Olá Gabriel,
 Antes de entrar no nosso assunto, informo à galera que fui a Portugal 
(Aveiro) recentemente e lá eles usam muito sítio, nunca lugar. E, que eu e 
muitos que conheço, só usam página ou sítio quando se referem à internete. 
Quanto a isso, creio que não dê para não usar termos de fora, mas usar 
qualquer um a qualquer momento sem pensar, não dá! É personal dancer 
(stylist, trainer...) para lá, sale, off, homebank, bankfone... para cá. 
Nesse sentido concordo com o MV-Brasil: Halloween é o cacete - viva a cultura 
nacional.
Outra coisa também que gostaria de propor que prestemos mais atenção é no uso 
da palavra
 americanos para designar os estadunidenses. Eles, até podem denominar a parte 
pelo todo, mas penso que nós não deveríamos ficar repetindo isso. Americanos 
somos todos nós da América e norte-americanos são todos da América do Norte - o 
que não se resume aos Estados Unidos.

Eu é que me desculpo, quanto à real demora., A vantagem das cartas eletrônicas 
sobre o telefone é que não há a necessidade de parar o que se está fazendo para 
atender. Podemos escrever assim que possível.

 Numerei seus parágrafos para facilitar um pouco.
 1 - Gosto da salsa também, mas prefiro as danças brasileiras para ver e 
dançar. Gosto não só do estilo em linha estadunidense (LA & NY), mas também da 
salsa cubana.
 Não acho que seja principalmente o caso de confusão de ritmos e sim que, 
muitas vezes, dança-se sem o conhecimento mínimo das raízes, o que leva a 
muitas confusões e distorções, mas também leva à novas modalidades e 
variações interessantes como a salsa em linha, que nada mais é que o bom e 
velho Lindy Hop/Jitterbug, repaginado para as músicas que chamaram salsa, ou 
seja, se formos examinar os estadunidenses fizeram exatamente o que você diz 
não gostar: usaram sua base de dança para uma nova música - criando uma nova 
dança;

 2 - Esse segundo parágrafo é mesmo um assunto ainda mais complexo, teríamos 
que conversar muito tempo sobre os caminhos que desaguaram no que temos hoje 
e as perspectivas para o futuro, um ótimo tema para um seminário. 
Aproveitando dois assuntos recentes na lista, lembro que nós brasileiros, 
trituramos e transformamos tudo (língua, música, danças...) - antropofágicos 
que somos. Eu também não imagino a salsa para dançar lambada, por diversos 
motivos, me agrada menos ainda o hip-hop, que também vem sendo usado. Ao 
mesmo tempo que concordo com você e que procuro cuidar para que as danças 
mais antigas não sejam jogadas fora, também tento respeitar e até seguir 
novas tendências que eu considere interessantes, como fiz ao usar as rumbas 
flamencas e zouks, que para mim são muito mais interessantes melodicamente 
que a música lambada, portanto muito melhores para interpretar com o corpo. 
Outro caso foi quando comecei a dar aulas de forró: além de ensinar o estilo 
tradicional, trabalhei também com o novo, o universitário. 
Há uma nova dança chamada forrófieira no Ceará e o forró universitário do 
sudeste, se parece muitíssimo com o soltinho. Cabe lembrar aqui que não 
estou fazendo juízo de valor, pois todas as danças que vemos hoje são na 
verdade misturas como o samba de par que veio da valsa e da polca dançadas à 
brasileira e como os inúmeros "forrós" dançados pelo Brasil.
Músicas x dança - Normalmente, em minhas aulas e palestras, começo dizendo 
que para facilitar o entendimento temos que separar a música da dança, 
parece estranho, mas é, na maioria dos casos, a maior verdade. Usamos sambas 
(canção, rock, de breque...), chorinhos e bossa nova para dançar samba (de 
par); soltinho nem existe como ritmo musical - usamos  pops, fox, 
suingues...; Guagancôs, rumbas e son para dançar a "salsa"; Faz  cerca de 
dez anos que se evita usar boleros para dançar a dança  homônima, só 
pops e baladas românticas...  Temos a dança lambada sendo dançada ao som de 
forrós, salsas, zouks, kizombas, rumbas flamencas, sambras, pops espanhóis 
estadunidenses e brasileiros. A lambada carioca muito bonita, mais suave e 
sensual que a vibrante e rebolativa lambada baiana, e o novo estilo só é o 
que é, pois passamos a dançar a lambada  em músicas lentas como as rumbas 
flamencas do Gipsy Kings há duas décadas.
