Na mesma página, Folha de São Paulo de ontem, dois outros textos,  assinados 
por Luiz Fernando Vianna, tratam também do Samba:

"Três CDs revelam Delcio Carvalho" ;

e

"Moyseis Marques estréia com repertório de coragem".

As matérias estão abaixo transcritas.


Caio Tiburcio

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Três CDs revelam Delcio Carvalho
Aos 68 anos, parceiro de Dona Ivone Lara lança 36 inéditas em "Roda de Samba", 
"Acústico" e "Encontros"
DA SUCURSAL DO RIO
O nome Delcio Carvalho pode não significar nada para muita gente, mas é difícil 
quem não reconheça versos como "Sonho meu/ Vai buscar quem mora longe/ Sonho 
meu". Pois o principal parceiro de Dona Ivone Lara está lançando, aos 68 anos, 
três CDs.

"Delcio Carvalho -Inédito e Eterno", que está chegando às lojas pelo Selo Rádio 
MEC com patrocínio da Petrobras, reúne 42 músicas do compositor, sendo 36 
jamais gravadas.

"Como componho quase todo dia, tenho uma série de músicas encruadas. Esse 
projeto aliviou minhas gavetas", brinca Carvalho, que em 2006 lançou "Profissão 
Compositor".

Ele mostrou aos produtores Paulão 7 Cordas e Mariozinho Lago cerca de 200 
composições. As selecionadas foram divididas por sonoridade: o CD 1 se chama 
"Roda de Samba" e tem esse perfil; o 2 é "Acústico" e tem clima mais suave; e o 
3 é "Encontros", com vários gêneros -embora associado ao samba, Carvalho também 
faz valsas, choros, frevos.

Os discos ainda são uma chance para ele gravar algumas músicas que, 
interpretadas por outros, não alcançaram a repercussão que desejava. A mais 
conhecida delas é "Minha Verdade", parceria com Dona Ivone que abre o primeiro 
CD. Fluminense de Campos que chegou a cortar cana na infância, filho de músico, 
Carvalho começou cantando em bailes na sua cidade. Em 1968, teve uma música 
gravada pela primeira vez, e em 1972 iniciou sua parceria com Dona Ivone. Foi 
na noite da morte de Silas de Oliveira, o maior compositor da história do 
Império Serrano, que ela lhe deu a melodia de "Alvorecer". Ele pôs a letra no 
ônibus.
"Eu ia todo sábado à casa dela comer aquela comida gostosa, e sempre saía algum 
samba. Temos muitas coisas inéditas. Há o projeto de gravarmos um DVD juntos", 
conta.

Entraram outros parceiros, como Monarco, Nei Lopes, Wilson das Neves, Francis 
Hime e até dois que não estão mais aqui: Capiba (1904-1997) e Cacaso 
(1944-1987).

Os CDs animam o recluso Carvalho a enfrentar mais shows, como o que deve fazer 
no Traço de União, em São Paulo, até o fim do ano. "Sou meio arredio. Mas, como 
estou ficando velho, também estou mais vaidoso. Vou dar a cara a tapa", diz. 
(LUIZ FERNANDO VIANNA)


DELCIO CARVALHO - INÉDITO E ETERNO
Gravadora: Selo Rádio MEC
Quanto: R$ 20 cada CD


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Crítica/"Moyseis Marques"

Moyseis Marques estréia com repertório de coragem
DA SUCURSAL DO RIO
Moyseis Marques, 28, já pode ser considerado da segunda geração da nova fase da 
Lapa carioca. Se pioneiros como Teresa Cristina começaram, nos anos 90, 
cantando com certa reverência aos antigos mestres, Marques já dedica parte do 
seu repertório a craques menos lembrados e mais divertidos, como Jorge Veiga e 
Gordurinha, e ainda estréia em CD gravando cinco músicas próprias.

É pena que essa coragem não tenha se traduzido integralmente nas 
interpretações. Talvez por causa do nervosismo da primeira vez, Marques soa 
formal em muitas faixas, muito diferente do cantor irreverente das noites da 
Lapa. Mas este é o único senão de peso do disco.

A abertura com a dolorosamente bela "Nomes de Favela" -em que Paulo César 
Pinheiro mostra como a realidade estragou a poesia contida em nomes como 
Mangueira, Rocinha e Cidade de Deus- é impactante. E ainda emenda como "Samba, 
Ciência da Graça", declaração de amor ao gênero feita por Marques sobre melodia 
de João Callado.

Todas as suas músicas têm qualidade, mas vale destacar "Receita de Maria", que 
é um louvor a Iemanjá, e "Palpite de Gafieira", divertida atualização dos 
sambas do gênero -feita com Daniel Scisinio e Rodolpho Dutra. Marques tem o 
humor e o balanço necessários para ser um bom intérprete de sambas sincopados, 
como prova em "Baile na Piedade", "Falsa Patroa" e "Meu Enxoval".

