Virtuose da guitarra

Após apresentação de sucesso no Montreux Jazz Guitar Competition, o guitarrista Diego Figueiredo desembarca na cidade para apresentações no Clube do Choro


Débora Xavier


Recém chegado do Montreux Jazz Guitar Competition onde conquistou o segundo lugar e ainda ouviu o presidente do júri, George Benson, dizer aos três finalistas que não tinha dúvida de estar diante os melhores guitarristas da nova geração mundial, Diego Figueiredo se apresentará hoje, amanhã e sexta-feira no Clube do Choro. "Ainda estou emocionado com o que vivi no festival. O nível estava altíssimo e, como tudo poderia acontecer, fui com todas as armas que tenho", confessou Diego ao Jornal de Brasília.

A arma no caso de Diego é o virtuosismo com que toca a guitarra, além do violão, do cavaquinho, da viola, do bandolim e do contrabaixo. "Contudo, me sinto mais confortável tocando a guitarra sem palheta, como faço quando toco solo", afirmou. Na final de Montreaux, assim como no show que fará no Clube do Choro, ele se apresentou tanto solo quanto compondo o Diego Figueiredo Trio, do qual fazem parte também a percussão de Marcílio Garcetti e o teclado de Alexandre Martins.

Além do entusiasmo pelo sucesso que vem alcançando em todo o mundo e de seu trio, Diego também apresentará nesses três dias em Brasília um pouco do repertório visto por George Benson e Al Jarreau durante o festival. "Selecionei algumas composições de Tom Jobim e do Villa-Lobos e um pot-pourri de músicas nordestinas. E irei mostrar também ao público brasiliense dois arranjos jazzísticos que fiz para Round Midnight e para Stela By Star Light", adiantou.

Currículo
Diego Figueiredo, que nasceu em Franca (SP), com apenas 27 anos já tem em seu currículo vários prêmios nacionais e internacionais. Em 1999, ganhou o primeiro lugar na América do Sul do concurso para uma bolsa de estudos no famoso Berklee College of Music, mas por outros compromissos anteriormente assumidos abriu mão da premiação. Nos anos seguintes, Diego conquistou o segundo lugar no Prêmio Visa de MPB Instrumental e foi finalista do Prêmio Icatu Hartford.

Divulgação/joão sttefen

Em 2005, no mesmo Montreaux Jazz Festival Diego havia já sido aclamado como um dos três maiores guitarristas jovens de todo o mundo. No ano seguinte, esteve em Nova York como convidado especial para ministrar workshops e fazer shows na International Association for Jazz Education. Recentemente, foi convidado a dar um curso de música brasileira na Universidade da Flórida, nos EUA, onde também realizou alguns concertos. Com o cantor e compositor Belchior fez inúmeras turnês pelo Brasil e pelo exterior.

Tendo estudado violão erudito, música popular brasileira e jazz em conservatórios de sua cidade natal, em Ribeirão Preto e em Tatuí, no interior paulista, iniciou sua carreira em bandas de diferentes estilos. "Em Brasília fiz parte durante um ano do conjunto Squema Seis", informou.

Diego disse ainda que neste ano realizou quatro excursões internacionais e já se prepara para a próxima. "Logo após a apresentação no Clube do Choro estarei me preparando para diversos shows que farei em Portugal, Inglaterra, Suécia e Espanha", finalizou.

Para os interessados em aprimorar a técnica das guitarras ou em conhecer o trabalho de Diego de perto, poderá participar de um workshop gratuito no sábado, às 10h, no Clube do Choro.


Clube do Choro - 30 Anos – Apresentação do guitarrista Diego Figueiredo, hoje, amanhã e sexta-feira, a partir das 21h30. Clube do Choro (entre a Torre de TV, o Centro de Convenções e o Planetário). Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Mais informações pelo telefone 3327-0494.



Publicado em: 12/09/2007


http://www.clicabrasilia.com.br/impresso/noticia.php?edicao=1676&IdCanal=25&IdSubCanal=&IdNoticia=304793&IdTipoNoticia=1

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Instrumental
Cordas choronas

Com Alexandre Martins, ao piano, e Marcílio Garcetti, na percussão, Diego Figueiredo se apresenta no Clube do Choro


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Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio

João Sttefen/Divulgação

Diego Figueiredo: premiado em Montreux, emocionou George Benson


Durante um ano, no final da década passada, a banda de baile brasiliense Squema Seis contou em sua formação com um dos maiores músicos brasileiros de jazz da nova geração, Diego Figueiredo. Desde que classificou-se em segundo lugar no Prêmio Visa de Música Instrumental, em junho de 2001, a carreira do guitarrista tomou novos rumos e conquistou prestígio no país e no exterior.

Em julho último, no Festival de Montreux, na Suíça, Diego participou de uma competição juntamente com guitarristas de várias partes do mundo e obteve a segunda colocação – o vencedor foi o italiano Frederico Casagrande. Ao executar o clássico Round midnight, de Thelonius Monk, impressionou tanto o consagrado músico norte-americano George Benson, presidente do júri, que o levou às lágrimas. “Vi aquilo como um aval, a confirmação de que estou no caminho certo”, afirma.

O guitarrista paulista é atração desta semana no projeto Clube do Choro – 30 Anos, com o Diego Figueiredo Trio, formado ainda por Alexandre Martins (piano) e Marcílio Garcetti (percussão). Os três fazem show de hoje a sexta-feira, às 21h30, interpretando repertório que inclui pérolas do choro, da lavra de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e Garoto, além de standards da bossa nova e do jazz.

Com a agenda lotada desde que há dois anos formou o trio, Diego cumpre uma série de compromissos em palcos nacionais e internacionais. “Um dos projetos mais legais que temos desenvolvido é o de levar música instrumental a pequenas cidades do interior de São Paulo, de Minas Gerais e de outros estados brasileiros”, conta Diego. Mas têm sido freqüentes, igualmente, as viagens ao exterior.

“Neste ano, estivemos duas vezes na Europa, uma nos Estados Unidos e outra na Bolívia. Em 1º de outubro, estaremos de volta à Europa, para shows em Lisboa e outras cidades portuguesas. Ainda em Portugal, vamos fazer seis apresentações pelo Festival d’Ouro Jazz. Depois, tocaremos na casa noturna Guanabara, em Londres, no dia 15; em Gotemburgo (Suécia), nos dias 16 e 17; e em Palma de Mallorca (Espanha), nos dias 18 e 19”, adianta.

“Em Londres, lancei o disco El colibri, no qual gravei peças de Bach, Chopin, Villa-Lobos e Radamés Gnattali”, conta. Antes do final do ano, chega às lojas o disco Ao vivo e o DVD que o Diego Figueiredo Trio gravou no Franca Shopping, no interior de São Paulo, terra natal do guitarrista.

Além de músico, Diego é produtor, arranjador e orquestrador. Em 2005, produziu o álbum duplo As várias caras de Drummond, no qual o cantor e compositor cearense Belchior musicou poemas de Carlos Drummond de Andrade, com lançamento da revista Caras. “Recentemente, na Universidade de Flórida, nos Estados Unidos, estive à frente de um curso de música brasileira e fiz alguns concertos”, conta.


CLUBE DO CHORO – 30 ANOS

Show do Diego Figueiredo Trio, formado por Alexandre Martins (piano), Marcílio Garcetti (percussão) e Diego Figueiredo (guitarra). De hoje a sexta-feira, às 21h30, no Clube do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, 3327-0494). Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia).

http://www2.correioweb.com.br/cbonline/cultura/cadc_mat_22.htm

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