Me preocupa um pouco ver as danças se misturando tanto e tão rápido, tenho 
visto tangos, salsas (Há um professor francês que ensina salsamba), 
lambadas, sambas e forrós com passos que consideramos mais característicos 
uns dos outros. Mas acho que mesmo assim, especialmente as 
danças brasileiras, conseguirão manter sua essência.

 3 - Perfeita a sua avaliação, no texto que eu enviei explico bem isso, umas 
poucas pessoas dançam zouk (caribenho) no Brasil - geralmente no norte do 
país.
Temos hoje principalmente dois estilos de lambada, o baiano e o carioca; A 
lambada tem, no meu cadastro, 25 nomes pelo mundo. Na minha opinião isso se 
deve principalmente a três fatores: tudo que tem nome de fora tem mais valor 
para o brasileiro médio e ainda, ignorância e ganância (conheço muitos que 
sabem o  nome, de onde veio essa nova dança e até participaram da construção 
do movimento que hoje ganha o mundo novamente, mas  me disseram que chamariam 
de qualquer nome, se acreditassem que iria vender mais, e que mudariam de nome 
novamente assim que o vento mudasse. disseram-me: cultura, protecionismo, 
verdade, romantismo, história ou nacionalismo, não importam, o compromisso é 
com o bolso.

Quanto ao vídeo é isso mesmo, nada tem a ver conosco: a dança zouk é muito 
parecida com o merengue e com a dança usada para dançar a kizomba, 
africana

 Forte abraço,
 Luís Florião
 www.dancecom.com.br

 ----- Original Message ----- 
 From: "Gabriel Gomes" <[EMAIL PROTECTED]>
 To: "Alma" <[EMAIL PROTECTED]>
 Cc: <[email protected]>
 Sent: Wednesday, July 04, 2007 12:25 PM
 Subject: Re: [S-C] Fw: lambada carioca


 Luís, vamos lá, com um pouco de atraso...
>>
 1 - A minha intenção na verdade não foi desvalorizar a lambada, mas
 enaltecer a salsa. Gosto de ver uma salsa em linha bem dançada e quando
 vou a um show de música caribenha é isso que espero ver. Além da pparte
 da dança, a salsa é riquíssima em termos musicais e me incomoda um pouco
 ver que as pessoas confundem o ritmo com a lambada.
>>
 2 - Não acho nem certo, nem tampouco bonito uma lambada dançada ao som de
 salsa. É o mesmo que dançar gafieira ao som de forró, bolero ao som de
 soltinho, e por aí vai. Sem querer pecar pelo excesso de purismo, acho
 que em determinados casos o melhor é cada macaco no seu galho.
>>
 3 - Talvez por isso não me desça esse tal de zouk. Na verdade, ao meu ver,
 não existe uma dança com esse nome por aqui. O que se dança no Brasil é
 lambada ao som de zouk, com algumas adaptações. Por isso essa confusão
 com os nomes, mas na verdade é tudo lambada.
>>
 Bom, você pediu referências sobre o zouk. Vou falar mais ou menos o que
 eu aprendi sobre o ritmo.
>>
 O Zouk nasceu de uma mistura de ritmos, músicas e estilos africanos,
 caribenhos e europeus. Inicialmente, fez muito sucesso nas Antilhas
 francesas, Guadalupe e Martinique, Paris, África Ocidental, além de
 Moçambique, Angola, Cabo-Verde.
>>
 Depois sofreu influências do merengue da República Dominicana, da rumba
 de Cuba, do reggae da Jamaica, do beguine da Antilhas francesa e,
 finalmente, do calipso em Trinidad e Tobago.
>>
 No Brasil começou a ganhar força no final dos anos 90.
>>
>>
>>
 Pra quem não conhece zouk é isso aí:
 http://www.youtube.com/watch?v=JRnJ5rfWVqU
>>
 Mais referências aqui:
>>
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Zouk
 http://www.zoukcaribe.com.br
>>
 e principalmente aqui no oráculo:
>>
 http://www.google.com.br
>>
>>
 Aquele abraço,
 Gabriel Gomes
>>
>>
>>
>>
 Em Sáb, 2007-06-30 às 19:47 -0300, Alma escreveu:
 Olá Gabriel, muiiito legal seu texto sobre as drogas.
