Eugenio Raggi,
vamos de uma vez separar os alhos dos bugalhos e esclarecer alguns pontos aqui.
Acompanho esse espaço há bastante tempo, é um importante meio de comunicação, 
divulgação de trabalhos e confronto de pontos de vista sobre o samba e o choro 
- assuntos onde muitas vezes se confunde debate com guerra. O cd CRISTINA 
BUARQUE E TERREIRO GRANDE AO VIVO, do qual participei como produtor, é trabalho 
ousado o bastante para suscitar um tipo de discussão saudável, ainda que muitas 
vezes acalorada.
Infelizmente, depois da matéria da Folha de São Paulo, o debate tomou 
proporções descabidas, e o calor da discussão o levou a fazer afrontas de ordem 
pessoal que não podemos aceitar (seria intolerância de nossa parte???)
O formato do cd, a sonoridade pretendida, o repertório escolhido, ainda que 
distantes do seu gosto estético, não me parecem o suficiente para justificar o 
seu destempero. A matéria da folha, cujas minhas discordâncias já foram aqui 
colocadas, tampouco - não gostar da música que faz o Zeca Pagodinho ou não se 
identificar musicalmente com essa ou aquela vertente não me parecem motivos que 
justifiquem termos como mau-caratismo, sectarismo, ou "São um bando de 
preconceituosos e arrogantes".
Me parece lógico supor que essa sua raiva se dirige a motivos anteriores, 
alheios ao nosso disco, ou a algum problema pessoal não resolvidao (que, 
sinceramente, não me interessa).
Popular X Elitista; Modernidade X Tradição; Resgate X Ineditismo; Banjo X 
Não-banjo, etc, são discussões antigas que já renderam a ainda vão render 
muitas linhas nessa e em outras listas. Nosso CD, já disse, não é um tratado 
sobre qualquer desses tópicos, não pretende encerrar qualquer discussão. É 
simplesmente música, feita de forma independente, com suor e personalidade, 
lutando pra conquistar o seu espaço (e está conquistando! felizmente a resposta 
ao disco tem sido ótima, embora vc o considere super-estimado). 
É até possível que, por seu ódio indisfarçável, suas palavras levem algum 
curioso a comprar o nosso cd, mas confesso que esse tipo de marketing não nos 
interessa. Assim, a coisa mais educada que eu posso te dizer é: nos deixe em 
paz! Vai procurar tua turma, cara.
Por fim, como vc nos prestigiou baixando o cd na internet, sem o encarte com as 
letras, segue uma delas,de brinde:

"Sai pra lá, brocoió
Não vê que onde estou
não podes se arrumar
Desta vez
tu bancastes o Mossoró
de galocha
Sai pra lá, brocoió

sai, sai, sai, sai..."

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