Ei Soninha
ADOREI essa história!!!
Na próxima ida a Brasília, farei uma visita!!!
Já fui carola e nos tempos de curso de crisma conheci um seminarista que 
introduziu instrumentos de percussão nas missas de minha paróquia, até então 
conservadora. Ficamos amigos e soube que Zé Luiz, nascido e criado em Pilares, 
tocou por muitos anos na bateria da escola!
Considerado rebelde pela cúria do RJ, depois de ordenado colocaram-no para 
cuidar de uma paróquia pequena num trecho bem pobre de Senador Camará e tinha 
um padre mais velho que era seu "tutor".
Padre Galera, como é conhecido até hoje, guardava o pandeiro debaixo da mesa do 
altar e acompanhava as músicas, ia em saídas de iaôs no centro de candomblé 
vizinho à igreja.
Era legal porque nas reuniões com os jovens ele sempre organizava umas rodas de 
samba, partido alto, etc.
No batizado de minha filha cheguei a programar um fuzuê, mas ele foi trocado de 
paróquia alguns dias antes. Fomos batizá-la na nova paróquia que fica no 
Engenho da Rainha, lá onde fica o conjunto habitacional dos músicos!!!
O D. Eugenio sempre o mandava para comunidades complicadas como castigo pela 
irreverência, mas acabava fazendo com que ele encontrasse pessoas mais 
receptivas a misturar reza com samba!
Não sei por onde ele anda, mas tenho certeza que continua com seu  pandeiro a 
tiracolo!!!
bjks
Lucia Helena



De:[EMAIL PROTECTED]

Para:[email protected]

Cópia:

Data:Thu, 23 Aug 2007 02:29:35 -0300

Assunto:[S-C] Samba na Igreja

Gente:


Ontem (22) fez um ano que faleceu uma pessoa muito querida da minha família.
Mandei celebrar uma missa em memória dessa pessoa na Igreja de São Miguel
Arcanjo e Santo Expedito aqui em Brasília, na 303/ 304 Norte. Muito bem!!!
Mesmo não sendo uma católica praticante, mas criada dentro dos preceitos da
religião católica, compareci à missa e acompanhei com atenção e respeito o
desenrolar do culto. Lá pelas tantas, na hora da benção, após a comunhão, o
padre celebrante, muito jovem, por sinal, convidou todos os presentes a se
aproximar do altar. Fez uma prece e começou a cantar:

- Deixa a vida me levar...

E os fiéis responderam: Vida leva eu...

- Ele (o padre), de novo: - Deixa a vida me levar...

Os fiéis responderam: - Vida leva eu...

Mais, o padre ainda pediu que quem tivesse instrumento e soubesse tocar que
levasse na próxima missa e ainda disse: Quem tiver pandeiro, safona, violão,
que traga!!!

Isso é a mais absoluta verdade!!! Só me lembro de ter ouvido samba & choro
na igreja no casamento dos violonistas Rogério Caetano e Milena Tibúrcio. O
Caio Tibúrcio, assinante dessa lista e pai da Milena, esta aí para
confirmar. Beth Carvalho estava presente e subiu ao altar para ajudar a a
cantar "Água de Chuva no Mar", do Wanderley Monteiro. Fiquei fã dos dois
padres!!! :-):-):-)


Sonia Palhares (BsB-DF)
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