Continua falando bobagem, e da grossa. O filme foi lançado no Berlinale
no começo de 2005, janeiro ou fevereiro. Naturalmente passou também no
Brasil nesse. Só porque a Globo não deu e você perdeu não quer dizer
que o filme não existia.
JLV
*Cineminha (Festival Berlin February 2005, by Bruno Betoni) *
<http://www.cineminha.com.br/noticias.asp?ID=2665>
*O salão lotado já dava idéia do prestígio da cultura brasileira... **
Confira tudo sobre mais um grande evento *
Dando continuidade às resenhas sobre os filmes vistos na 55 Berlinale,
apresento-lhes o sexto texto, sobre o filme Brasileirinho.
No dia 23 de abril se comemora o aniversário de Pixinguinha e em sua
honra o Dia Nacional do Choro. No ano de 2004 o dia 23 de abril teve em
suas comemorações uma celebração peculiar. Uma barca das que fazem a
travessia Rio-Niterói foi fechada para um seleto grupo de músicos,
melômanos e simpatizantes da boa música. O nome, Barca do Choro, se
inspirou no Trem do Samba, que sai da Central do Brasil no Dia do Samba.
Na tripulação a nata do choro no Rio: os grupos Trio Madeira Brasil (com
Reinaldo Souza, Zé Paulo Becker e Marcello Gonçalves) e Rabo de
Lagartixa, Zé da Velha, Carlinhos Leite, Hamilton de Holanda, Thiago
Souza, Silvério Pontes, Rui Alvim, Gallotti, Rogério Souza entre outros.
No meio deles um gringo finlandês que morou no Brasil por mais de uma
década registrava tudo com suas lentes para mais um documentário seu
sobre o Brasil.
O diretor chama-se Mika Kaurismäki e já apresentou seus filmes em vários
festivais no mundo todo, e é claro, no Brasil. Sua última aparição por
estas bandas foi com o filme Moro no Brasil, no Festival de Cinema do
Rio 2003. As filmagens na Barca do Choro foi apenas parte de seu
documentário Brasileirinho, que teve sua estreia mundial agora na
Berlinale e fala basicamente sobre o choro, na opinião e interpretação
de grandes ícones do seu estilo atualmente no Brasil.
A apresentação do filme foi no Delphi Palast, um antigo teatro onde
antes se faziam shows de jazz e que agora serve de cinema, inclusive
para a Berlinale fora do centro de eventos do festival que de uns anos
pra cá fica agora na Potsdamerplatz. O salão lotado já dava idéia do
prestígio da cultura brasileira entre o público berlinense, que não se
esquece do Leão de Prata dado à Fernanda Montenegro por Central do
Brasil (que aliás também esteve aqui ano passado com Raul Cortez por Do
Outro Lado da Rua). O filme está centrado no Trio Madeira Brasil, com
Reinaldo Souza, Zé Paulo Becker e Marcello Gonçalves, este último o
supervisor musical do filme. Durante uma roda de choro o grupo lança o
projeto de um concerto a ser realizado no Dia Nacional do Choro. Numa
mistura entre ficção e realidade, o grupo vai encontrando parceiros,
ensaiando e tornando realidade o concerto que de fato foi feito.
Unindo-se ao grupo vem outros grandes como Zé da Velha, Silvério Pontes,
Paulo Moura e Zamandú Costa, que surpreendeu a platéia com seu
virtuosismo ao violão. Cada um dando seu depoimento sobre o choro,
tentando esclarecer o público leigo da história deste nosso precioso
estilo musical.
Várias passagens do filme não somente elucidam e resgatam a memória do
choro como revelam curiosidades divertidas sobre nossa história. Por
exemplo a cantora Tereza Cristina, que interpreta a música Marido da
orgia de Ciro de Souza. A canção fala das queixas de uma mulher sobre o
companheiro farrista e a cantora comentou na coletiva após a sessão:
"Foi ótimo ter podido cantar a música do Ciro no Brasileirinho, porque é
uma canção em que a mulher dá o troco no homem". Também é interessante a
aparição de Zezé Gonzaga que conta sobre a letra de Tico-tico no Fubá.
Emocionante mesmo foi o momento em que se interpretou no filme a canção
Carinhoso, que mesmo para quem não gosta de choro é referência
inconfundível a qualquer um via televisão nos anos 80 com o anúncio do
Chambinho. No salão lotado de pessoas anônimas de nacionalidade
igualmente anônima, de repente ouvia-se vindo de diversos pontos do
teatro escuro murmurares, solfejos e até mesmo sussurros de pessoas que
não se contiveram ao silêncio e acompanharam ainda que inconscientemente
a música de Pixinguinha, denunciando imediatamente sua nacionalidade,
membros de uma seita quase secreta, uma maçonaria, comungando no
anonimato do prazer e da emoção de ouvir algo tão nosso num lugar tão
longínquo e frio quanto uma Berlin em fevereiro!
Após o filme o elenco e diretor subiram ao palco para os extensos
aplausos, não só dos brasileiros mas de todo o teatro e responder
perguntas da platéia. Depois os músicos Paulo Moura, Marcello Gonçalves,
Tereza Cristina e Pedro Miranda deram uma canja no setor de imprensa com
um happy hour oferecido pela distribuidora do filme, regado a pão de
queijo e caipirinha, feitos pela equipe de um restaurante brasileiro de
Berlin (bom presente de aniversário para mim, que fazia anos exatamente
naquele dia). Depois os músicos ainda foram para a choperia Ballhaus
Berlin acompanhados ainda de Yamandú Costa para mais uma roda de choro.
