Luís, vamos lá, com um pouco de atraso...

A minha intenção na verdade não foi desvalorizar a lambada, mas
enaltecer a salsa. Gosto de ver uma salsa em linha bem dançada e quando
vou a um show de música caribenha é isso que espero ver. Além da pparte
da dança, a salsa é riquíssima em termos musicais e me incomoda um pouco
ver que as pessoas confundem o ritmo com a lambada.

Não acho nem certo, nem tampouco bonito uma lambada dançada ao som de
salsa. É o mesmo que dançar gafieira ao som de forró, bolero ao som de
soltinho, e por aí vai. Sem querer pecar pelo excesso de purismo, acho
que em determinados casos o melhor é cada macaco no seu galho.

Talvez por isso não me desça esse tal de zouk. Na verdade, ao meu ver,
não existe uma dança com esse nome por aqui. O que se dança no Brasil é
lambada ao som de zouk, com algumas adaptações. Por isso essa confusão
com os nomes, mas na verdade é tudo lambada.

Bom, você pediu referências sobre o zouk. Vou falar mais ou menos o que
eu aprendi sobre o ritmo.

O Zouk nasceu de uma mistura de ritmos, músicas e estilos africanos,
caribenhos e europeus. Inicialmente, fez muito sucesso nas Antilhas
francesas, Guadalupe e Martinique, Paris, África Ocidental, além de
Moçambique, Angola, Cabo-Verde.

Depois sofreu influências do merengue da República Dominicana, da rumba
de Cuba, do reggae da Jamaica, do beguine da Antilhas francesa e,
finalmente, do calipso em Trinidad e Tobago.

No Brasil começou a ganhar força no final dos anos 90.



Pra quem não conhece zouk é isso aí:
http://www.youtube.com/watch?v=JRnJ5rfWVqU

Mais referências aqui:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Zouk
http://www.zoukcaribe.com.br

e principalmente aqui no oráculo:

