Carolina, eu insisto na leitura do livro "Quem manipula quem? - Poder e massas
na indústria da cultura e da comunicação no Brasil", de Ciro Marcondes e
Juvenal Rodrigues filho, muito esclarecedor a respeito deste tema. Eu tinha uma
vizinha cujo quintal dava na janela do meu apartamento e que me atualizava com
as novidas das paradas, Bruno & Marrone, Calipso, Latino, Éguinha Pocotó, Tati
Quebra Barraco, o melhor do rodeio, pra mim era uma tortura, mas não acho que
se trate de uma pessoa manipulada pela mídia, ela gosta mesmo daquelas músicas,
razão pela qual não nos cabe a pretensão de sermos a vanguarda que vai instruir
o povo a ouvir aquilo que nós definimos como "música de qualidade". Isso é
ilusão.
abs.
Eduardo Martins
>
>
> ----- Original Message -----
> From: "Carolina Machado SEMAD" <[EMAIL PROTECTED]>
>
> Grande Caio,
>
> Assino em baixo em relação ao seu ponto de vista. É lógico que cada um tem
> liberdade para escolher o que gosta, mas acredito que gosto se discute sim.
> Temos a obrigação de respeitar sempre; por mais ridículo que possa parecer,
> mas que é desanimador, isso é. A solução para isso seria a longo prazo e
> cuidando da formação musical de nossas crianças, porque elas repetem o que
> os pais ouvem e nós temos a responsabilidade de mostrar algo a mais. A
> oferta de porcarias no mercado é absurda e o consumo idem. As massas
> infelizmente consomem o que os meios de massa oferecem, num loop
> interminável de consumo inútil e perigoso, me pergunto até onde iremos com
> esse furacão...
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