>>>
 Aproveitando que consegui finalmente me apresentar, vou passar algumas
 informações sobre a dança lambada.
>>>
 Fico um pouco triste de ver o próprio brasileiro, geralmente por
 desconhecimento, desvalorizar o que temos de bom e o desconhecimento,
 assim
 como aconteceu com você até conhecer o choro, leva normalmente a
 conclusões
 precipitadas.
>>>
 A dança lambada, a despeito da música, é de altíssima qualidade, é o
 carro
 chefe das danças brasileiras pelo mundo. É muitíssimo mais conhecida que
 o
 samba de par.
 No Brasil (principalmente o estilo carioca), vem ganhando cada vez mais
 espaço, mesmo que
 erradamente chamada de lambada zouk, lambazouk ou zouk.
>>>
 Fiquei, ao contrário de você, muito feliz, em saber que além de dançarmos
 hoje a lambada em músicas como zouk, kizomba, rumbas flamencas, sambras,
 forrós em pops brasileiros e estadunidenses, também há quem use as
 músicas
 comumente chamadas de salsa para mostrar essa nossa criação.
>>>
 Para os que se interessarem em saber mais sobre esse temperado assunto,
 envio texto no fim da mensagem.
>>>
 Solicito ainda ajuda à todos os que puderem dar referências sobre as
 danças
 brasileiras e sobre a dança caribenha zouk.
>>>
 Abraço,
 Luís Florião
>>>
>>>
>>>
 ----- Original Message ----- 
 From: <[EMAIL PROTECTED]>
 To: <[EMAIL PROTECTED]>; <[email protected] >
 Sent: Thursday, June 14, 2007 2:22 PM
 Subject: RES: [S-C] Re: Fundo-de-Quintal
>>>
>>>
 O pessoal de Salvador pode confirmar. Lá tem um grupo fantástico chamado
 Salsalitro, liderado pelo vocalista e compositor uruguaio Jorge Zarath.
 Os
 melhores metais de salsa do Brasil, com certeza. O interessante é que o
 Zarath sobrevive fazendo música baiana, sendo responsável por quase
 metade
 dos sucessos do carnaval baiano (leia-se axé) há um tempo atrás. Tive
 oportunidade de assistir a vários shows deles, sempre com bom público,
 apesar de nada comparado às bandas de axé.
 O triste é ver o povo dançando lambada ao som de Célia Cruz, Elvis
 Crespo,
 Rubén Blades, Tito Puente...
 Ainda bem que eu não assisti esse tal de capim cubano. Não quero nem
 imaginar.
>>>
 Aquele abraço,
 Gabriel Gomes
>>>
>>>
 -----Mensagem original-----
 De: [EMAIL PROTECTED]
 [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Leonardo Braga
 Enviada em: quinta-feira, 14 de junho de 2007 14:07
 Para: Tribuna
 Assunto: Re: [S-C] Re: Fundo-de-Quintal
>>>
 Olá Sonia,
>>>
 pavoroso mesmo, mais um rostinho bunitim perpetuando a má execução, aqui
 em Natal tem um grupo que toca musicas "latinas" chamado Perfume de
 Gardênia
 e tem em seu quadro músicos fantásticos como Beethoven (saxofonista que
 já
 tocou inclusive com Cidade Negra) e Jubileu (um dos maiores guitarristas
 desse nosso país, infelizmente ou felizmente ainda não descoberto pelas
 grandes gravadoras e bandas) e pra variar a galera daqui naum valoriza
 muito
 pq naum é modismo, prefere ir ao um showzim de Capim Mundano, ops Cubano
 do
 que ir a um SHOW do Perfume, que podemos aplicar no mais amplo sentido da
 palavra Show.
>>>
 É isso
>>>
 Sonia Palhares Marinho <[EMAIL PROTECTED] escreveu:
 Gente:
>>>
>>>
 Esse Capim Cubano é pavoroso!!! Aquilo é uma agressão à música caribenha.