http://www.google.com.br


Aquele abraço,
Gabriel Gomes




Em Sáb, 2007-06-30 às 19:47 -0300, Alma escreveu:
> Olá Gabriel, muiiito legal seu texto sobre as drogas.
> 
> Aproveitando que consegui finalmente me apresentar, vou passar algumas 
> informações sobre a dança lambada.
> 
> Fico um pouco triste de ver o próprio brasileiro, geralmente por
> desconhecimento, desvalorizar o que temos de bom e o desconhecimento, assim
> como aconteceu com você até conhecer o choro, leva normalmente a conclusões 
> precipitadas.
> 
> A dança lambada, a despeito da música, é de altíssima qualidade, é o carro
> chefe das danças brasileiras pelo mundo. É muitíssimo mais conhecida que o
> samba de par.
> No Brasil (principalmente o estilo carioca), vem ganhando cada vez mais 
> espaço, mesmo que
> erradamente chamada de lambada zouk, lambazouk ou zouk.
> 
> Fiquei, ao contrário de você, muito feliz, em saber que além de dançarmos
> hoje a lambada em músicas como zouk, kizomba, rumbas flamencas, sambras, 
> forrós em pops brasileiros e estadunidenses, também há quem use as músicas
> comumente chamadas de salsa para mostrar essa nossa criação.
> 
> Para os que se interessarem em saber mais sobre esse temperado assunto, 
> envio texto no fim da mensagem.
> 
> Solicito ainda ajuda à todos os que puderem dar referências sobre as danças
> brasileiras e sobre a dança caribenha zouk.
> 
> Abraço,
> Luís Florião
> 
> 
> 
> ----- Original Message ----- 
> From: <[EMAIL PROTECTED]>
> To: <[EMAIL PROTECTED]>; <[email protected] >
> Sent: Thursday, June 14, 2007 2:22 PM
> Subject: RES: [S-C] Re: Fundo-de-Quintal
> 
> 
> O pessoal de Salvador pode confirmar. Lá tem um grupo fantástico chamado
> Salsalitro, liderado pelo vocalista e compositor uruguaio Jorge Zarath. Os 
> melhores metais de salsa do Brasil, com certeza. O interessante é que o
> Zarath sobrevive fazendo música baiana, sendo responsável por quase metade
> dos sucessos do carnaval baiano (leia-se axé) há um tempo atrás. Tive 
> oportunidade de assistir a vários shows deles, sempre com bom público,
> apesar de nada comparado às bandas de axé.
> O triste é ver o povo dançando lambada ao som de Célia Cruz, Elvis Crespo,
> Rubén Blades, Tito Puente... 
> Ainda bem que eu não assisti esse tal de capim cubano. Não quero nem
> imaginar.
> 
> Aquele abraço,
> Gabriel Gomes
> 
> 
> -----Mensagem original-----
> De: [EMAIL PROTECTED]
> [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Leonardo Braga
> Enviada em: quinta-feira, 14 de junho de 2007 14:07 
> Para: Tribuna
> Assunto: Re: [S-C] Re: Fundo-de-Quintal
> 
> Olá Sonia,
> 
> pavoroso mesmo, mais um rostinho bunitim perpetuando a má execução, aqui
> em Natal tem um grupo que toca musicas "latinas" chamado Perfume de Gardênia 
> e tem em seu quadro músicos fantásticos como Beethoven (saxofonista que já
> tocou inclusive com Cidade Negra) e Jubileu (um dos maiores guitarristas
> desse nosso país, infelizmente ou felizmente ainda não descoberto pelas 
> grandes gravadoras e bandas) e pra variar a galera daqui naum valoriza muito
> pq naum é modismo, prefere ir ao um showzim de Capim Mundano, ops Cubano do
> que ir a um SHOW do Perfume, que podemos aplicar no mais amplo sentido da 
> palavra Show.
> 
> É isso
> 
> Sonia Palhares Marinho <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> Gente:
> 
> 
> Esse Capim Cubano é pavoroso!!! Aquilo é uma agressão à música caribenha. 
> 
> 
> Sonia Palhares (BsB-DF)
> 
> 
> >From: "Caio Pontual"
> >To:
> >Subject: Re: RES: [S-C] Re: Fundo-de-Quintal
> >Date: Tue, 12 Jun 2007 12:22:49 -0300
> >
> >É até engraçado alguem dizer que o Só Prá Contrariar faz SAMBA e esse grupo 
> >Capim Cubano faz uma imitação de música caribenha para aproveitar o sucesso
> >que esse gênero esteve fazendo por aqui nos últimos meses, mas como todo
