Muito bom Soninha Esse texto me lembrou aquele dia em que você me levou no Plano B! É legal poder dizer: Eu já dancei com Carlos Elias!!! bjks LH
De:[EMAIL PROTECTED] Para:[email protected] Cópia: Data:Sun, 22 Jul 2007 02:50:15 -0300 Assunto:[S-C] Malandros cobiçados (correioweb) Fonte: http://www2.correioweb.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_78.htm Malandros cobiçados Donos de estilos distintos, o portelense Carlos Elias e o mangueirense Roberto da Mangueira são figuras disputadas pelas mulheres nas rodas de samba da cidade -------------------------------------------------------------------------------- Irlam Rocha Lima Da equipe do Correio Fotos: Gustavo Moreno/Especial para o CB O sambista Carlos Elias é mais performático na roda de samba, enquanto Roberto da Mangueira ganha a admiração com passos mais clássicos A disputa entre Mangueira e Portela não se restringe à Marquês de Sapucaí, durante o desfile das escolas de samba, no carnaval do Rio de Janeiro. A rivalidade entre admiradores das duas agremiações espalha-se por todo o país, inclusive em Brasília, que ao longo de seus 47 anos vem acolhendo expressivo número de cariocas. Muitas dessas pessoas, que no Rio tinham forte ligação com o samba, passaram a integrar entidades carnavalescas ao se radicar na cidade, a exemplo da Associação Recreativa Unidos do Cruzeiro (Aruc) e a Acadêmicos da Asa Norte. Também costumam marcar presença em bares e casas noturnas, onde, com freqüência, são promovidas rodas de samba. Entre esses admiradores do ritmo brasileiríssimo, há dois que personificam a paixão pelo gênero musical: o portelense Carlos Elias da Cruz, 73 anos, e o mangueirense Roberto Pires de Assis, 66 anos. Sempre exibindo vistosas camisas das respectivas escolas, costumam mostrar talento como passistas na roda de samba que, há cinco anos, tem lotado o Bar do Calaf (térreo do Ed. Empire Center), no Setor Bancário Sul, aos sábados. Ali, Carlos Elias e Roberto, conhecido como Robertinho da Mangueira, são figuras de destaque. Ambos cada um com sua característica chamam a atenção dos freqüentadores e são disputados pelas mulheres, sempre interessadas em tê-los como partners nos rodopios pela pista de dança, embalados pelo grupo Samba & Choro, que comanda aquela roda de samba desde a estréia, em 2002. Os dois são figuras carimbadas do samba na cidade. Sempre joviais, com alegria contagiante, mostram que não há limite de idade para se divertir. Veteranos, têm mais energia do que muitos jovens. É sempre um prazer vê-los no Calaf, elogia Wilson Kunca, ritmista e um dos fundadores do Samba & Choro. O Robertinho é mais clássico, enquanto o Carlos Elias é performático, avalia, em referência ao estilo dos sambistas. Para a assistente parlamentar Dalva Meireles, além de demonstrar total conhecimento do ritmo, Elias e Robertinho dão show de vigor físico. Servidor público, Rommel Novaes Carvalho costuma encontrar os dois em diferentes rodas de samba, como a do Feitiço Mineiro e do Arena Futebol Clube. Quero chegar à idade deles com esse pique todo, confessa, com ar de admiração. Clube do Samba Mineiro de Laranjal, Elias chegou ao Rio de Janeiro na década de 1930. Sempre envolvido com a música, em 1959 foi apresentado a Wilma, a mais famosa porta-bandeira da Portela, pelo amigo e parceiro Sebastião Marques Balbino. Wilma então o levou para a escola, onde, dois anos depois, assumiu o cargo de diretor social e logo entrou para a ala dos compositores. Em 1962, junto com Zé Keti e Marques Balbino, venci o concurso de samba-enredo da Portela, com Rugendas: viagem pitoresca através do Brasil. Naquele ano, a escola foi campeã e o samba ganhou nota 10, lembra, com ponta de orgulho. O compositor deixou a Azul e Branco em 1972, por discordância com a nova diretoria. Mas nunca deixei de ser portelense, assegura. Servidor do Ministério das Relações Exteriores (aposentado em 2003), Carlos Elias chegou a Brasília em 1975. Logo, estava envolvido com o movimento musical da cidade. Fundou o Clube do Samba e a Feira de Música, que