>>>
>>>
 Sonia Palhares (BsB-DF)
>>>
>>>
 >From: "Caio Pontual"
 >To:
 >Subject: Re: RES: [S-C] Re: Fundo-de-Quintal
 >Date: Tue, 12 Jun 2007 12:22:49 -0300
 >
 >É até engraçado alguem dizer que o Só Prá Contrariar faz SAMBA e esse
 >grupo
 >Capim Cubano faz uma imitação de música caribenha para aproveitar o
 >sucesso
 >que esse gênero esteve fazendo por aqui nos últimos meses, mas como todo
 >modismo é PASSAGEIRO ... (ainda bem) .... esse tambem está passando.
 >Caio Pontual
 >
 >
 >----- Original Message ----- From: "Alex Mariano Carneiro"
 >
 >To: "Wagner Freitas" ;
 >Sent: Monday, June 11, 2007 3:32 PM
 >Subject: RES: RES: [S-C] Re: Fundo-de-Quintal
 >
 >
 Ontem eu vi outro grupo no Faustão que também não é do Rio, mas tem
 >tudo pra fazer sucesso aqui apesar de não ser de samba: CAPIM CUBANO!!!
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
 
-------------------------------------------------------------------------------->>>Para
 Quem Gosta de Lambada e Zouk>>Muitos acreditam que a lambada - músicae dança - 
sejam produtos culturais do Caribe. Também há aqueles queacreditam que lambada 
e zouk sejam nomes diferentes para o mesmo ritmo edança, mas nada disso é 
verdadeiro. Para entender como surgiu a lambada edesfazer essa confusão é 
preciso saber um pouco mais, separando danças emúsicas nesse caldeirão de 
ritmos.>>Os Caribes e a Lambada Em vez deCaribe, o mais correto seria a região 
chamar-se "Os Caribes", considerandoque as ilhas foram dominadas por diversos 
povos europeus, dandocaracterísticas muito diferentes a cada uma delas. Os 
Caribes seriam quatro:o espanhol, o francês, o inglês e o holandês. Todos têm 
em suas culturas, emmaior ou menor grau, influência dos nativos, dos 
colonizadores e dosafricanos. Na música, isso representou uma enorme 
diversidade, mas com umdetalhe: quase todos os pa
 íses utilizam principalmente os instrumentos decordas que vieram da Europa e a 
percussão africana (basicamente do povoYorubá).>>A Música Zouk A música 
caribenha, que é também ingrediente dediversos ritmos brasileiros, sempre 
exerceu grande influência no norte doBrasil, em especial no Maranhão. O zouk é 
uma dessas músicas. Forte ondeocorreu colonização francesa como a Martinica e 
Guadalupe, é cantadonormalmente em creòle, uma mistura do francês com línguas 
africanas.Estudiosos acreditam que a sua base rítmica seja oriunda da cultura 
árabe.Esta mesma base é encontrada também em vários países como Espanha 
ePortugal, no continente africano e em praticamente toda a América. Uma 
dasversões sobre o surgimento da música zouk afirma que ela foi criada 
paradivulgar a Martinica e ter, a exemplo de Cuba, influência cultural 
naAmérica Latina. O resultado foi apenas parcial: conseguiram que o ritmo 
seespalhasse pelo mundo, mas como isso ocorreu a partir da Fra
 nça, em diversoslugares, inclusive no Brasil, muitos passaram a acreditar que 
a música seriafrancesa.>>A Dança Zouk O zouk - que significa festa - é uma 
dança muitoparecida com o merengue, praticada no Caribe, principalmente nas 
ilhas deGuadalupe e Martinica. É dançado trocando o peso basicamente nas 
cabeças dostempos musicais e sua coreografia é pouco elaborada.>>A Música 
LambadaSurgida no Pará, a música lambada tem base no carimbó e na 
guitarrada,influenciada por vários ritmos como a cúmbia, o merengue e o zouk. 