> >modismo é PASSAGEIRO ... (ainda bem) .... esse tambem está passando. 
> >Caio Pontual
> >
> >
> >----- Original Message ----- From: "Alex Mariano Carneiro"
> >
> >To: "Wagner Freitas" ;
> >Sent: Monday, June 11, 2007 3:32 PM
> >Subject: RES: RES: [S-C] Re: Fundo-de-Quintal 
> >
> >
> > Ontem eu vi outro grupo no Faustão que também não é do Rio, mas tem
> >tudo pra fazer sucesso aqui apesar de não ser de samba: CAPIM CUBANO!!!
> 
> 
> 
> 
> 
> 
> --------------------------------------------------------------------------------
> 
> Para Quem Gosta de Lambada e Zouk
>  
> Muitos acreditam que a lambada - música e dança - sejam produtos culturais do 
> Caribe. Também há aqueles que acreditam que lambada e zouk sejam nomes 
> diferentes para o mesmo ritmo e dança, mas nada disso é verdadeiro. Para 
> entender como surgiu a lambada e desfazer essa confusão é preciso saber um 
> pouco mais, separando danças e músicas nesse caldeirão de ritmos.
>  
> Os Caribes e a Lambada
> Em vez de Caribe, o mais correto seria a região chamar-se "Os Caribes", 
> considerando que as ilhas foram dominadas por diversos povos europeus, dando 
> características muito diferentes a cada uma delas. Os Caribes seriam quatro: 
> o espanhol, o francês, o inglês e o holandês.
> Todos têm em suas culturas, em maior ou menor grau, influência dos nativos, 
> dos colonizadores e dos africanos.
> Na música, isso representou uma enorme diversidade, mas com um detalhe: quase 
> todos os países utilizam principalmente os instrumentos de cordas que vieram 
> da Europa e a percussão africana (basicamente do povo Yorubá).
>  
> A Música Zouk
> A música caribenha, que é também ingrediente de diversos ritmos brasileiros, 
> sempre exerceu grande influência no norte do Brasil, em especial no Maranhão.
> O zouk é uma dessas músicas. Forte onde ocorreu colonização francesa como a 
> Martinica e Guadalupe, é cantado normalmente em creòle, uma mistura do 
> francês com línguas africanas. Estudiosos acreditam que a sua base rítmica 
> seja oriunda da cultura árabe. Esta mesma base é encontrada também em vários 
> países como Espanha e Portugal, no continente africano e em praticamente toda 
> a América.
> Uma das versões sobre o surgimento da música zouk afirma que ela foi criada 
> para divulgar a Martinica e ter, a exemplo de Cuba, influência cultural na 
> América Latina. O resultado foi apenas parcial: conseguiram que o ritmo se 
> espalhasse pelo mundo, mas como isso ocorreu a partir da França, em diversos 
> lugares, inclusive no Brasil, muitos passaram a acreditar que a música seria 
> francesa.
>  
> A Dança Zouk
> O zouk - que significa festa - é uma dança muito parecida com o merengue, 
> praticada no Caribe, principalmente nas ilhas de Guadalupe e Martinica.
> É dançado trocando o peso basicamente nas cabeças dos tempos musicais e sua 
> coreografia é pouco elaborada.
>  
> A Música Lambada
> Surgida no Pará, a música lambada tem base no carimbó e na guitarrada, 
> influenciada por vários ritmos como a cúmbia, o merengue e o zouk.
> Diversos relatos de paraenses contam que uma emissora local chamava de 
> "lambadas" as músicas mais vibrantes. O uso transformou o adjetivo em nome 
> próprio, batizando o ritmo cuja paternidade pode ser creditada ao músico 
> Pinduca.
> O novo nome e a mistura do carimbó com a música metálica e eletrônica do 
> Caribe caiu no gosto popular.
> O grande sucesso, no entanto, aconteceu após a entrada de empresários 
> franceses no negócio, que de uma só vez compraram os direitos autorais de 
> centenas de músicas. Com uma gigantesca estrutura de marketing e bons 
> músicos, o grupo Kaoma lançou com êxito a lambada na Europa e outros 
> continentes. Adaptada ao ritmo, a música boliviana "Chorando se foi" 
> tornou-se o carro chefe da novidade pelo mundo.
