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Música
No ritmo da marvada
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Irlam Rocha Lima
Da equipe do Correio
Wilton Montenegro/Divulgação
Além da mulher, futebol e cachaça foram durante muito tempo temas
recorrentes em sambas e marchinhas carnavalescas. O terceiro item dessa
tríade, cantado largamente na música popular brasileira, serviu de mote para
Cachaça dá samba, show que gerou disco homônimo, lançado no começo deste ano
pela Deck Disc, tendo como protagonistas Pedro Paulo Malta e Alfredo Del
Penho.
Cantores revelados em casas noturnas da Lapa, bairro boêmio do Rio de
Janeiro, Malta e Del Penho foram convidados, em 2005, a desenvolver o
projeto pela Cachaçaria Mangue Seco. Inicialmente, o Alfredo, junto com
Henrique Cazes e Luís Filipe de Lima, fez aprofundada pesquisa para a
criação do repertório, contando com a colaboração de Cristina Buarque e
Paulo César Andrade. São pessoas que estão sempre envolvidas em projetos
musicais na Lapa, diz Malta.
Embora muitas músicas tenham ficado de fora de Cachaça dá samba, Malta
acredita que as escolhidas são bem representativas desse universo. No
disco, são 14 faixas, mas há um número maior de músicas no roteiro do show,
apresentado na Mangue Seco, na Modern Sound e no Teatro Rival BR, no Rio, e
também numa casa noturna em Curitiba. Agora, vamos levá-lo a Brasília.
O palco escolhido para mostrar Cachaça dá samba foi o Feitiço Mineiro, onde
Malta e Del Penho se apresentaram recentemente, pelo projeto Gente do Samba.
Para acompanhar os dois, foram escalados Henrique Cazes (violão, bandolim e
cavaquinho), Luís Filipe Lima (violão sete cordas) e Beto Cazes (percussão),
todos presentes no elenco do musical Sassaricando E o Rio inventou a
marchinha, que estréia amanhã no Teatro da Caixa.
A maioria das músicas o Alfredo e eu cantamos em duo. Fazemos solo em dois
sambas de Noel Rosa, que comparece no repertório com o maior número
contribuições: Por essa vez passa, Maria Fumaça, Pra esquecer e É bom
parar. A abertura do roteiro é com Ai, cachaça, parceria do rei da embolada
Manezinho Araújo com Fernando Lobo. A mistura de samba e forró, intitulada
Quem não sabe beber, composta por Elino Julião e Severino Ramos, vem do
repertório de Jackson do Pandeiro.
Do disco e do show, faz parte obviamente o clássico da música caipira,
Marvada pinga, imortalizado por Inezita Barroso. O samba-choro O pingo e a
pinga, criado por Pedro Caetano e Antônio Almeida, também será cantado por
Malta e Del Penho, assim como o calango Moenda velha (Zeca Pagodinho e
Wilson Moreira), o partido alto O beberrão (Aniceto do Império e Molequinho)
e o samba A verdade (composto por Moacyr Luz especialmente para o projeto),
além de Quem mandou você beber (Bide) e O que me dão pra beber (Candeia).
Há uma cançoneta de 1913, chamada Delírio alcóolico e garimpada no fundo do
baú, cujo autor assinou com o pseudônimo de E. Brio. Acho que ele ficou com
vergonha de relacionar o verdadeiro nome à música. Trecho da letra diz: Tu
não és mais que um garrafão/ Que aqui me prende em sacrossanta devoção/ Ó
vagabunda, lá do espaço, dá-me braço/ E passo a passo vamos tomar um
formidável bom pifão
.
CACHAÇA DÁ SAMBA
Show com Pedro Paulo Malta e Alfredo Del Penho, acompanhados pelo grupo
formado por Henrique Cazes (violão, bandolim e cavaquinho), Luís Filipe de
Lima (violão de sete cordas) e Beto Cazes (percussão). Hoje, às 22h, no
Feitiço Mineiro (306 Norte, 3340-8868). Couvert: R$ 23.
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