Diversosrelatos de paraenses contam que uma emissora local chamava de 
"lambadas" asmúsicas mais vibrantes. O uso transformou o adjetivo em nome 
próprio,batizando o ritmo cuja paternidade pode ser creditada ao músico 
Pinduca. Onovo nome e a mistura do carimbó com a música metálica e eletrônica 
doCaribe caiu no gosto popular. O grande sucesso, no entanto, aconteceu após 
aentrada de empresários franceses no negócio, que de uma só vez comp
 raram osdireitos autorais de centenas de músicas. Com uma gigantesca estrutura 
demarketing e bons músicos, o grupo Kaoma lançou com êxito a lambada na Europae 
outros continentes. Adaptada ao ritmo, a música boliviana "Chorando sefoi" 
tornou-se o carro chefe da novidade pelo mundo. Seguiu-se um períodointenso de 
composições e gravações de lambadas tanto no mercado internoquanto externo. 
Dezenas de grupos e diversos cantores pegaram carona nosucesso do ritmo, 
incrementando suas carreiras, como foi o caso de SidneyMagal, Sandy e Jr, Fafá 
de Belém e o grupo Balão Mágico. É uma históriarecorrente, onde apenas mudam os 
personagens: a valorização do produtobrasileiro se dá somente após a vitória no 
exterior. Depois dessa fase desuperexposição, como acontece com quase todas as 
boas novas de ontem, deu-seum natural desgaste com a conseqüente queda nas 
vendas até o cessar daprodução.>>A Dança Carimbó Antes de falar sobre a dança 
lambada lembramosuma de 
 suas raízes: o carimbó. Dança indígena, pertencente ao folcloreamazônico vem 
sendo dançado por lá há séculos. Ascendente direto da lambadaé, na forma 
tradicional, acompanhado por tambores de tronco de árvoresafinados a fogo, 
tendo como principais características: movimentos onde amulher tenta cobrir o 
homem com a saia, muitos giros e rotações decabeça.>>A Dança Lambada A dança 
lambada teve sua origem no norte doBrasil, a partir de uma mistura da dança 
carimbó com danças nordestinas eainda algumas figuras do maxixe como o balão 
apagado. Em sua primeira fasechegou até o Nordeste, mas, sem fincar raízes. 
Nesse período a lambada tinhacomo principal característica os casais bem 
próximos. Em seguida, ela chegaa Porto Seguro e se desenvolve. Como referências 
cito as casas Lambada Bocada Barra em Porto e o Jatobar em Arraial D'Ajuda - 
onde desde o iníciotambém as Rumbas Flamencas (então chamadas de lambadas 
espanholas) e oszouks (então chamados de la
 mbadas francesas) serviram para embalar oslambadeiros. No fim da década de 80 
veio o sucesso mundial que aconteceugraças à grande promoção feita pelo Kaoma, 
que contava com dançarinosbrasileiros em seus shows. No exterior e aqui, a 
lambada (dança e música)tornou-se um fenômeno de vendas e em pouco tempo passou 
a marcar presença emnovelas (ex. abertura da Rainha da Sucata da rede Globo de 
1990), filmes epraticamente todos os programas de auditório - É a hora dos 
grandesconcursos, shows etc. A necessidade do espetáculo faz com que os 
dançarinoscriem coreografias cada vez mais ousadas, com muitos giros e 
acrobacias.>>>A aparição do novo estilo, a lambada carioca Depois de vários 
anos nos toposdas paradas de sucesso pelo mundo, a música lambada entrou em 
crise e paroude ser gravada. Os Djs das boates aproveitaram então para simular 
o enterrodo estilo musical. A dança perdeu destaque, mas sobreviveu, pois já 
haviamsido feitas nas lambaterias muitas experiênc
 ias com variados estilos demúsica que tivessem a batida (base de marcação) que 
permitisse dançarlambada, só para citar um exemplo, a banda de rumba flamenca 
Gipsy Kingsteve vendagem significativa no Brasil por conta da dança. Então as 
músicasfrancesas, espanholas, árabes, estadunidenses, africanas, caribenhas 
etc.garantiram a continuidade do estilo de dança. De todas as músicas, o 
zoukfoi a que melhor se encaixou, tornando-se, a preferida para se dançar 
alambada. O fato de se passar a dançar em músicas com um andamento maislento, 
com mais tempo e pausas que praticamente não existiam na músicalambada, 
permitiu explorar ao máximo a sensualidade, plasticidade e belezada nossa 
criação. Os movimentos ficaram mais suaves e fluidos,modificando-se à medida 
que a dança foi incorporando e trocando com outrasmodalidades, a relação 
interpessoal voltou a ganhar valor e as acrobaciasficaram praticamente 
exclusivas para os palcos. Contribuíram ainda diversaspesquisa
 s, até fora da dança de salão, como por exemplo, as de contato eimprovisação. 
