Eugênio, eu tirei o nome de todos os releases que li por aí. Pra falar a verdade nem vi a capa do disco.

Quanto aos arranjos, continuo com o que escrevi anteriormente. Alguns equívocos, muitos "não fede nem cheira" e uma pérola que é "Novo Amor". Pra mim o único arranjo do disco que valoriza a música, e coincidentemente, o mais ousado do álbum. Como disse Mauro Ferreira, faltou diversidade, não só nos compositores, mas na elaboração dos arranjos também.

Aquele abraço,
Gabriel Gomes

Ps.: Não dá pra mandar em particular não? Prometo que eu não espalho.


Eugenio Raggi escreveu:
Gabriel,


O nome do disco é um acrônimo mesmo. Não é pra ficar claro se é "Meu
Samba" ou "Samba Meu". É uma brincadeira semântica. Você é que não
entendeu. Se ver a capa verá que a dubicidade é intencional
(dubicidade é outra brincadeira semântica, viu Gabriel, se não você
vai me corrigir).

O CD é lindo, os arranjos do Sapucaí são certeiros e Maria Rita
contibui muito pra uma nova linguagem para o samba. Não vou discutir a
renovação, que pra mim é essencial.

São vários sambas inéditos e boas (re)leituras.

Maria Rita grava samba inédito, oxigeniza o samba, lança novos
compositores (Bruno Maranhão e esse prodígio que é o Edu Kriegger).

"O disco é lindo" segundo Nei Lopes. Mauro Ferreira concorda, mas
achou que faltou diversidade. São 6 sambas do Arlindo Cruz.

Acho ótimo. Gosto do Arlindo Cruz quase tanto qanto de cerveja.

Abs,

Eugenio

PS: Gabriel, tem uma diferença enorme entre linkar um download alheio
e outro pra um download de um upload que eu fiz. procure direito. Não
vou dar motivos para ser processado pelo Didio.





Em 15/09/07, Gabriel Gomes<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Porra, Eugênio,
cheguei à conclusão que você tem um gosto muito exótico. Só me resta
respeitar, cada um com seus "pobrema". Mas vou deixar minhas impressões.

Bom, pra começo de conversa, o nome do Disco é Samba Meu e não Meu Samba.
Fiz um tremendo esforço pra ouvir com a maior boa vontade de quem não
tem nada pra fazer na sexta à noite. Não sei se consigo essa proeza, mas
vamos lá.

A música que abre o disco é a mesma que dá nome ao mesmo. E a primeira
impressão que tive foi surpreendente. Foi a coisa mais pavorosa que eu
ouvi nos últimos tempos. E olha que eu ouvi coisas terríveis
ultimamente. Na metade da música a vontade de passar de faixa era
imensa, mas eu fui até o fim com a esperança de que fosse melhorar. Mas
se começou ruim, terminou pior ainda. Ou eu nunca tinha prestado atenção
direito ou então a moça desaprendeu a cantar. Mas a culpa não é só dela.
A música é péssima e o arranjo não ajuda nem um pouco.

Bom, antes de começar a segunda faixa eu fiz uma nova tentativa. "Devo
estar de implicância com a moça, só pode", pensei. Mas não deu, as
segundas impressões foram as mesmas da primeira. Antes da metade o
botãozinho de ">>" já tinha sido pressionado.

Depois veio o tal do "O Homem Falou". No fim da música eu tinha a
certeza de que o Eugênio estava de sacanagem (não vale xingar). Dessa
vez a culpa não foi do arranjo (cavaquinho, violão na baixaria, uma
percursão legalzinha, o básico), nem da música (excelente, não
conhecia). Dessa vez a coisa pegou foi na falta de samba na veia mesmo.
Interpretação sem tempero nenhum, sem cadência. Se eu já não gostava das
vocalizações dela em outros estilos, no samba é que eu não ia gostar.
Falta pegada de sambista aqui.

Bom, desanimei um pouco, mas continuei a saga. "Maltratar, não é
Direito" é outra música boa. Aqui ela não faz feio. Nem bonito. De novo
não gosto da interpretação em alguns momentos da música, mas essa é bem
menos afetada que as anteriores.

"Num Corpo Só" começa com piano baixo e bateria fazendo um "baixo
pedal". Bem menos tradicional, aqui a coisa começa a melhorar. A música
tem um suingue legal. "Cria" também não segue a linha do samba
tradicional, muito baixo e bateria, aqui tem até um triângulo que dá um
tom diferente no arranjo. A única ressalva é pras criancinhas irritantes
no início da música. Desnecessário.

