As faixas longas com aqueles pout-pourris lembram bastante aqueles antigos 
discos de carnaval da Banda do Canecão. O disco do Terreiro Grande é bom sim, 
mas não esta oitava maravilha que se diz por aqui. O disco da Teresa Cristina e 
do Luis Melodia, na minha opinião, são muito melhores. Mas essa é só a minha 
opinião.
valeu!
Hélio


      De: [EMAIL PROTECTED]
    Para: [email protected]

> 7 certezas e 1 mentira sobre o Terreiro Grande:
>
> 1. O álbum “Cristina Buarque e Terreiro Grande – Ao Vivo” tem o melhor 
> repertório de composições pelo menos desde o duplo “Mangueira – Sambas de 
> Terreiro e Outros Sambas”. Só por este fato já vale ser considerado como o 
> grande acontecimento do samba no ano e um dos grandes acontecimentos do samba 
> nesta década, ao lado, por exemplo, do lançamento do disco da Velha Guarda do 
> Império Serrano.
>
> 2. Pela primeira vez em muito tempo, alguém grava um disco somente com sambas 
> de terreiro, vertente há muito esquecida pelos sambistas que estão em 
> atividade. Basta lembrar que o belo projeto “O Samba É A Minha Nobreza” 
> contemplou blocos de todas as formas de samba, exceto os de terreiro, como 
> deixou claro o próprio Hermínio Bello no encarte do álbum.
>
> 3. A voz do Tuco resgata a alma com que cantava o Ventura e com que ainda 
> canta o Monarco. É um timbre diferente de gigantesca maioria dos cantores de 
> samba de hoje em dia e dá ao trabalho o sabor de nostalgia que certamente 
> eles objetivaram transmitir e que eu estava saudoso em ouvir da garganta de 
> alguém com menos de 70 anos.
>
> 4. Os pequenos desencontros e desacertos vocais do disco são, na verdade, o 
> grande mérito: transmitem a essência de uma inesquecível roda de samba – 
> único lugar verdadeiramente democrático, onde cantam todos, independente de 
> cor, situação financeira ou qualidade vocal.
>
> 5. Não existe sinal de exibicionismo virtuoso em nenhum dos instrumentistas. 
> Mais um ponto positivo em um trabalho onde até a escolha da formação é 
> acertada e remete aos velhos tempos.
>
> 6. Ao que parece, são gente trabalhadora da melhor qualidade, despidos de 
> preconceitos idiotas e que têm apenas a intenção de se divertir tocando 
> sambas que a maioria não lembra e não faz questão de pesquisar pra conhecer.
>
> 7.    “Jura”, de Zé com Fome e Marcelino é um dos sambas curtos mais geniais 
> de todos os tempos.
>
> Em tempo: a mentira do texto é a do título...


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