Esta última é de Gordurinha, de quem ele ainda refaz "O Vendedor de 
Caranguejo", já gravada por Clara Nunes e Gilberto Gil, dentre outros.
A faixa mais ousada é "Roda", samba do jovem Gil que ganha arranjo sofisticado 
do violonista Zé Paulo Becker. Marques ainda reinterpreta -com a honrosa 
participação de Elton Medeiros- "Quatorze Anos", de Paulinho da Viola, e se 
solta, ao lado do grupo Tempero Carioca, nos partidos-altos de Wilson Moreira e 
Nei Lopes: "Mocotó do Tião" e "Fidelidade Partidária".

Este encerramento mostra que, sendo ainda mais fiel ao seu estilo irreverente, 
Marques tem tudo para construir um caminho próprio e importante como 
intérprete. (LFV)


MOYSEIS MARQUES
Gravadora: Deckdisc
Quanto: R$ 25, em média
Avaliação: bom
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1910200722.htm




De:[EMAIL PROTECTED]

Para:[email protected]

Cópia:

Data:Fri, 19 Oct 2007 22:34:00 -0300

Assunto:[Spam] [S-C] MAIS UMA DO IMBECÍL,NELSON MOTTA!

> Mais simpático que Paulo Frâncis.
> Mais honesto que ACM.
> Com vocês!!!
>
> Neeeeeelllsooonnnn Motaaaaaaaaa...
>
> NELSON MOTTA
> "COLUNISTA DA FOLHA"
>
> Desde que o samba é samba escuto essa conversa mole de que "o samba está 
> morrendo, o samba vai acabar, o samba não tem espaço", ou, em sua forma 
> conspiratória, "querem acabar com o samba". Pura malandragem. O samba está no 
> poder, sempre esteve, e agora -na era da eletrônica e do hip hop- está mais 
> do que nunca.
> Hoje os gêneros nacionais dominam o mercado musical: mais de 80% dos discos 
> vendidos aqui são de música brasileira, uma boa parte deles de samba. A Nova 
> Lapa renasce e cresce com dezenas de casas de samba e de novos sambistas. Há 
> rádios que só tocam samba. O samba não está renascendo, porque não morreu: 
> apenas cresce e se multiplica.
> Os dois artistas de maior prestígio e popularidade das suas gerações, Marisa 
> Monte e Marcelo D2, dedicaram discos inteiros ao samba, venderam milhões de 
> CDs, fizeram turnês triunfais com imensas platéias no Brasil e no exterior.
> Entre os novos talentos, os discos de Roberta Sá e Mariana Aydar foram os 
> mais bem recebidos, com críticas entusiasmadas e platéias lotadas. Foram dois 
> grandes discos de samba, de diversas formas do gênero.
> Os músicos veteranos Lobão e Lulu Santos apresentaram em seus novos discos 
> alguns surpreendentes e inovadores sambas pesados, cheios de guitarras, 
> distorções e baixos roqueiros, que estão entre suas melhores criações.
> E agora, fechando a roda, a fabulosa Maria Rita lança o seu melhor disco, 
> exclusivamente de sambas, trazendo estilo, qualidade e novidade ao gênero. 
> Ela não se limita a regravar clássicos ou pérolas esquecidas. Vai buscar o 
> samba vivo, novo, pulsante, com cheiro de rua e com ecos de choro e bossa 
> nova, de funk, soul, reggae, brega, da polifonia urbana carioca, não 
> confinado a cânones e preservacionismos. No disco de Maria Rita, o melhor 
> exemplo são as cinco músicas do sensacional Arlindo Cruz, com vários 
> parceiros, em diversas formas de samba, do romântico ao clássico e ao 
> moderno. Com Maria Rita é tudo samba de primeira, como gostava e fazia João 
> Nogueira, o ídolo de Marcelo D2 e ele mesmo um grande renovador do samba.
> O que artistas tão diferentes têm em comum, além do amor e respeito ao samba? 
> Justamente o impulso de renovação do samba, incorporando novas batidas, 
> timbres e sonoridades, renovando ao mesmo tempo o pop, o rock, o hip hop e a 
> MPB. Eles deixam os resgates para o Corpo de Bombeiros, ou como desculpa para 
> os incontáveis discos com inúteis regravações de velhas músicas, muito piores 
> do que as originais. São artistas que fazem enorme e merecido sucesso 
> justamente porque não resgatam, nem repetem e nem se enquadram, que não têm 
> medo de inovar e ampliar as fronteiras, a linguagem e as platéias do samba.
>
> Se vc concordou com uma vírgula que esse elemento escreveu: FALE COM O SEU 
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> Vá correndo Eugênio Raggi.
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> Abraços aos amigos do samba.
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