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Subject: "O Samba visita o Candombe!"
Date: Fri, 2 Nov 2007 05:06:48 +0300




O texto também está no site do Número Baixo: www.numerobaixo.com.br
Impressões sobre a viagem para o Uruguai.




Era um dia ensolarado, alto da primavera. A quinta-feira mais importante de 
nossas carreiras e é claro que o rei Sol não deixaria de nos brindar com seus 
fortes raios.


         Nossos contratantes, Carlos e Anahy, encostaram o ônibus em 
Forquilhinhas por volta de 8h. Malas, travesseiros, alegria e ansiedade carro à 
dentro. Lá pelas 9h30, despedidas, beijos, abraços, “boa viagem”, e a saudade 
então sentou-se ao lado de cada um dos passageiros. “Até mais!”


         Durante o percurso, informações e explanações em geral, e as 
recomendações necessárias para uma boa estadia no vizinho país.


         Foi uma viagem tranqüila ao som de violões, vozes, e áudios de filmes 
e shows, os quais ajudaram-nos para uma mais acelerada sensação de tempo.


         Ao adentrarmos no Uruguai, fotos, muitas fotos, apesar do breu noturno 
não muito favorável.


         Chegamos ao hotel destinatário, em Montevidéu, por volta de 6h. Hora 
de descarregar o ônibus, acomodar-nos nos quartos, e esperar a hora marcada 
para fazermos nossa primeira refeição no Uruguai: um delicioso café da manhã.


         Sexta-feira de passeios, fotos, turismo em geral. Mas logo o Sol foi 
dormir e era, então, chegada a hora de nosso primeiro show no exterior.


         Fomos até Piriápolis, uma cidade do litoral Uruguaio. A apresentação 
seria num Resort local, um palácio antigo, de beleza e medidas raras. E foi uma 
agradabilíssima surpresa o local exato do show: o Bar e Restaurante do Hotel. 
Fizemos uma apresentação didática, contando a história e curiosidades dos 
Sambas florianopolitanos e brasileiros em geral. Deleitados num clima de bares 
cariocas, o Número Baixo arrancou calorosos aplausos uruguaios em meio a tanto 
interesse e satisfação do público local. Foi o bastante pra que nos procurassem 
ao fim do show, a fim de assinarmos novos contratos para apresentações no dito 
Resort.


         De volta ao Hotel em Montevidéu, relaxamos por algumas horas e logo 
saímos para almoçar no “Palácio Brasil”, local do show de Sábado, o mais 
importante da mini-turnê onde, no início da tarde, nos encontraríamos com um 
grupo feminino de “Candombe”, ritmo uruguaio, cultuado e respeitado por lá, 
como dantes jamais presenciei no Brasil. Iríamos repassar o roteiro da 
apresentação, pois o “Candombe” faria uma participação no nosso show, 
enfatizando, assim, o nome de nossa turnê pelo país vizinho: “O Samba visita o 
Candombe”.


         Após o micro-ensaio, passamos o som, montamos o palco, e voltamos ao 
Hotel, onde jogamos uma caxetinha para relaxarmos, enquanto nossa minoria 
dormia.


         É chegada a hora! Ingressos esgotados dias antes do show, palco pronto 
e som passado.


         Subimos ao palco ao som de uma locução brasileira que contava todo o 
opus do Grupo Número Baixo. E, assim, ao meu “três, quatro...” iniciava-se uma 
das mais importantes apresentações de nossa história. Havia alguns brasileiros, 
porém eram os uruguaios os mais animados. Salão completamente lotado, todos 
dançando e cantando em português os maiores sucessos de nosso Samba. E cabe 
registrar: fomos ovacionados como nunca antes, aplaudidos a cada pausa, a cada 
final de música. Como já esperávamos, dado o fervor de todo o show, não nos 
deixaram sair do palco no primeiro “Tchau!”. Voltamos e cantamos em uníssono a 
mais um Samba. Que prazer!


         Fim do show, princípio de madrugada de domingo, nos separamos em dois 
grupos. Metade foi para o Hotel, enquanto Jean Leiria, Jorge Eduardo, Everton 
Luis, Rafael Leandro e eu fomos à casa de um Uruguaio que tínhamos conhecido na 
sexta-feria, no Mercado Público de Montevidéu, a fim de conversarmos sobre o 
Samba no Brasil e o Samba no Uruguai. Me assustei!


         Me assustei de uma forma muito agradável, vendo Nikolas, uruguaio, que 
jamais visitou nosso país, cantar Sambas que muitos, mas, muitos brasileiros 
não conhecem, não se importam, não proliferam. E os Sambas-enredo então? Foi 
uma lição de vida cultural que eu destinaria a todos os pseudo-brasileiros que 
nem sequer cultuam seus ritmos, seus valores.


         Bem, a conversa varou a madrugada e logo chegaria a hora de partirmos 
de volta. Já no Hotel, café da manhã, malas prontas, ônibus adentro e... “até 
mais Uruguai!”


         Foram quase cinco dias de viagem e aprendemos em tão poucos dias que o 
Brasil é realmente o país da cultura, pois o Mundo inteiro nos vangloria. Pena 
que não sabemos disso!





Guilherme Partideiro, Outubro de 2007.





Felicidades, um forte abraço e um grande beijo.

Artur de Bem Silva
(48) 9969-0311
http://www.arturdebem.blogspot.com

E o povo continua cantando: "Foi em Diamantina / Onde nasceu JK / Que a 
Princesa Leopoldina / Arresolveu se casá..." (Sérgio Porto)


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