Como brasileiro náo poderia de forma alguma achar defeitos numa
homenagem táo bonita e sincera feita à nossa cultura, ainda por cima
vindo de alguém que não é brasileiro. Mas assumindo uma indevida
neutralidade, eu diria que o filme mostra muito mais música, em tomadas
realmente longas sem cortar as músicas no meio e deixa meio de fora a
parte didática de informar mais a respeito do choro e de sua história.
Conversando com outros gringos por lá tive a impressão geral de que
todos adoraram a música, mas ficaram sem muito entender de suas
histórias, de suas origens, e talvez o próprio Mika tenha talvez se
desviado disso ele mesmo, por já conhecer muito bem a história do choro,
tendo sido inclusive proprietário por alguns anos de um clube de música
no Rio. Mas pra nós, brasileiros, o filme é imperdível e recomendado a
qualquer um com o mínimo de sensibilidade musical. Estou certo de que
este filme será figurinha fácil dos próximos festivais agora do fim de
2005 no Brasil.
fonte: http://cineminha.uol.com.br/materia.cfm?id=2665
Ney Gastal wrote:
*O ano de produção foi 2005.*
*Pós-produção e montagem consumiram boa parte de 2006.*
*Talvez você tenha visto sessões especiais, os citados "pedaços" do You Tube
ou alguma reportagem do Fantástico.*
*Ou até - não sei se aconteceu - algo no Multishow.*
*Mas para o resto da humanidade - os mortais comuns - o lançamento está
sendo agora.*
*Não foi "há mais de anos" (pra mim isso remete para antes da própria
filmagem).*
*O que justifica o entusiasmo da plebe ignara com o que lhe parece novidade.
*
*Mas tudo bem, talvez eu não tenha tido humor para entender a piada.*
*Ah ah ah ah ah ah ah ah ah ah.*
*Pronto. Ri.*
*Abraço,*
*Ney*
Em 21/09/07, José Luis Vivas Frontana <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Ney Gastal wrote:
E você diz "há mais de anos" só para gozar do entusiasmo do outro?
Tenha dó.
Ney
O ano de lançamento foi 2005, não sei no Brasil, mas a premiere mundial
foi 2005. Não gozei de ninguém, apenas fiz um comentario jocoso pelo
fato do Haroldo ter pedido agradecimento pela "nova", o que
naturalmente também era um comentario jocoso dele. O problema é que você
carece de humor.
JLV
Em 20/09/07, *José Luis Vivas Frontana* <[EMAIL PROTECTED]
<mailto:[EMAIL PROTECTED]>> escreveu:
Brigão não sei, mas pelo visto sem muito senso de humor...
Este é um foro de música brasileira. É de supor, pelo tom de vocês
aqui,
que vocês estão por dentro do assunto e não depedem dos grandes
meios de
comunicação pra se informar. A maioria parece ser carioca. Tem um
filme
aí sobre o choro no Rio, em cartaz há mais de anos em vários paises,
chamado Braileirinho ou The Sound of Rio, um filme bem feito. Tem no
emule, pra quem quiser puxar, tem um monte de pedaços no youtube,
inclusive o trailer, muito bacana
( http://www.youtube.com/watch?v=6zAmcowAeZQ) por sinal. E vocês não
sabiam nada. Música brega, por outro lado, parece que todo mundo
conhece
aqui. Tudo bem. Vivendo e aprendendo.
JLV
Ney Gastal wrote:
>*Mas bah, gente, e depois nós, gaúchos, é que temos fama de
brigões.*
>*O cara descobriu o filme agora, está fazendo uma gentileza
entusiasmada.*
>*Vamos devagar com a pateação.*
>*Além disso, o filme só há dez dias chegou até Porto Alegre.*
>*Sei lá de onde é o Haroldo, vai ver só chegou à terra dele por
agora,
>também.*
>*Seja como for, prá que "putz, agora que você ficou sabendo"?*
>*Deixa o cara se entusiasmar e recomendar em paz algo que
descobriu agora.*
>*Quem nunca recomendou um filme do Chaplin? E já tem quase um
século.*
>*Como "Brasileirinho" não fez grande sucesso aí "nos centros", os
>distribuidores não se interessaram em fazê-lo circular para "o
resto" do
>Brasil.*
>*O negócio, cada vez mais, vai ser assistir estas coisas em DVD.*
>*Ney Gastal*
>
>Em 20/09/07, José Luis Vivas Frontana < [EMAIL PROTECTED]
<mailto:[EMAIL PROTECTED]>> escreveu:
>
>
>
>
>>Puts, agora que você ficou sabendo... Esse filme já está há uns
dois anos
>>de cartaz. O director, obviamente, é um finlandês, o mesmo que
>>anteriormente filmou Moro no Brasil.
>>JLV
>>
>>Haroldo ( Banda da Barra ) escribió:
>>Atençao galera de bom gosto musical. Assistam BRASILEIRINHO,um
poema
>>musical em forma de cinema. Depois podem me agradecer a
dica.HAROLDO
>>
>>
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