> Seguiu-se um período intenso de composições e gravações de lambadas tanto no 
> mercado interno quanto externo. Dezenas de grupos e diversos cantores pegaram 
> carona no sucesso do ritmo, incrementando suas carreiras, como foi o caso de 
> Sidney Magal, Sandy e Jr, Fafá de Belém e o grupo Balão Mágico. É uma 
> história recorrente, onde apenas mudam os personagens: a valorização do 
> produto brasileiro se dá somente após a vitória no exterior.
> Depois dessa fase de superexposição, como acontece com quase todas as boas 
> novas de ontem, deu-se um natural desgaste com a conseqüente queda nas vendas 
> até o cessar da produção.
>  
> A Dança Carimbó
> Antes de falar sobre a dança lambada lembramos uma de suas raízes: o carimbó. 
> Dança indígena, pertencente ao folclore amazônico vem sendo dançado por lá há 
> séculos. Ascendente direto da lambada é, na forma tradicional, acompanhado 
> por tambores de tronco de árvores afinados a fogo, tendo como principais 
> características: movimentos onde a mulher tenta cobrir o homem com a saia, 
> muitos giros e rotações de cabeça.
>  
> A Dança Lambada
> A dança lambada teve sua origem no norte do Brasil, a partir de uma mistura 
> da dança carimbó com danças nordestinas e ainda algumas figuras do maxixe 
> como o balão apagado. Em sua primeira fase chegou até o Nordeste, mas, sem 
> fincar raízes. Nesse período a lambada tinha como principal característica os 
> casais bem próximos.
> Em seguida, ela chega a Porto Seguro e se desenvolve. Como referências cito 
> as casas Lambada Boca da Barra em Porto e o Jatobar em Arraial D'Ajuda - onde 
> desde o início também as Rumbas Flamencas (então chamadas de lambadas 
> espanholas) e os zouks (então chamados de lambadas francesas) serviram para 
> embalar os lambadeiros.
> No fim da década de 80 veio o sucesso mundial que aconteceu graças à grande 
> promoção feita pelo Kaoma, que contava com dançarinos brasileiros em seus 
> shows. No exterior e aqui, a lambada (dança e música) tornou-se um fenômeno 
> de vendas e em pouco tempo passou a marcar presença em novelas (ex. abertura 
> da Rainha da Sucata da rede Globo de 1990), filmes e praticamente todos os 
> programas de auditório - É a hora dos grandes concursos, shows etc. A 
> necessidade do espetáculo faz com que os dançarinos criem coreografias cada 
> vez mais ousadas, com muitos giros e acrobacias.
>  
> A aparição do novo estilo, a lambada carioca
> Depois de vários anos nos topos das paradas de sucesso pelo mundo, a música 
> lambada entrou em crise e parou de ser gravada. Os Djs das boates 
> aproveitaram então para simular o enterro do estilo musical.
> A dança perdeu destaque, mas sobreviveu, pois já haviam sido feitas nas 
> lambaterias muitas experiências com variados estilos de música que tivessem a 
> batida (base de marcação) que permitisse dançar lambada, só para citar um 
> exemplo, a banda de rumba flamenca Gipsy Kings teve vendagem significativa no 
> Brasil por conta da dança. Então as músicas francesas, espanholas, árabes, 
> estadunidenses, africanas, caribenhas etc. garantiram a continuidade do 
> estilo de dança. De todas as músicas, o zouk foi a que melhor se encaixou, 
> tornando-se, a preferida para se dançar a lambada.
> O fato de se passar a dançar em músicas com um andamento mais lento, com mais 
> tempo e pausas que praticamente não existiam na música lambada, permitiu 
> explorar ao máximo a sensualidade, plasticidade e beleza da nossa criação. Os 
> movimentos ficaram mais suaves e fluidos, modificando-se à medida que a dança 
> foi incorporando e trocando com outras modalidades, a relação interpessoal 
> voltou a ganhar valor e as acrobacias ficaram praticamente exclusivas para os 
> palcos. Contribuíram ainda diversas pesquisas, até fora da dança de salão, 
> como por exemplo, as de contato e improvisação.
