Eu sei que a briga é de cachorro grande, mas é chatão ficar aqui se perguntando 
um monte de coisas, depois de ler uma pancada de e-mails, sem mandar umzinho de 
volta... hehehe.
   
  Vem cá, será que a Maria Rita tá mesmo preocupadíssima em vender cd? Será que 
acreditam mesmo que o motivo maior de ela ter gravado um disco de samba foi pra 
vender mais cd do que o anterior? Será que dinheiro foi problema pra ela em 
algum dia de sua vida? É uma questão.
   
  Então digamos que, influenciada pelo seu gosto pessoal ou pelo modismo da 
Lapa, Maria Rita quis gravar um disco de samba; ou lhe sugeriram isso e ela 
aceitou, pelos mesmos motivos supostos, que seja. E daí? "Mas ela gravou assim 
e assado, com fulano em vez de beltrano..." ah, mas ela grava como bem 
entender! Gravar samba é algo tão sagrado assim? Isso tá parecendo lista de 
Beatles! :)
   
  "Poxa, mas o marketing em cima é pesado..." Novamente, e daí? Eu vejo o samba 
- entre outras coisas mais importantes (claro) - como mais um produto musical a 
ser vendido para um público consumidor. E a melhor ferramenta que existe para 
isso ainda hoje é o famigerado marketing. A gravadora tem mais é que trabalhar 
em cima mesmo. É muito marketing pra Arlindo Cruz e pra um trabalho que não 
traz novidade alguma? Sorte do Arlindo e azar da novidade! Aliás, o que é 
conhecido de alguns pode ser novidade para muitos. Seja lá o que for que esteja 
escondido nos guetos por décadas, se um dia atingir o mainstream será uma 
novidade, não tem jeito... Além do que, vale lembrar que a história está 
repleta de ineditismos falsos por conta de novidades obscuras... 
   
  Pra terminar. Eu não conheço nada disso, então me digam, por favor (sério), 
com qual critério apontam: "isso é samba", "isso não é samba"; "esse samba é 
bom", "esse samba é ruim". Se usam muito baixo, piano e bateria, independente 
de ritmo ou melodia, então não é samba? Se for assim, azar do samba... :P
   
  abraços!
  Fábio
   


André Carvalho <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:  Nos moldes da Beth de hoje? 
Ficaria ruim também... A Beth de hoje não é
nenhum modelo de excelência quanto à arranjos e repertório...

A Maria Rita foi muito ingênua. Deveria ter pesquisado mais e ter se
preparado mais para fazer um disco de samba (samba?). Mas não. ela só quis
aproveitar o "renascimento da Lapa", o modismo do samba para tentar vender o
que ela não vendeu no último dico.
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abçs.
Fábio - Rio de Janeiro
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