafona.

Eu não costumo me manifestar muito nessa coluna, mas hoje fui tomado por um sentimento de descontentamento com o conservadorismo fundamentalista da MAIORIA do pessoal que se diz fã do "samba de raiz", querendo dizer o que é e o que não é samba. Esquecem que Pixinguinha introduziu o jazz no samba sem que isso manchasse o samba, pelo contrário, só o qualificou. Samba é mistura, desde o começo: violão europeu, tambores africanos, etc. Isso, por si só, deveria calar a boca dos defensores do tal samba "puro".

E tem mais: me enjoa essa mania dos tribuneiros de ficarem alegando questões de gosto e emoção para analisar música. Isso é a base da experiência sonora, mas não da análise musical, que se faz SIM com critérios técnicos e objetivos. Eu mesmo gosto de discos que sei que são uma bosta, bem como não aprecio alguns que dou nota DEZ. Portanto, não confundam as coisas. Acho que falta maturidade ao apreciador médio de samba, que se reflete nesse espaço virtual.

Abraço,s
MARCELLO CAMPOS

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