Oi Hélio, achei muito chato. Parece new age.
Abraço, Maurício
From: "Helio Amaral" <[EMAIL PROTECTED]>
To: [email protected]
Subject: [S-C] 7 cordas (cd grátis)
Date: Fri, 29 Jun 2007 11:42:37 +0000
Folha de São Paulo, sexta-feira, 29 de junho de 2007
Crítica/instrumental
Marcelo Campello faz boa (e difícil) pesquisa instrumental em solo
Integrante do Mombojó e do Del Rey explora violão de sete cordas em CD
experimental, que pode ser baixado de graça
IRINEU FRANCO PERPETUO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Ele toca em uma banda pop, faz covers de Roberto Carlos em outra -e acaba
de lançar um disco de pesquisa de linguagem do violão de sete cordas como
instrumento solista. "Projeções", de Marcelo Campello, é sério candidato ao
título de mais desconcertante lançamento fonográfico do ano.
Campello tem 24 anos e ficou conhecido por integrar o grupo pernambucano
Mombojó, que mescla mangue beat, rock psicodélico e eletrônico. Ele também
toca na Del Rey, banda que relê hits do Rei. Tem se notabilizado, portanto,
por trabalhar com uma música um pouco mais fácil de ouvir e com apelo para
o público jovem.
Pois bem: facilidade e concessões para o ouvinte é o que não se encontra em
suas "Projeções". Com 35 faixas, o disco traz três séries de miniaturas
-nenhuma peça chega aos três minutos de duração-, compostas entre 2002 e
2006 para o violão de sete cordas.
Foi o carioca Tute (1886-1957) quem, na década de 40, instituiu o uso de um
vio- lão com uma sétima corda, mais grave, para executar a "baixaria"
-contraponto típico do choro.
O instrumento foi consolidado pela excelência do também carioca Dino Sete
Cordas (1918-2006). Seu caráter regional e "chorão" tem se mantido mesmo em
suas incursões pelas salas de concerto -como é o caso da "Fantasia para
Violão de Sete Cordas e Orquestra", de Maurício Carrilho, que Yamandú
Costa, com seu virtuosismo de escalas em altíssima velocidade, tem tocado
com orquestras internacionais.
Nada há de regional nem de "chorão" nem de virtuosismo exibicionista nas
obras de Campello. Vestígios de uma "levada" mais "popular" só se ouvem na
série mais antiga, os "Sonhos" (2002-2003). Nos "Soturnos" (2004) e nas
"Projeções" (2005-2006), a linguagem vai ficando gradativamente mais
rarefeita e abstrata, e menos linear, explorando os harmônicos do
instrumento e um repertório de toques e ataques que pouco tem a ver com a
tradição.
Instintivo, experimental, intimista, sem preocupação melódica e, portanto,
não desprovido de aridez, "Projeções" está disponível no MySpace para
download gratuito, na página www.myspace.com/marcelocampello. Campello
licenciou o álbum em Criative Commons -ou seja, permite cópia, distribuição
e execução para fins não-comerciais.
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