A casa noturna Ilha dos Pescadores (Barra da Tijuca - Rio deJaneiro), comandada 
por Tio Pio e norteada pelo lema: enquanto um lambadeiroexistir, a lambada 
jamais morrerá, manteve por quase todo o tempo que alambada esteve fora da moda 
os domingos direcionados para essa dança, e énesse ambiente de resistência que 
se consolida a transição da lambada dePorto Seguro para a lambada carioca. 
Hoje, no início do séc XXI, temos oestilo de Porto Seguro (geralmente chamado 
de lambada) que preferencialmenteusa as músicas mais rápidas (lambadas, zouks, 
músicas árabes...), muitaenergia, giros múltiplos da dama, muita oscilação dos 
ombros e dando aênfase do movimento nos tempos pares da música*1 ou 
intercalando nos pares eímpares e o estilo carioca (chamado muitas vezes de 
lambazouk, lambada zouk,zouk, zouk love, zouk brasileiro, zouk carioca e outros 
muitos nomes) quenormalmente usa músic
 as lentas como o zouk love e a kizomba (love), é maissensual, com muitas 
espirais, torções de tronco, contato e tem a ênfase domovimento nos tempos 
ímpares*1. Constato ainda grande mistura entre os doisestilos e alguns 
subestilos.>>Reconhecimento A cada dia, mais brasileirose estrangeiros dão o 
devido reconhecimento e valor à nossa cultura. A dançalambada vem se mostrando 
um grande incremento profissional, no biênio2006/2007 registramos cerca de dez 
diferentes eventos pelo mundo, que têmessa dança como destaque - concursos, 
encontros, palestras*2 e congressoscomo o Br Danças no Rio de Janeiro, o de 
Barcelona, o de Brasília e o dePorto Seguro. Encontramos bailes especializados 
e professores em diversosestados e nos mais variados pontos do planeta e ainda 
que chamemequivocadamente a dança lambada de zouk, muitos viveram e vivem 
dela.Interessante também citar que muitos professores vêm se reunindo para 
criarformas de divulgações em comum. De toda essa histó
 ria ficaram ótimos frutos,por exemplo: uma boa parte dos talentos da dança de 
salão de hoje, surgiu apartir da lambada; a apresentação da dança a dois aos 
mais jovens; avisibilidade internacional conquistada - a lambada é a nossa 
dança de parmais conhecida no exterior (mais até que o samba) e principalmente 
o resgatedo direito, perdido a décadas, de dançar abraçado.>>Luís Florião 
-Professor de lambada e idealizador do Movimento Lambada 
Brasil>>>>>AlgumasReferências: Bibliografia Livros mais relevantes: Samba de 
Gafieira - MarcoPerna; Da modinha à Lambada - Tinhorão;>>Textos selecionados: 
História daLambada - Chico Peltier História da Lambada e do Zouk - Luís 
Fernando deSant'Anna Manifesto da Lambada-Zouk - Anibal Bentes Lambada / Zouk - 
AndreiUdiloff Minha Vida se Confunde com a Lambada e o Zouk - Jairo Brasil 
Mestresda Tradição Zouk ou Lambada? - Marta Ribeiro>>Matérias selecionadas: 
Dançae Saúde - Depois da Lambada e da salsa, é a vez do z
 ouk - Aníbal FeiferJornal Dance News - Existe uma dança chamada zouk? - Marco 
PernaFantástico - Maurício Kubrusly descobre o zouk - Maurício 
KubruslyFantástico - No Ritmo do zouk Carimbó 
-www.amazonia.com.br/folclore/dancas.asp Dança do Carimbó 
-www.citybrazil.com.br/pa/belem/folclore.htm Jornal Dance News (2006) 
->>>Entrevistas e pesquisas de campo também ajudaram a construir 
essetrabalho.>>>>>*1 - Chamo de dançar no ímpar quando, tendo como referênciao 
início das frases musicais, os dançarinos utilizam os tempos ímpares (1,3, 5 ou 
7) para dar a ênfase do movimento e fazer os afastamentos daspernas, assim 
trocamos o peso no "1", no 2" e no "e"; no "3", no "4" e no"e", assim por 
diante. Dança no par, quem dá as ênfases nos pares, trocandoo peso no "1", no 
