Mestre Eugênio,
Estou aqui lendo mais um monte de babaquices que você, professor( não sabe
interpretar texto, mas leciona. É, o Brasil tá foda...), escreve e não consigo
sentir nada além de pena dos seus pobres alunos. E pensar que esses alunos vão
sair por aí emitindo as opiniões formadas por você, me dá pânico.
Eugênio, esse seu tipinho é muito comum hoje em dia. Não só no samba, mas em
todos os seguimentos populares, está cheio de intelectualóides com esse
discurso confuso do que é verdadeiramente o popular. Essa raça estuda, lê,
aproxima-se, bebe da fonte, participa do entretenimento e depois volta pra casa
ou pra mesa de alguma redação de um jornaleco medíocre. E em nenhum momento, a
sua contribuição vai além disso. Você é daqueles que frequenta todos os bares,
conhece toda as músicas do Chico e do Reginaldo Rossi, está entenado nos
lugares onde a galera se reúne e adora baladinha, onde alterna cerveja e
redbull( escondido ).
Você enche a boca pra chamar os outros de intolerantes, sectários e o caralho a
quatro e não enxerga o próprio umbigo e o papel lamentável que faz em seus
comentários.Cheio de conceitos sobre os rumos da arte, sobre o que é legítimo
ou não, sobre quem presta por isso ou aquilo. Foi capaz de citar um caso de
artista mineiro( bem ruim, por sinal) que você e sua patota botaram na
"geladeira" porque emitiu uma opinião contrária a de vocês, como se isso fosse
lindo, o máximo."Aqui em BH isso não acontece, não há tolerância pra artista
que "fala mal" de artista". Esse discurso me remete ao coronealismo. Quem é
você, Eugênio? Com que direito você vominta agora, o que pode e o que não pode
no mundo artístico? Você é músico? Tem algum disco? Acompanha alguém? Canta?
Quem é você? Eu respondo: Além de babaca, ninguém.
Sabe porque você mandou o pessaol do Terreiro Grande ir tomar no cú? Primeiro
porque você não os conhece e isso torna qualquer crítico um poço de valentia.
Segundo porque você procurou algum pagode, alguma música do Arlindo Cruz, algum
Banjo, algum samba do Zeca e pro seu desespero não tem."Oh, meu Deus, não tem
Zeca, não tem banjo...eu, eu não sei o que é isso." Esse foi o teu desespero.
Entrar em contato com algo extremamente desconhecido no seu mundo tão cheio de
verdades. Sambas que você nunca ouviu, com músicos que você nunca ouviu falar e
uma forma de tocar que você num presenciou igual em BH. Não se preocupe,
Eugênio. Você não é o primeiro a se espantar e nem será o último.
Cara, espero que os caras do Terreiro Grande não deêm a mínima pra essa
tribuna, ela está infestada babaca.
Espero, caro Eugênio, que você encontre a luz. Você precisa.
Abraços
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