funcionavam no antigo Teatro Galpão, na 508 Sul, e passou a integrar a Aruc. Só me afastei de Brasília quando fui servir em consulados do Brasil no Porto (Portugal), em Argel (Argélia) e em Marselha (França), e nas embaixadas brasileiras em Buenos Aires e Paris, onde servi entre 1997 e 2003, conta. Por incrível que pareça, foi em Paris, mais especificamente no bar e restaurante Favela Chic, que Carlos Elias passou a dançar em público. Comecei de brincadeira. Mas, como as pessoas gostaram, passei a fazer isso todas as vezes em que ia ao Favela. Quando voltei a Brasília, virei dançarino de vez. Me divirto muito quando danço e, geralmente, tem sempre alguém querendo ser meu par, se gaba o sambista, autor de músicas gravadas por Paulinho da Viola (Carnaval), Beth Carvalho (Homenagem a Nelson Cavaquinho), Nara Leão (Canção da primavera) e Samba & Choro (Samba para um sambista maior, composta em homenagem ao mangueirense Cartola). Tenho uma obra pequena como compositor. Fiz no máximo 30 sambas, contabiliza. Na cadência do ritmo Oficial de gabinete da Procuradoria Geral da União, Robertinho mora na cidade há 15 anos. Carioca do Catete, foi pela primeira vez à Mangueira em 1981, levado pelo pai, professor de música, que o apresentou a mestres como Cartola, Padeirinho, Jamelão, Dona Zica e Dona Neuma. Passei a freqüentar os ensaios da escola e, em 1982, participei pela primeira vez de um desfile, saindo na ala da comunidade. De lá para cá, só não estive presente em 2003, por compromissos de trabalho em Brasília. Admirador da Velha Guarda da Mangueira, Robertinho elogia o trabalho que Alcione realiza junto às crianças da escola. Mas tem posição contrária à da diretoria da agremiação, que impediu Beth Carvalho de participar do desfile no carnaval deste ano. Só soube depois, mas isso não deveria ter ocorrido. A Beth é mangueirense que veste a camisa, que sempre defendeu nossas cores, argumenta. Foi a convite de um amigo que Robertinho começou a freqüentar o Calaf. Esse é um dos lugares que mais gosto na cidade, que vejo como um pedacinho do Rio de Janeiro no Planalto Central, afirma o elegante dançarino, que, a cada sábado, chega trocar por três vezes a camisa da Mangueira que ostenta orgulhosamente, mesmo não suando muito nos rodopios. Meus passos acompanham a cadência do samba, explica, em tom suave. Robertinho conheceu Carlos Elias no Calaf e fala com entusiasmo do adversário na roda de samba. O Carlos Elias é uma figura sensacional. Muito comunicativo; ao contrário de mim, que sou meio tímido. Quando dança, ele chama a atenção pelos seus gestos largos. Carlos Elias devolve os elogios: No Robertinho, o que me impressiona é a fina educação. Consegue ser discreto, mesmo usando a camisa colorida da Mangueira e o chapéu de palhinha. Somos amigos e, aqui, portelense e mangueirense convivem de forma harmoniosa. Coincidência ou não, quando Carlos Elias e Robertinho da Mangueira foram fotografados, Valerinho, vocalista do Samba & Choro, cantava Sei lá Mangueira, composta pelo portelense Paulinho da Viola. -------------------------------------------------------------------------------- Carlos Elias Samba-enredo: Das maravilhas do mar fez-se o esplendor da noite (Davi Correa e Jorge Macedo) Samba-exaltação: Foi um rio que passou em minha vida (Paulinho da Viola) Compositor: Paulinho da Viola Time: Flamengo Escola de samba em Brasília: Aruc Rodas de samba em Brasília: Bar do Calaf, Feitiço Mineiro e Arena -------------------------------------------------------------------------------- Robertinho Samba-enredo: Yes, nos temos Braguinha (Jurandir, Hélio Turco e Comprido) Samba-exaltação: Sei lá Mangueira (Paulinho da Viola) Compositor: Cartola Time: Fluminense Escola de samba em Brasília: Acadêmicos da Asa Norte Rodas de samba em Brasília: Bar do Calaf e Acadêmicos da Asa Norte _________________________________________________________________ Inscreva-se no novo Windows Live Mail beta e seja um dos primeiros a testar as novidades-grátis. 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