"e" e no "2"....>>*2 - Registro de reuniões ou palestrassobre o nome e/ou 
história da lambada: 1o Congresso Lambazouk de Barcelona(2004) - reunião 
professores 1o Congresso de Lambada e Samba de Lo
 ndres(2004) - reunião professores 1o Br Danças - Congresso Internacional 
deDanças Brasileiras (2005) - palestra 1o Congresso Internacional de Zouk 
emBrasília (2005) - palestra 1o Curso de Extensão em Dança de Salão - Rio 
deJaneiro (2005) - palestra Pós Graduação em Dança de Salão da Famec -Curitiba 
(2006) - palestra 3o Minas Zouk (2006) - mesa redonda comprofessores 1o Zouk´n 
Rio (2006) - palestra 2o Congresso Internacional deLambada Zouk de Porto Seguro 
(2007) - 
reuniãoprofessores>>-------------------------------------------------------------------------------->>A
 nova explosão da lambada>>Quem não se lembra dalambada? Uma dança expressiva, 
de movimentos sinuosos que realçam a belezada mulher. Uma dança brasileira que 
foi febre mundial nos anos 80/90. Poisé, depois que a música deixou de fazer 
sucesso, a dança não perdeu força,pelo contrário, está mais linda que nunca e 
hipnotiza platéias no Brasil eno mundo.>>"A experiência de divulgar a
  nossa cultura é muitogratificante, vimos, quando fizemos a primeira turnê na 
Europa, em 2004, anossa cultura respeitada e valorizada, vimos lindas 
apresentações delambada, feitas por japoneses, argentinos, espanhóis, 
surinameses,angolanos... vimos ingleses dançando como nós, e vimos 
principalmente umgrande amor e curiosidade pelo que é brasileiro. Mais que uma 
vezencontramos europeus falando português com sotaque brasileiro. Gente que 
jáveio diversas vezes aqui, ou que sonha vir", explica Adriana.>>A essaaltura, 
o leitor pode estar surpreso, imaginando japonesas com sainhasrodadas dançando 
ao som de "Chorando se foi", o maior hit fonográficodaquela época. Mas nem Beto 
Barbosa, nem Kaoma fizeram parte do repertório.Hoje, dança-se ao som de pops 
internacionais de Madonna, Cher, Santanna, asmúsicas árabes com influência 
cigana são das mais bonitas para se dançarlambada. Nas pistas há ainda a 
kizomba africana e principalmente o zoukcaribenho. Todas essas 
 músicas, e outras, das mais diversas procedências,têm uma marcação rítmica em 
comum, a mesma da lambada. A nossa dança hoje, éuma semente verde-amarela 
espalhada pelo mundo.>>Ah, sobre as sainhas dasmoças e calças largas e 
estampadas dos rapazes? Pode esquecer também, alambada atual tem outro 
visual.>>Devido à música lambada ter sidoconsiderada "fora de moda" e de não 
ter sido mais gravada com esse nome,muitos dançarinos passaram a dar outro nome 
à dança que praticavam. Há quemdiga que está dançando zouk, lambazouk, 
lambada-zouk e ainda outros 24títulos.>>Informar ao grande público, livrar-se 
de estereótipos muitasvezes até pejorativos e definir uma estratégia mundial de 
divulgação dalambada será novamente tema nas discussões com os professores 
europeus.>>>"A nossa preocupação é que se perca a referência brasileira. No Rio 
e em SãoPaulo encontramos muito jovem que dança lambada e pensa que dança zouk. 
Nãogostaria de ver nossa arte d
 ivulgada como produto caribenho ou francês, masinfelizmente, já aconteceu, e 
num programa de TV com grande audiência emtodo país", relata Luís Florião, que 
defende a importância da valorização dacultura, do estudo e respeito às 
origens. Autor de uma pesquisa a respeitoda lambada, ele advoga em favor da 
manutenção do nome original, pois apesarda natural evolução, os movimentos 
básicos e característicos mantém-se, nãojustificando-se a ruptura e mesmo o 
risco de perda da noção sobre abrasilidade da dança.>>>>>>
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