Zeca,

Acabo de ouvir o trabalho (alguém já fez upload dele no Rapidshare,
sabia?). É belíssimo. Tem alguns equívocos, mas quem sou pra falar de
tão belos sambas e tão belos arranjos. A voz da Cristina sempre foi e
sempre será alvo de polêmica. Eu acho terrível, mas não sou músico.
Então posso achar.

Seus "produzidos" foram, no mínimo, ingênuos. Eu estava convicto de
que a polêmica havia sido intencional. Agora já não tenho certeza. A
Folha - e o jornalismo em geral - são perniciosos mesmo. Por isso tem
que haver cuidado. O mote da matéria foi a exclusão do samba recente,
a "agressão aos ouvidos" que ele causa aos membros do grupo. E a turma
não é tão jovem assim. Não dá pra acreditar que foram simplesmente
inocentes. Cair numa cilada dessas?

Continuo achando o disco muito bom e o que eles disseram ao jornalista
totalmente dispensável. Não há espaço nos dias de hoje para posturas
intolerantes. E não há como negar isso. Quem leu a matéria nem se
interessou pelo que els gostam, e sim pelo que eles não gostam.

Eu só fico me perguntando uma coisa. Os trabalhos do Zeca Pagodinho-
com exceção deste último, cuja estrutura é conceitual, a gafieira
(resgate também, não?) - abusam do multisambismo. Maxixe,
Samba-canção, partido alto, tá tudo lá, normalmente com uma faixa
totalmente diferente da outra. Os caras não gostam de nada? Fundo de
Quintal de hoje tem uma levada pasteurizada, mas o Zeca? por quê o
Zeca? Por que vende muito?

Abs,

Eugenio




Eu deste


Em 02/09/07, zeca<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> Caros amigos, produzi com imenso orgulho o cd "Cristina Buarque e Terreiro 
> Grande ao vivo" e gostaria de esclarecer algumas coisas aqui a respeito da 
> matéria da Folha de São Paulo.
> Nosso cd é um trabalho INDEPENDENTE, não contou, portanto com nenhuma 
> gravadora, nenhum departamento de marketing, nenhuma imposição de qualquer 
> espécie a interferir na sonoridade, repertório, visual, etc. É um disco feito 
> da maneira que gostamos, com um repertório de que gostamos, tocado da forma 
> que achamos bonito. E só. Não é um libelo contra nenhum tipo de samba, contra 
> nenhuma instrumentação, contra nenhum repertório, cantor ou compositor. Ouçam 
> e verão que em lugar de "preconceito|", "sectarismo" há simplesmente música.
> Percebo que motivados por algumas linhas da matéria, coisas do tipo "eles não 
> gostam de Zeca Pagodinho", algumas pessoas aqui saíram atacando o grupo e o 
> cd, certamente sem tê-lo ouvido antes. A pergunta em questão (vcs gostam de 
> Zeca Pagodinho?) foi feita na entrevista e respondida de maneira ponderada, 
> sem qualquer ranço ou coisa do tipo. Mas ao simplificar a questão e levá-la 
> para a cabeça da matéria, a Folha fez o que costuma: provocou polêmica, 
> vendeu jornal (vide essa enorme lista de discussão).
> Ao tocar o repertório que o cd traz, há sim o interesse em democratizar, 
> mostrar sambas pouco ou nada conhecidos de compositores que achamos 
> importantes, como Candeia, Paulo da Portela, Manacéia, Chico Santana entre 
> outros (desses citados há, inclusive, sambas inéditos, o que por si justifica 
> a existência desse trabalho).
> Aconselho aos assinantes dessa agenda que, curiosos ou incomodados pelo que a 
> Folha de São Paulo trouxe na última sexta, ouçam o disco. E, gostem ou não, 
> emitam suas opiniões baseadas no trabalho e não em meia dúzia de linhas.
> Cordialmente,
>
> Zeca
>
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