> A casa noturna Ilha dos Pescadores (Barra da Tijuca - Rio de Janeiro), 
> comandada por Tio Pio e norteada pelo lema: enquanto um lambadeiro existir, a 
> lambada jamais morrerá, manteve por quase todo o tempo que a lambada esteve 
> fora da moda os domingos direcionados para essa dança, e é nesse ambiente de 
> resistência que se consolida a transição da lambada de Porto Seguro para a 
> lambada carioca. 
> Hoje, no início do séc XXI, temos o estilo de Porto Seguro (geralmente 
> chamado de lambada) que preferencialmente usa as músicas mais rápidas 
> (lambadas, zouks, músicas árabes...), muita energia, giros múltiplos da dama, 
> muita oscilação dos ombros e dando a ênfase do movimento nos tempos pares da 
> música*1 ou intercalando nos pares e ímpares e o estilo carioca (chamado 
> muitas vezes de lambazouk, lambada zouk, zouk, zouk love, zouk brasileiro, 
> zouk carioca e outros muitos nomes) que normalmente usa músicas lentas como o 
> zouk love e a kizomba (love), é mais sensual, com muitas espirais, torções de 
> tronco, contato e tem a ênfase do movimento nos tempos ímpares*1. Constato 
> ainda grande mistura entre os dois estilos e alguns subestilos.
>  
> Reconhecimento
> A cada dia, mais brasileiros e estrangeiros dão o devido reconhecimento e 
> valor à nossa cultura. A dança lambada vem se mostrando um grande incremento 
> profissional, no biênio 2006/2007 registramos cerca de dez diferentes eventos 
> pelo mundo, que têm essa dança como destaque - concursos, encontros, 
> palestras*2 e congressos como o Br Danças no Rio de Janeiro, o de Barcelona, 
> o de Brasília e o de Porto Seguro.
> Encontramos bailes especializados e professores em diversos estados e nos 
> mais variados pontos do planeta e ainda que chamem equivocadamente a dança 
> lambada de zouk, muitos viveram e vivem dela. Interessante também citar que 
> muitos professores vêm se reunindo para criar formas de divulgações em comum.
> De toda essa história ficaram ótimos frutos, por exemplo: uma boa parte dos 
> talentos da dança de salão de hoje, surgiu a partir da lambada; a 
> apresentação da dança a dois aos mais jovens; a visibilidade internacional 
> conquistada - a lambada é a nossa dança de par mais conhecida no exterior 
> (mais até que o samba) e principalmente o resgate do direito, perdido a 
> décadas, de dançar abraçado.
>  
> Luís Florião - Professor de lambada e idealizador do Movimento Lambada Brasil
>  
> 
>  Algumas Referências:
> Bibliografia 
> Livros mais relevantes: 
> Samba de Gafieira - Marco Perna; 
> Da modinha à Lambada - Tinhorão;
>  
> Textos selecionados: 
> História da Lambada - Chico Peltier 
> História da Lambada e do Zouk - Luís Fernando de Sant'Anna 
> Manifesto da Lambada-Zouk - Anibal Bentes 
> Lambada / Zouk - Andrei Udiloff 
> Minha Vida se Confunde com a Lambada e o Zouk - Jairo Brasil 
> Mestres da Tradição 
> Zouk ou Lambada? - Marta Ribeiro 
>  
> Matérias selecionadas: 
> Dança e Saúde - Depois da Lambada e da salsa, é a vez do zouk -  Aníbal 
> Feifer 
> Jornal Dance News - Existe uma dança chamada zouk? - Marco Perna 
> Fantástico - Maurício Kubrusly descobre o zouk - Maurício Kubrusly 
> Fantástico - No Ritmo do zouk 
> Carimbó - www.amazonia.com.br/folclore/dancas.asp 
> Dança do Carimbó - www.citybrazil.com.br/pa/belem/folclore.htm 
> Jornal Dance News (2006) - 
>  
> Entrevistas e pesquisas de campo também ajudaram a construir esse trabalho.
> 
>  
> *1 - Chamo de dançar no ímpar quando, tendo como referência o início das 
> frases musicais, os dançarinos utilizam os tempos ímpares (1, 3, 5 ou 7) para 
> dar a ênfase do movimento e fazer os afastamentos das pernas, assim trocamos 
> o peso no "1", no 2" e no "e"; no "3", no "4" e no "e", assim por diante. 
> Dança no par, quem dá as ênfases nos pares, trocando o peso no "1", no "e" e 
> no "2"....