Em seguida vem aquela que mandaram aqui pra tribuna há um tempo atrás,
supostamente composta pelo Arlindo Cruz. Não tem a cara dele não, acho
que o Arlindo tava incorporado quando compôs isso aí. Sem contar que a
música peca por uns versos muito batidos. Até o par salvador-redentor
foi emprestado do Chico. De novo, no baixo-bateria ela vai bem.

Rapidinha, "Pra Declarar Minha Saudade" é uma bossa levada no violão e
piano bem bonitinha. Alguém tinha que mostrar essa música algumas
centenas de vezes pra Maria Rita pra ver se ela percebe que quando ela
canta o feijão-com-arroz ela é uma excelente cantora.

Puts, aqui eu jurava que tava ouvindo o Sorriso Maroto, Soweto,
Exaltasamba... "O Que é o Amor" é um pagodinho sem vergonha, com arranjo
de pagodinho sem vergonha. É pagode no pior sentido da palavra, antes
que alguém venha com verbete de dicionário.

Outro pagodinho. "Trajetória"

Opa, Bandolim... Ah não, baixo de novo!!!  "Mente ao Meu Coração" é o
maior desperdício do disco. Ia ficar lindo com um arranjo de regional.
Tem um solo de Bandolim bonito, mas o arranjo parece aquele samba de
teclado de churrascaria. Aff.

Se não foi na anterior foi nessa. A melhor do disco é  "Novo Amor". O
arranjo é excelente, moderno sem querer reinventar a roda, enobrece a
linda e difícil melodia. Vão me chamar de ranzinza, mas ainda me deixa
aquela sensação de que falta alguma coisa. Talvez um pouco de
sensibilidade na interpretação.

"Ela vai pro baile funk / de shortinho, top e gorro / É afim do Zé
Galinha / Mas namora o Zé Cachorro" Me recuso a comentar essa. O nome é
"Maria do Socorro", a propósito.

"Corpitcho" é a melhor interpretação do disco. Achei até que era alguma
participação especial de tão diferente que é o timbre de voz dela nessa
música. Talvez seja pelo tom mais baixo e aparentemente mais
confortável. Aqui ela dá show, mas vai ter gente dizendo que ela tenta
imitar a mãe. Não é de todo mentira.

Pra finalizar, mais baixo-pedal em "Casa de Noca". Mais do mesmo.


Rapaz, ficou grande isso aqui. Bom, nãosei se dá pra considerar isso aí
um disco de samba não. Quer dizer que dá, dá, mas se for isso que vão
começar a vender a partir de agora como sendo samba eu vou começar a
ficar preocupado. É um disco interessante, que começa muito mal, mas a
partir da terceira ou quarta música parece que encontra o seu caminho. E
definitivamente esse caminho não é o do samba tradicional. Quando
envereda por esses rumos a Maria Rita vai bem mais ou menos. Quando vai
pro estilão "Cara Valente" ela dá conta do recado.

Uma coisa eu tenho que elogiar. Parece que Maria Rita está tentando
encontrar seu estilo próprio. Esse disco nada tem a ver com as
interpretações robotizadas dos primeiros. Vejo ela com muito mais
liberdade. Talvez isso explique alguns equívocos cometidos e também a
excelente interpretação de "Corpitcho", a melhor dela até agora
registrada em disco. Parece que quando ela esquece de tentar mostrar os
truques que ela aprendeu nas aulas de canto e deixa a coisa fluir mais
naturalmente, ela mostra o potencial que tem pra ser uma grande intérprete.

Bom, eu esperava mais cavaquinho, mais pandeiro, mais um pouco de
tempero, ou talvez de terreiro (não vale xingar, Eugênio), mas acho que
o saldo é positivo. Nada excepcional como disse o Eugênio, mas pra mim é
o melhor disco dela até agora. Ela chega lá.

Só pra provocar... Eugênio, manda o link do CD do Terreiro Grande
também. Já rodei essa Internet toda, mas não acho.

Aquele abraço,
Gabriel Gomes






Eugenio Raggi escreveu:
Sambeiros e sambistas,

Acabo de ouvir. Achei excepcional, lindo mesmo. Ela tá doce, cantando
muito. Lindos sambas. Muitos inéditos, pra mim o melhor de tudo.

Mas fica o destaque para uma regravação. "O Homem Falou", do
Gonzaguinha, tá simplesmente arrepiante. Me emocionei aqui, diversas
vezes ouvindo.

Não vou resistir. O link pro cd todo tá aí:

http://rapidshare.com/files/55448059/www.opus666.com_filhadaelis07.zip.html

Abs,

Eugenio
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