>  
> *2 - Registro de reuniões ou palestras sobre o nome e/ou história da lambada:
> 1o Congresso Lambazouk de Barcelona (2004) - reunião professores 
> 1o Congresso de Lambada e Samba de Londres (2004) - reunião professores 
> 1o Br Danças - Congresso Internacional de Danças Brasileiras (2005) - 
> palestra 
> 1o Congresso Internacional de Zouk em Brasília (2005) - palestra 
> 1o Curso de Extensão em Dança de Salão - Rio de Janeiro (2005) - palestra 
> Pós Graduação em Dança de Salão da Famec - Curitiba (2006) - palestra 
> 3o Minas Zouk (2006) - mesa redonda com professores 
> 1o Zouk´n Rio (2006) - palestra 
> 2o Congresso Internacional de Lambada Zouk de Porto Seguro (2007) - reunião 
> professores
> 
> --------------------------------------------------------------------------------
> 
> A nova explosão da lambada
>  
> Quem não se lembra da lambada? Uma dança expressiva, de movimentos sinuosos 
> que realçam a beleza da mulher. Uma dança brasileira que foi febre mundial 
> nos anos 80/90. Pois é, depois que a música deixou de fazer sucesso, a dança 
> não perdeu força, pelo contrário, está mais linda que nunca e hipnotiza 
> platéias no Brasil e no mundo.
>  
> "A experiência de divulgar a nossa cultura é muito gratificante, vimos, 
> quando fizemos a primeira turnê na Europa, em 2004, a nossa cultura 
> respeitada e valorizada, vimos lindas apresentações de lambada, feitas por 
> japoneses, argentinos, espanhóis, surinameses, angolanos... vimos ingleses 
> dançando como nós, e vimos principalmente um grande amor e curiosidade pelo 
> que é brasileiro. Mais que uma vez encontramos europeus falando português com 
> sotaque brasileiro. Gente que já veio diversas vezes aqui, ou que sonha vir", 
> explica Adriana.
>  
> A essa altura, o leitor pode estar surpreso, imaginando japonesas com sainhas 
> rodadas dançando ao som de "Chorando se foi", o maior hit fonográfico daquela 
> época. Mas nem Beto Barbosa, nem Kaoma fizeram parte do repertório.
> Hoje, dança-se ao som de pops internacionais de Madonna, Cher, Santanna, as 
> músicas árabes com influência cigana são das mais bonitas para se dançar 
> lambada. Nas pistas há ainda a kizomba africana e principalmente o zouk 
> caribenho. Todas essas músicas, e outras, das mais diversas procedências, têm 
> uma marcação rítmica em comum, a mesma da lambada. A nossa dança hoje, é uma 
> semente verde-amarela espalhada pelo mundo.
>  
> Ah, sobre as sainhas das moças e calças largas e estampadas dos rapazes? Pode 
> esquecer também, a lambada atual tem outro visual.
>  
> Devido à música lambada ter sido considerada "fora de moda" e de não ter sido 
> mais gravada com esse nome, muitos dançarinos passaram a dar outro nome à 
> dança que praticavam. Há quem diga que está dançando zouk, lambazouk, 
> lambada-zouk e ainda outros 24 títulos.
>  
> Informar ao grande público, livrar-se de estereótipos muitas vezes até 
> pejorativos e definir uma estratégia mundial de divulgação da lambada será 
> novamente tema nas discussões com os professores europeus. 
>  
> "A nossa preocupação é que se perca a referência brasileira. No Rio e em São 
> Paulo encontramos muito jovem que dança lambada e pensa que dança zouk. Não 
> gostaria de ver nossa arte divulgada como produto caribenho ou francês, mas 
> infelizmente, já aconteceu, e num programa de TV com grande audiência em todo 
> país", relata Luís Florião, que defende a importância da valorização da 
> cultura, do estudo e respeito às origens.
> Autor de uma pesquisa a respeito da lambada, ele advoga em favor da 
> manutenção do nome original, pois apesar da natural evolução, os movimentos 
> básicos e característicos mantém-se, não justificando-se a ruptura e mesmo o 
> risco de perda da noção sobre a brasilidade da dança.
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